tranferência

Suicídio entre jovens

Suicídio entre jovens

 

Destrinchando

Bom. Dizem que não pode falar desse assunto que a imprensa esconde os números e coisa e tal.

Irmãos se não falarmos de uma das maiores causas de morte entre os jovens e não jovens, como iremos mudar essa realidade. Não vamos falar aqui de teses tendenciosas mas vamos abrir sim o debate e pronto.

Intro:

O comportamento suicida pode ser entendido como “todo ato pelo qual um indivíduo causa lesão a si mesmo, qualquer que seja o grau de intenção letal e de conhecimento do verdadeiro motivo desse ato”. Esta noção permite conceber o comportamento suicida como um continuum que inicia com pensamentos de autodestruição, passa das ameaças e gestos às tentativas de suicídio e, finalmente, consuma o ato suicida.

Organização Mundial de Saúde (OMS):

O suicídio está entre as dez principais causas de óbito para todas as pessoas maiores de cinco anos de idade. Em todos os países onde há informações fidedignas sobre a mortalidade, esse evento encontra-se entre as três principais causas de morte para as pessoas de ambos os sexos com idade entre 15 e 34 anos. A OMS considera que o suicídio é um importante problema de saúde pública. Os dados mundiais mostram que aproximadamente um milhão de pessoas cometeram suicídio; a cada 40 segundos, uma pessoa morre por essa causa; a cada 3 segundos, uma pessoa atenta contra a própria vida; para cada suicídio, existem pelo menos dez tentativas, suficientemente sérias a ponto de exigir atenção médica; para cada tentativa registrada, ocorrem outras quatro desconhecidas; cada suicídio tem um sério impacto em pelo menos outras seis pessoas; o impacto psicológico, social e financeiro em uma família e comunidade é imensurável.

AINDA SEGUNDO A OMS – A Análise da Situação de Saúde em Minas Gerais, realizada pela Superintendência de Epidemiologia/SES-MG, mostrou um aumento nas taxas de mortalidade por suicídio nos jovens de 15 a 29 anos, de 47,5%, sendo que, passou a ser o segundo grupo etário de maior risco de morte por essa causa.

Fazem-se necessários alguns cuidados ao se analisar dados sobre suicídio, pois existem algumas questões que INTERFEREM no real dimensionamento deste problema. Entre elas, podemos citar: tendência à subnotificação de dados; falhas nos registros; taxas oficiais precárias; a imprecisão na fonte de produção (Polícia, Institutos de Medicina Legal – IML). Além disso, há um estigma que cerca este tipo de morte, o uso de conceitos e definições diversas do ato suicida, a dificuldade em saber se o episódio foi acidental ou intencional. Em se tratando de crianças e adolescentes, essas barreiras na notificação serão mais acentuadas, na medida em que os atos autodestrutivos serão negados ou até escondidos pela família, devido a sentimentos de culpa e/ou vergonha.

Fatores de risco:

Entre os adolescentes, de modo geral, os principais fatores de risco para o suicídio são: idade, tentativa prévia, transtorno de humor, depressão, abuso de drogas lícitas e ilícitas, ausência de apoio familiar, história familiar de doenças psiquiátricas, história familiar de comportamento suicida, doença física grave e/ou crônica, eventos estressores, orientação sexual.

A baixa auto-estima, os conflitos familiares, o fracasso escolar, as perdas afetivas são sintomas que, associados às condições de estresse emocional, podem colocar os jovens em grupo de risco para o suicídio.

Em relação à idade, é importante ressaltar que o suicídio entre os jovens vem crescendo em números alarmantes. Os estudos realizados por Cassorla et al. revelaram que estamos assistindo a um aumento concomitante da violência por homicídio e por suicídio na faixa etária entre 15 e 39 anos. Quanto ao sexo, vemos que os homens apresentam uma frequência de suicídio três vezes maior do que as mulheres. Essa relação é constante nas diferentes faixas etárias; contudo, para o sexo feminino, a chance de cometer tentativas de suicídio é de três a quatro vezes maior.

De acordo com Lippi, a violência psicológica e/ou sexual sofrida na infância/ adolescência constitui outro importante fator de risco, assim como a depressão, a desesperança e a ideação suicida.

Conclusão:

A morte dos jovens por causas violentas, entre elas, o suicídio, é um dos problemas atuais no mundo e também no Brasil. O suicídio é um fenômeno que sofre a interferência de fatores individuais, ambientais, sociais. Seja na forma de tentativa ou do ato consumado, expressa uma dor emocional que o sujeito considera ser interminável, intolerável e com a qual acredita não ter capacidade de lidar. Esse fenômeno desafia a todos: pais, educadores, profissionais de saúde, como também o campo das ciências humanas e sociais. Não bastam médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem e psicólogos melhorarem a qualidade de seus atendimentos. Faz-se necessário que profissionais da saúde e da educação empreendam um trabalho multidisciplinar. Torna-se essencial ir além de aspectos curativos, é imprescindível que se consiga atingir a dimensão da prevenção. Pois, só assim, será possível estruturar uma atenção que abranja não só os adolescentes que tentaram suicídio e/ou apresentaram comportamentos de risco. Buscar estratégias que possam minimizar as situações ou vivências estressoras, em especial as que se relacionam à família e a escola, é fundamental, pois esses espaços podem funcionar como fatores de risco, mas também podem atuar como fatores de proteção.

A sensibilização e a capacitação de profissionais para assistir a este grupo etário e a organização de uma rede de assistência efetiva são primordiais para mudar esses números e o principal na minha opinião a questão ESPIRITUAL que nunca é citada, mas faz toda a diferença nesse mundo em que vivemos para a verdadeira transformação.

Leia mais:

Marketing Sensorial

 

 

 

 

 

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

Anterior

Marketing Sensorial

Próximo

Ano novo, piso e vida nova