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Samuel Wainer

Samuel Wainer

Samuel Wainer

Por Lucas Machado

A foto que vocês estão vendo acima, foi protagonizada por Samuel Wainer, uma das figuras mais importantes do jornalismo brasileiro. Fundou o jornal ” Última Hora “, na época em que a imprensa escrita tinha seu devido valor.

Há tempos essa exposição, da qual essa foto foi tirada, feita para o jornal de Wainer saiu de cena, mais ficaram as suas marcas ou melhor suas fotos. Afinal quem foi esse jornalista extraordinário?

Essa foto também retrata uma entre as centenas de fotos e cerca de mil negativos feitos entre 1958 e 1970 sobre Pelé e a seleção canarinho, extraviadas por mais de dez anos antes de voltar aos seus herdeiros e as exposições públicas.

O arquivo perdido claro, contém muitas fotos de Pelé jogando. Mas vamos falar aqui do Jornal amarelo que ainda guardo algumas edições compradas naquela banca que muitos conhecem que vendem raridades impressas na Av. Brasil quase com Av. Afonso Pena, em Belo Horizonte.

O Jornal que foi contra a sisudez.

O “Última hora” revolucionou o jornalismo na década de 50. Antes dele os maiores jornais eram diferenciados, elitistas. Samuel ganhou a amizade e respeito de Getúlio Vargas ao conseguir uma entrevista com o ex-ditador do estado novo durante o exílio político em 1949.

Getúlio anunciou sua intenção de concorrer ás eleições para presidente no ano – seguinte pleito que ele viria a ganhar. Wainer contou sua saga num livro de memórias publicado após sua morte, Minha Razão de Viver (Record, 1971).

O estímulo para criação do UH foi o de criar uma forte base de apoio a Vargas e fortalecer o prestígio do presidente junto ao público das classes mais humildes.

Se houvesse essa motivação “Chapa Branca” ao mesmo tempo também o UH também mudou os padrões do jornalismo nacional. Sua linguagem era bem menos empolada, mais ágil. Tinha matérias de impacto mas também mas também apostava em temas que a grande imprensa da época minimizava, como futebol, polícia e direitos do consumidor.

Graficamente usava cor e fotos enormes na primeira página. o UH teve vendas avassaladoras nos anos 50. No dia do suicídio de Vargas, em 1854, vou repetir 1854, vendeu 800 mil exemplares. Manteve-se importante até o golpe militar de 1964.

Com Waine visto como comunista pelo regime, o jornal definhou até que o fundador vendeu a publicação em 1972 – o fim prático do UH, embora o jornal tenha resistido mais alguns anos nas mãos de donos de ocasião.

O Pelé das fotos do UH exposição que tive a oportunidade de ver é um nobre supremo com um singelo e brejeiro lado de “Gente como a gente”. Algo bem distante do Pelé aposentado que apenas surge em circunstâncias mais raras, as quais comparece graças ao merecido título de Rei do futebol.

 

 

 

 

 

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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