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Pais

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Por Amanda Ferr

Quando uma mulher engravida, independente dela ser casada, noiva,namorada , amante ou só ficante de alguém, automaticamente ela se torna mãe.

Seus hormônios entram em ebulição, os seios incham, os enjoos a tiram da mesa, um sono de morte a acomete e seu corpo começa uma transformação para gerar e gerir uma nova vida.

Querendo ou não ela já é mãe. Com o homem é diferente, não é no seu corpo, ele é coadjuvante, espectador, por mais feliz e próximo que esteja. Mas não é por não ser no seu corpo, que não foi parte do seu corpo, da sua vida que gerou esse milagre.

Sim, ele está ali, dentro, completando, doando cargas genéticas. Mãe não se discute, mas pai pode virar caso de justiça.

Há os que negam, se recusam, somem e deixam não só a mulher , como a parte principal, o filho.
Faz parte e faz falta um pai na sala de parto, ir ao cartório registrar, dar seu sobrenome, ajuda a alimentar, pegar no colo, trocar fralda, dar banho, correr pro médico, dar mamadeira, segurar na mão nos primeiros passos, soltar as mãos quando a bicicleta equilibrar, ajudar no dever de casa, levar na pracinha, no cinema.

No colégio, tirar fotos, ser desenhado nos primeiros traços infantis, levar nas festinhas, participar das festinhas de aniversário, brincar de boneca ou de carrinho, levar pro campo, dar a camisa do time, dar amor e dar broncas.

Tudo isso uma mãe faz com o pé nas costas, mas um pai faz por doação, por amor. Talvez por isso seja tão importante, porque é banal ver pais que abandonam, que pagam a pensão contrariados, que só aparecem no dia de visitas e os que nunca sequer deram as caras.

Sabe porque as mulheres reclamam que faltam homens no mundo, porque antes disso, faltam pais.

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