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Por um mundo mais tatuado

Por um mundo mais tatuado

Por um mundo mais tatuado

Foto: Elias Kfoury

Destrinchando

Não interessa se estamos em 2018 e – aparentemente – vivemos numa era considerada “moderna”. Se você é mulher e tem uma tatuagem ENORME (ou mais de uma), com certeza, alguma vez na vida, vai receber olhares reprovadores quando entrar em um casamento, com a pele toda estampada.

Exagero meu? Receio que não. O preconceito contra os tatuados diminuiu assustadoramente – graças a Deus! – mas as garotas (e garotos) ainda são alvos de comentários maliciosos, como o que ouvi outro dia:

– Como uma mulher pode ficar chique com as canelas tão tatuadas? Não importa o vestido que ela use, sempre vai parecer inadequada em uma cerimônia de casamento ou evento mais formal.

Ops… peraí, vocês estão falando de mim?

Bom, naquele momento, não. Eu participava de uma conversa, mas estava de calça jeans e (in) felizmente minhas várias tattoos ENORMES não estavam à mostra. Resolvi não contar que tenho 18 tatuagens (ou 23, sei lá), para não causar desconforto. Mas depois ri sozinha da conversa, pensando como as pessoas podem AINDA ter esse tipo de preconceito. Ou melhor dizendo: como uma forma de expressão pode causar tanto desconforto, mesmo nos dias de hoje?

Tatuagem não é sinônimo de caráter, nunca foi. Para mim, é mais que enfeitar a pele, é um estilo de vida. Eu rabisco minha pele como marca do que vivo, sinto. E do que eu amo, principalmente. Assim como a moda.

É uma forma de me expressar, portanto, desculpem-me os caretas de plantão! Mas eu acho a coisa mais bacana do mundo usar um vestido chiquérrimo com as tatuagens todas aparecendo. Rebeldias à parte, é minha forma de mostrar que, independente do ambiente, eu sou a mesma. E prezo muito por isso.

Portanto, um brinde aos tatuados e rejeitados em festas de casamentos! Vamos honrar nossa pele – rabiscada ou não – porque ela sabe (direitinho!) a história de nossas vidas!

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Fernanda Mello

Fernanda Mello

Escritora e compositora, Fernanda Mello ficou conhecida por seu blog Coração na Boca e por suas inúmeras letras para bandas como Jota Quest, Tianastácia, entre outros, incluindo sucessos como: “Só hoje, “O que eu também não entendo”, “Mais uma vez”. Autora de 4 livros (Princesa de Rua, O menino que queria abraçar o mundo, Amor na TPM e Amar é punk), Fernanda também conta com um canal de crônicas digitais no youtube, que somam mais de um milhão de acessos.

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