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Paradoxos da nossa sociedade

Paradoxos da nossa sociedade

Destrinchando

Por Lucas Machado

Quanto mais a sedução se manifesta, mais as consciências aderem ao real: quanto mais o lúdico prevalece, mais o ethos econômico é reabilitado: quanto mais o efêmero ganha, mais as democracias são estáveis, pouco dilaceradas em profundidade, reconciliadas com seus princípios pluralistas. Embora não calculáveis trata-se aí de trunfos imensos para a edificação do futuro.

Certamente no nível da história imediata, os dados são pouco encorajadores; tudo não acontecerá em um dia, sem esforço social, sem esforço coletivo, sem tensões sociais, sem ideias contraditórias, sem vontades políticas. O modernismo conquistou tal legitimidade social que a dinâmica do ressurgimento de nossas nações é mais provável do que seu lento desaparecimento.

Evitemos ler o futuro apenas a luz dos quadros do presente: uma era acionada pela informação, pela sedução do novo, pela tolerância, pela mobilidade de opiniões, nos prepara se soubermos explorar sua boa inclinação. O momento é difícil mais não é sem saída: As promessas da sociedade não darão frutos imediatamente, é preciso dar ao tempo a possibilidade de fazer sua obra.

No futuro próximo só se vê desemprego em alta, precariedade no trabalho, crescimento débil, economia atômica, pero de olhar fixado no horizonte as razões para se ter esperança são enormes. O terminal do médio prazo não é um caminho do nada: analisado com certo distanciamento, conduz a uma dupla opinião sobre nossos destinos. Pessimismo no presente ou otimismo no futuro? Eu acredito na nossa sociedade e mais do que isso, no criador e não na criatura eu creio de cima para baixo ao contrário não aconteceu, e simplesmente não acontecerá.

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Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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