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Por Felipe Reis

Ame a vida, não suas coisas

É muito comum a gente ler em blogs e livros sobre organização o conselho: mantenha em casa apenas aquilo que você ama. Amar as coisas no sentido de que elas trazem alegria quando olhamos, interagimos, é ok. Mas isso não quer dizer que estamos substituindo todo o resto – tudo o que importa – pelas coisas.

Eu trocaria qualquer “coisa” por uma viagem que eu gostaria de fazer, por momentos a mais com o meu pai que já morreu e por muito mais vida em todos os sentidos. Este post é sim, uma declaração de amor à vida como um todo, e isso inclui o que faz parte dela – incluindo suas meias. Mas vamos pegar leve.

Não quero fazer o papel da vilã aqui. Algumas pessoas sofrem com o problema de acúmulo de objetos em casa – e esse problema deve ser tratado com apoio psicológico, com profissionais qualificados.

Se você sofrer com isso ou tiver alguém na família sofrendo, é importante procurar auxílio profissional. Isso não se resolve com “dicas de organização”.

Por outro lado, existem também aqueles objetos que nos trazem alegria, sem dúvida alguma. Um quadro que te deixa feliz sempre que você olha para ele, ou uma roupa que te empodera de tal maneira que transforma um dia péssimo em um dia maravilhoso.

Objetos não são ruins – eles fazem parte da nossa vida. Precisamos ter uma relação saudável com eles. Justamente por isso precisamos cuidar daquilo que temos, dando espaço para que eles “durmam”, sejam armazenados e manuseados com cuidado.

Quando temos coisas demais, acabamos desperdiçando, quebrando, deixando mofar, enferrujar, estragar. E isso, na maioria das vezes é apenas um reflexo de muita coisa que está acontecendo na vida da pessoa.

Tanto que, quando um profissional de coaching começa a trabalhar com alguém – seja esse profissional uma personal organizer, uma coaching de vida ou uma consultora de estilo, ou mesmo uma nutricionista, ou personal trainer, enfim, alguém que vá fazer um trabalho de transformação na vida daquela pessoa – é muito comum que a transformação em uma área comece a expandir seus efeitos para todas as outras.

Você já deve ter vivenciado isso alguma vez – de ter emagrecido e isso te deu vontade de guardar dinheiro, cortar o cabelo, mudar de emprego, arrumar a casa, promover outras mudanças.

O ser humano tem um cérebro tão incrível que, quando a gente começa a mudar uma coisa, isso serve como gatilho para querer mudar um monte de outras coisas que pareciam apenas estar esperando esse empurrãozinho.

E aí quando vem uma pessoa aqui e fala: “destralhe a sua casa”. E você começa a destralhar a sua casa, o que acontece? Você mexe não apenas com aquele monte de papéis e objetos que estavam guardados, mas também com emoções que estavam guardadas. É muito louco. É como se você estivesse fazendo uma faxina mais profunda mesmo.

Portanto, a partir do momento que você começa a ter esse cuidado com as suas coisinhas em casa, organizando seus pertences, organizando a sua agenda, os seus afazeres, se planejando, alcançando objetivos, isso vai te empoderando de uma maneira que você percebe que ninguém mais pode te segurar.

Você pode chegar onde você quiser. E isso vai fazer com que você aprenda a se amar mais do que nunca, porque você não vai mais se permitir não se amar dessa maneira.

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