Débora Blanda

Poder das palavras

Poder das palavras

Eu tenho um carinho muito grande pelas palavras. Nome de pessoas, substantivos abstratos, palavras que só existem em uma língua e não são passíveis de tradução. Parte desse carinho está ligado ao fato de que eu acredito que as palavras têm poder. Que coisas que a gente fala (e o que falam pra gente) tem uma influência muito grande na nossa vida. Você pode tornar uma pessoa convencida, mimada ou insegura dependo de quantas vezes você fala que ela é linda, especial, a melhor ou incapaz, feia, burra. Eu acredito que, mesmo sozinha, palavras são poderosas. Afinal, Gênesis descreve a criação da Terra como conhecemos por meio de comandos de voz: “Disse Deus “haja luz”, e houve luz.”. Mas eu também acredito que esse poder é amplificado (ou não) por quem a escuta. Tem quem escuta e aceita e quem escuta e faz questão de provar o contrário (gente que bate o pé e diz que é sim digno de uma vaga na federal apesar do que os outros dizem).

Poder das palavras

E tem o poder das palavras que você fala com você mesmo. Elas te ajudam a memorizar frases curtas, te motivam. Você pode até ativar seu cérebro com “comandos de voz”. Então não se esqueça de ser gentil com você mesmo, se elogiar de vez em quando, repetir pra você mesmo os conceitos chave para aquela prova ou entrevista.

wanderlust

saudadeA outra parte desse meu carinho são as palavras mesmo. Não todas, mas algumas palavras especiais. Eu gosto do fato de que existem coisas que nós pensamos ser indescritíveis, mas que na na verdade existe sim uma palavra para elas; Mesmo que não exista no português ou no inglês, mas alguma língua tem a palavra que você procura. Nós temos saudade, que é uma palavrinha muito querida. Pessoas da língua inglesa tem hope, germânicos tem wanderlust… E existem ainda palavras como parascavedecatriafobia, que é o medo (na verdade aversão, fobia) de sexta-feira treze, você conhecia essa? O fato de existir pelo menos uma palavra pra quase tudo desperta em mim um apreço e um fascínio pelas palavras, um desejo de descobrir a palavra certa para um determinado momento, pra completar uma certa frase.
Isso sem nem tocar no ponto de que por meio de palavras (faladas ou gesticuladas) as pessoas conseguem se comunicar. Cada conversa prova que as palavras têm significado e que esse significado é, pelo menos parcialmente, universal. Parcialmente universal porque uma certa palavra pode ter um significado mais profundo pra uma pessoa do que pra outra; uma palavra pode ser entendida diferente dependendo de quem escuta. De novo, depende não só da palavra que é dita, mas do que o ouvinte faz com ela. Nos próximos posts vou falar de algumas palavras, algumas das minhas queridinhas e, quem sabe, você não se apaixona por elas (ou alguma delas) também?

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