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Praça da Savassi

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Fotos: Facebook, Google e divulgação

Preso suspeito de enforcar morador de rua na Savassi

Foi preso ontem em Americana, pela GAMA (Guarda Municipal de Americana- SP) e Polícia Civil de Minas Gerais, Antônio Donato Baudson Beret, 25 anos, por apologia ao crime, com os agravantes de racismo e nazismo, e formação de quadrilha.

Para quem não sabe, Donato di Mauro (conforme perfil pessoal no Facebook), conhecido como Tim, é o suspeito de enforcar um morador de rua com uma corrente, na praça da Savassi, região Centro-Sul da capital mineira no final do mês de março.

Tim, foi denunciado à GAMA pelo porteiro do hotel onde estava hospedado por ter comportamento suspeito e tendência a comportamento violento; e se parecer com a foto do jovem que causou repúdio na internet. A partir deste momento iniciou monitoramento entre as forças policiais de ambos os estados.

O motivo de sua estadia na cidade foi visita a uma namorada que conheceu na internet.  A prisão foi efetuada na rodoviária de Americana, quando o suspeito retornava de uma visita a avó da namorada americanense. Assista a ação policial:

Foram apreendidas com ele duas facas, um facão e um soco inglês. A namorada foi liberada por não possuir ficha criminal. Tim, tem expedido contra ele, no mínimo  seis boletins de ocorrência em Minas Gerais sob as naturezas de Lesão Corporal, Ameaça, Agressão e Rixa entre grupos. Ele foi levado para a cadeia de Pouso Alegre onde cumprirá inicialmente a prisão preventiva de 30 dias.

Segundo informado por T.A., integrante do movimento skinhead a um jornal local, ele também é o responsável por espancar outras pessoas no mesmo. Na época, o assunto gerou polêmica, devida a falta de assistência prestada pela Polícia Militar.

O movimento Skinhead procurou diversos veículos para externar seu repúdio a Tim na ocasião da foto que chocou o país. Segundo eles, Tim é neonazista e não os representa.


 

Segundo o Jornal O Tempo, edição: Pragmatismo Politico, “o movimento skinhead teve início no Reino Unido na década de 60 e nasceu sob forte influência jamaicana. O movimento tinha motes musicais e comportamentais, mas nenhuma relação com política ou questões raciais. Isso até a década de 70, quando outros elementos foram sendo acrescidos à ideia original e foram se subdividindo em outros segmentos, entre eles, os skinheads neonazistas. Porém, o movimento original ainda tem um grande número de adeptos no mundo e também no Brasil, que fazem um apelo para que os dois segmentos culturais sejam devidamente separados também na cabeça das pessoas.

Como que um movimento que começou também na Jamaica pode ter conotação racial? Skinheads e neonazistas são coisas completamente distintas entre si, a única semelhança é que, alguns neonazistas também usam as cabeças raspadas, assim como os skinheads, mas as ideologias são completamente diferente.

Já o neonazismo, como o próprio nome dá a entender, é uma espécie de ressurgimento do nazismo na contemporaneidade, quando vários preconceitos raciais, sociais e de orientação sexual já foram e continuam a ser combatidos. Os seguidores deste movimento pregam a “superioridade da raça branca” e promovem a discriminação contra minorias e grupos específicos. Nele, as diferenças entre as “raças” são bem claras, mesmo no século XXI, onde o termo “raça” já foi cunhado como politicamente incorreto, já que a raça, no caso, seria a qual pertencem todos os seres humanos: a dos seres humanos.”

Confira a entrevista com o Sr. Fernando Savassi no nosso site:

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