tranferência

Cantando a existência

Cantando a existência

Destrinchando

Artista belorizontina lança financiamento coletivo na plataforma Evoé para projeto que mescla artes cênicas e musicais

Josi Campos, artista belorizontina, teve contato com a música desde muito cedo, cantando em um coral no seu bairro e, desde então, foi se envolvendo cada vez mais nessa arte: por muito tempo, soltou a voz em uma roda de samba que frequentava e, quando quis aprender a tocar tambor,  envolveu-se com a Associação Cultural Tambor Mineiro. Foram essas atividades que a levaram ao trabalho profissional na interseção entre artes cênicas e música –  agora, já tem no currículo passagens em musicais como O Rei Leão, Mudança de Hábito, Ghost – O musical e Alegria, Alegria.

Seu novo projeto, Prelúdios Negros, é uma mixtape visual na qual ela irá gravar áudio e vídeo de cinco músicas ao vivo em um estúdio móvel. Entre uma música e outra (no prelúdio), serão apresentadas performances com corpos negros em evidência.  A artista explica: “O Prelúdio dentro da música erudita são pequenos trechos de canção que antecipam uma obra maior, no caso de prelúdios negros a obra maior em si é o reconhecimento do ser, o entendimento da potência que é se reconhecer pessoa negra nessa existência”.

O trabalho busca explorar o reconhecimento da potência em ser negro – as canções, textos e apresentações cênicas terão esse tema como fio condutor. Josi  traz fortes referências de sua ancestralidade miscigenadas com influências musicais contemporâneas. Ela conta: “Escolhi o formato de mixtape para criar uma dramaturgia de continuidade, uma gravação de áudio em formato mixtape não tem pausa entre uma canção e outra, elas são ligadas por fios sonoros que conduzem a obra, no caso de prelúdios negros esses tempos entre uma música e outra vão ser preenchidos por textos, sonoridades, corpos e corpas negrxs em performance.”

A artista  traz hibridismo da música étnica, fortemente referenciada pelos tambores do congado mineiro, o teatro contemporâneo e o cosmopolitismo afrofuturista. Para viabilizar a iniciativa, está em aberto um financiamento coletivo na plataforma Evoé até o dia 30 de novembro de 2019.

Leia mais:

Como definir a musculatura sem a necessidade de atividade física

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

Anterior

Tecnologia a favor da beleza

Próximo

Do quarto da criança ao coração da família