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Verão: Dezembro laranja

Verão: Dezembro laranja

Drª Teresa Noviello

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Verão consciente: dezembro laranja alerta para a prevenção do tipo de câncer mais incidente no Brasil

A dermatologista Teresa Noviello alerta para a importância do uso do protetor solar e explica os tipos de cânceres de pele

Com início no próximo dia 21, a estação mais quente do ano está quase chegando. Por ser um mês com datas festivas, férias e altas temperaturas, a exposição solar nesse período aumenta. Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) escolheu o mês para a campanha “dezembro laranja”. A intenção da ação é estimular a prevenção e diagnóstico do câncer de pele. Segundo a SBD, o câncer de pele é o tipo da doença mais incidente no Brasil, com 176 mil novos casos todo ano.

 

Para a dermatologista Teresa Noviello, é de extrema importância que as pessoas conheçam o próprio corpo e saibam quais pintas ou sinais possuem, pois, dessa forma será mais fácil localizar quando uma nova surgir. Ela, que também é diretora da Clínica Teresa Noviello e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que, quando isso acontecer, o indivíduo deve procurar um dermatologista, que irá analisar a lesão e diagnosticar o que ela representa.

 

Os cânceres de pele são divididos em três tipos mais comuns: o carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC) e o melanoma, sendo que os dois primeiros são menos letais e possuem maior incidência. “O CBC costuma surgir nas áreas mais expostas ao sol, como face, pescoço, couro cabeludo, colo e ombros, e pode se caracterizar por uma pápula vermelha, brilhosa, com crosta e que pode sangrar. Já o CEC, também costuma surgir nas áreas expostas, mas também tem grande incidência em áreas menos visíveis. Esse tipo habitualmente pode ser em tom avermelhado e em forma de feridas mais espessas, que não cicatrizam”, explica Teresa. Ela conta que o melanoma é o tipo de câncer de pele com maior índice de mortalidade. “Geralmente, esse tipo surge como uma pinta ou sinal, muitas vezes com aspecto e formato irregulares, com variações de cor e tamanho e que pode sangrar. Essa lesão pode surgir tanto em áreas expostas, quanto nas mais difíceis de serem visualizadas. Sendo importante, então, a vigilância da própria pele, para a detecção precoce da doença”, diz.

 

Em todos os casos, a prevenção será sempre o melhor tratamento. Como os cânceres de pele costumam estar ligados à exposição solar em excesso e sem proteção (além da exposição ao sol, o câncer de pele pode surgir devido a outros fatores, como doenças de pele, exposição a agentes químicos ou radiação), o uso do protetor é fundamental independentemente da estação climática.

 

A radiação ultravioleta (UV) ocorre durante todo o ano, mesmo em estações mais frias e em dias nublados. Os raios UVA, por não serem absorvidos pela camada de ozônio, ultrapassam as nuvens e atingem a pele das pessoas durante todo o ano. Já o UVB, por serem parcialmente absorvidos pela camada de ozônio, atinge a pele quando há menos nuvens, como é o caso do verão. Essa radiação é caracterizada pela vermelhidão após o sol. Teresa Noviello ainda enfatiza que a exposição ao sol não é 100% perigosa, se tomadas algumas medidas. “O sol, por exemplo, pode nos ajudar na manutenção da vitamina D, portanto ele não deve ser cortado totalmente. Então, para evitar problemas futuros, deve-se sempre usar o protetor solar e optar pela exposição antes das 10h da manhã e após às 16h da tarde”, aconselha.

 

Sendo assim, o protetor solar deve ser usado durante todo o ano, de forma correta, e de acordo com a exposição. “O protetor deve ser receitado por um profissional dermatologista, após a avaliação da pele do paciente. O tipo, se será creme, gel ou spray, irá depender da pele e da necessidade de cada um, o que é importante para a adesão ao uso, já que o fator de proteção (FPS) será de acordo com a sua exposição”, orienta.

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Matheus Adma e Grupo Oxigênio

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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