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Vilão ou Herói

Vilão ou Herói

Muita gente já assistiu a série “Breaking Bad”, que estreou em 2008 e narra a história de Walter White (Bryan Cranston), professor de química que vê sua vida se transformar quando descobre ser portador de um câncer terminal. Com um passado brilhante como pesquisador, Walter amarga uma terrível situação financeira trabalhando como professor em uma escola de ensino médio. A saída para Mr White? Fabricar metanfetamina.

E assim segue sua saga até se tornar o maior produtor da droga nos E.U.A. Com uma trama emocionante, a série nos mostra como uma escolha pode afetar todos ao nosso redor e transformar a realidade que nos cerca. Neste texto não pretendo me aprofundar no enredo da série (quem ainda não assistiu corre!), mas sim no fato de não existirem mocinhos ou bandidos, e a iconização de um homem com qualidades muito duvidosas e nenhuma ética. Assim como na vida real, a lição da série é que “as ações têm consequências”.

Em entrevista ao NY Times, o autor Vince Gilligan:”Se a religião é uma reação do homem, e nada mais, parece-me que representa um desejo humano por vilões que querem ser punidos. Eu sinto algum tipo de necessidade de punição bíblica, ou justiça, ou algo assim. Eu gosto de acreditar que há alguma punição, que o carma entra em ação em algum momento, mesmo que leve anos ou décadas para acontecer. Isso que se tornou a minha filosofia também.


“Eu quero acreditar que há um céu. Mas eu não posso acreditar que não existe um inferno.” Breaking Bad é “construído sobre a premissa desconfortável que há uma diferença irrefutável entre o que é certo e o que é errado, e é o único em que as personagens tem controle real sobre como escolhem viver.” Temos visto nos últimos anos uma reinvenção do cinema e da TV, onde os antagonistas se tornam heróis, basta reparar os novos anti-heróis que surgem dia após dia, assim como na vida real. É a arte imitando a vida, ou seria o contrário? Até!

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