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Pobreza não significa falta de dinheiro

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Pobreza não significa falta de dinheiro 1

Destrinchando

Por Alexandra Santos

O ciclo da pobreza tem várias causas, entretanto, ao contrário do que se pensa, pobreza não significa falta de dinheiro. É a falta de capacidade de uma sociedade em transformar suas potencialidades em novas oportunidades.

Neste caso, “melhor educação básica e serviços de saúde elevam diretamente a qualidade de vida; estes dois fatores também aumentam o potencial de a pessoa conseguir renda e assim livrar-se da pobreza”.

O projeto social não deve mudar “sistemas”, mas transformá-los por meio do fortalecimento das organizações locais para que tenham a liberdade de poder alcançar os que se propõem: a transformação social.

A maioria das ONGs desenvolve projetos sociais visando melhorar as condições de vida da população menos favorecidas e em situação de vulnerabilidade social. A maioria consegue, apenas, aliviar o sofrimento de forma temporária e não duradoura por várias razões, sejam elas pela escolha errada da estratégia de intervenção, seja pela insuficiência de recursos financeiros, humanos ou técnicos, ou metodologias inadequadas.

Poderia relacionar uma série de causas incluindo o pouco envolvimento e participação dos públicos beneficiários na construção da proposta, que é a pior delas, pois intervenções verticais comprovadamente, não dão resultados. Tal como a comunicação sem via dupla, a relação é sempre sujeito-objeto, não há participação e interação social.

Uma ONG precisa registrar suas histórias, experiências, e conquistas para subsidiar campanhas específicas, relatórios e comunicação regular junto aos público-alvo. Dificilmente o interesse social acontece sem que haja por trás uma grande causa com um bom histórico e boas práticas. Nesta concepção de avaliação, mais especificamente na avaliação de impacto, devem-se levar em conta os valores, as preocupações e o grau de percepção do público beneficiário, ou seja, dos diretamente envolvidos na relação de mudanças provocadas pelas intervenções.

A forma mais eficaz de análise dos resultados ou impactos obtidos é considerar a avaliação crítica dos diretamente atingidos pelo projeto. Isso porque, quanto maior o desenvolvimento social sustentável, é real a redução da pobreza e melhoria da qualidade de vida demonstrados em uma comunidade.

A decisão do uso da metodologia de Grupo Focal justifica-se pela necessidade de coleta de dados qualitativos, pois “os grupos de discussão são uma maneira mais eficiente de coletar dados qualitativos do que as entrevistas em profundidade com indivíduos. É um método que exige menos tempo.

Com este método não tenho o intuito de registrar dificuldades e fracassos, mas sim reforçar a potencialidade e sucesso mensurando o reflexo de intervenções realizadas, e as mudanças efetivas de impacto provocado na vida de crianças e adolescentes envolvidos no projeto.

Buscando desenvolver potencialidades específicas, levando a comunidade a ser mais atuante, tendo como estratégia o foco na criança e no adolescente como estratégia para construção de políticas públicas. estabelecendo compromissos na busca de melhores condições de vida da população e melhores perspectivas para as gerações futuras.

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Alexandra Santos

Alexandra Santos

Certificada PMD-Pro - Gerenciamento de projetos profissional de desenvolvimento internacional. PM4NGOS/ Word Vision Internacional / CARE Internacional

Certificada RARO PROJECT -Training Center - Gerenciamento de projetos com PRINCE 2 - FATEC Faculdade de Tecnologia DP Comércio

PRINCE 2 - RARO PROJECT Training Center.

Diretora de Projetos de Desenvolvimento Social - Instituto Relute

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