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Política de Emprego e Renda no Brasil

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Sejamos Globais

Política de Emprego e Renda no Brasil

O fim ao complexo de vira-lata.

Por Paulo Solmucci

O nosso país está caminhando para resolver um dos seus maiores atrasos na política de emprego. Os jovens poderão conciliar estudo e trabalho.

É este o entendimento entre o Palácio do Planalto e boa parte do Congresso Nacional. Está sendo costurada a modernização da legislação trabalhista, de modo a tornar possível, por aqui, o que já acontece em todas as nações desenvolvidas, sem exceção.

Assim, vamos atacar um dos grandes males da nossa vida cotidiana. Aqui no Brasil será possível que a moçada trabalhe, legalmente, na hora que quiser, no dia que quiser, no lugar que quiser. Assim, rapazes e moças poderão compatibilizar, de modo muito confortável, as suas agendas diárias de estudo, esporte, trabalho e descanso.

Os nossos intercambistas sabem que assim funciona no Canadá, na Alemanha, na Suíça ou nos Estados Unidos. A notícia foi veiculada terça-feira, 30 de agosto, na imprensa nacional.

A modernização da legislação laboral contempla o trabalho intermitente, que é a tal modalidade de contratação do empregado, de acordo com suas conveniências.

Todos os direitos trabalhistas ficam assegurados nessa modalidade de contrato: férias, décimo-terceiro, aposentadoria etc. A atual impossibilidade de se empregar uma pessoa fora da jornada fixa, entrando no serviço de manhã e saindo oito horas depois, engessa os potenciais contratantes e contratados.

O resultado da legislação de tamanho único é que a taxa de emprego é muito menor do que poderia ser no sistema de tamanhos variáveis. O desemprego atinge, hoje, 11,6 milhões de brasileiros.

Em termos relativos, corresponde a uma taxa de 11,3%. Os mais afetados pelo desemprego são os jovens de 18 a 24 anos (16,4%), as mulheres (13,2%) e a população do Norte (18,1%) e do Nordeste (20,2%). Ou seja: a maior causa da desigualdade socioeconômica brasileira é a atual legislação trabalhista.

Como o desemprego atinge os chefes de família, os jovens abandonam a escola para arrumar algum trocado para ajudar no sustento de suas respectivas casas. De 2014 para 2015, deixaram a escola 224 mil adolescentes, sobretudo os que frequentavam o ensino médio.

A taxa de matrícula do ensino médio caiu 2,7% de um ano letivo para o outro. Todos podemos dar um empurrão para que a mudança da legislação ocorra o mais rapidamente possível.

Como? Faça postagens na rede social. Agite a galera, na base do queremos que a legislação permita ao jovem trabalhar, de vez em quando, aqui, ali ou acolá, no horário que não estiver na escola, praticando esporte ou, simplesmente, descansando.

É assim que se faz na Dinamarca, Suécia, Áustria, Nova Zelândia, Austrália e em mais uma penca de outros países. Vamos acabar com esse complexo de vira-lata. Sejamos globais.

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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