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Queda da taxa Selic: Saiba onde investir quando ela está em baixa

Queda da taxa Selic: Saiba onde investir quando ela está em baixa

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Previsões indicam queda da taxa Selic: Saiba onde investir quando ela está em baixa

As projeções para a Selic (taxa básica de juros da economia) apontam para um declínio ainda este ano. Em seu menor patamar da história, desde março do ano passado, a taxa se encontra em 6,5% ao ano. Segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado no último dia 22 (segunda-feira), a média das previsões para a Selic em 2019 aponta para a queda de um ponto percentual, chegando a 5,5% ao ano.

Por ser o principal instrumento de política monetária utilizada pelo Banco Central (BC) para o controle da inflação, a Selic influencia todas as taxas de juros do país. Na prática, isso significa que a rentabilidade de alguns investimentos cairá, caso a taxa entre em recessão. Em um levantamento realizado pelo Valor Investe com dados da plataforma de informações financeiras Morningstar, cerca de 190 Fundos Referenciados DI e de Renda Fixa deixariam de ganhar R$2,7 bilhões neste semestre caso a Selic fosse para 5,5% ao ano.

Para o economista e sócio fundador da Monteverde Investimentos, Daniel Ribeiro, uma das possibilidades que pode ser adotada pelos cotistas é a aplicação em outras alternativas de investimentos. “Para traçar a melhor estratégia em cada caso, é imprescindível que seja definido o perfil de risco do investidor. Algumas dessas oportunidades podem ser mais ousadas, portanto, ajustar o plano ao suitability do cliente é o primeiro passo”, conta.

A definição do perfil é vital, pois os clientes mais conservadores não se sentem confortável com as oscilações do mercado, tendo assim uma maior propensão a se arriscarem menos, enquanto quem é classificado como moderado, consegue ousar um pouco mais e aceita assumir certos riscos. Já o perfil agressivo é aquele que concorda em lidar com maior volatilidade do patrimônio, com o intuito de garantir grandes ganhos em suas operações.

Com a queda da taxa Selic, a renda fixa deixará de ser uma alternativa atrativa. No entanto, isso não quer dizer que os investidores mais cautelosos deverão mudar drasticamente o seu perfil, visto que os mesmos ainda poderão investir em outros títulos, como por exemplo os prefixados. Para Daniel, apostar neste tipo de título público – que possui um longo prazo de vencimento –, pode ser uma alternativa lucrativa, mas ainda corre o risco de ser afetada pelas incertezas econômicas que rodam o futuro do país. “Caso o título seja vendido antes de seu vencimento, o cliente poderá perder a rentabilidade alcançada até aquele momento”, diz.

Outras possibilidades dentro da renda fixa, são as debêntures, LCI, LCA, CRI e CRA. A primeira pode ser definida como título de crédito, que representa um empréstimo feito a uma empresa. Por se tratar de crédito privado, os riscos deste investimento estão nas empresas emissoras do título, diferente dos títulos públicos que são emitidos pelo governo. “Uma das possíveis inseguranças gerada nos investidores se dá pelo fato das debêntures não contarem com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o mesmo é responsável por proteger o investidor, caso a empresa passe por dificuldades financeiras.”, aponta o economista.

Já as LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito Agronegócio) podem ser definidas como títulos de créditos emitidos por instituições financeiras para a subsidiação dos setores imobiliário e de agronegócio. Enquanto os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificados de Recebíveis Agrícolas) são basicamente a mesma coisa, porém são emitidos por securitizadoras. “A grande vantagem destes quatro títulos é que são isentos de imposto de renda sobre os ganhos e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Sendo que as LCI e LCA ainda são asseguradas pelo FGC”, ressalta.

Para os usuários moderados – aqueles com características conservadoras, mas que estão dispostos a correr pequenos riscos para a obtenção de um bom retorno – o indicado é investir cerca de 70% em renda fixa e 30% em opções variáveis.  Para esses casos, é possível encaixar na carteira de investimentos em FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários) e Multimercados.

“Os fundos imobiliários são muito bons para esse perfil de cliente, pois investir em imóveis já é uma ideia comum para os brasileiros. Esse tipo de fundo é composto por ativos imobiliários, divididos em dois tipos, os de tijolos e de papel”, explica o sócio fundador da Monteverde Investimentos. Ele ainda aponta como benefícios a possibilidade de se investir em grandes empreendimentos imobiliários, isenção do imposto de renda, boa liquidez, menor burocracia, baixo capital inicial e a possibilidade de receber uma renda mensal. O fundo multimercado também é muito aconselhado. Essa modalidade nada mais é do que um tipo de aplicação financeira que mescla investimentos em diversos ativos.

O investidor de perfil agressivo é aquele que está disposto a correr mais riscos. Para eles, as principais indicações são as ações e o câmbio. “São operações mais ousadas, por isso não é recomendado que tenha mais do que 10% da carteira nestas transações”, aconselha.

Para todos os casos e perfis, o mais indicado é que sempre haja o auxílio de um assessor. Estar a par do cenário macroeconômico do país e ter o conhecimento sobre todas as possibilidades de investimentos é primordial para o alcance da meta estipulada.

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Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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