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Óculos Ray-Ban

Óculos Ray-Ban

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Por Lucas Machado

Ilustração: João Gabriel Jack

Beleza, estética, necessidade, vontade, desejo ou estilo. Qual seria a definição que você daria para os óculos? Hoje, com tanta tecnologia, muitas pessoas preferem usá-los a trocá-los por uma simples operação ou qualquer tipo de tratamento.

Por volta de 1284, as experiências em óptica de Robert Grosseteste e seu companheiro de trabalho Roger Bacon levaram à invenção dos óculos. Em Veneza, as famosas guildas, associações de artesãos do mesmo ramo, comuns na Europa da idade média, já introduziram o que seriam os monóculos que eram apenas uma lente oftálmica, ou sem armação.

Mas, por volta de 1785, o político americano Benjamin Franklin, depois de várias experiências, inventou os primeiros óculos bifocais, aqueles com duas lentes à frente dos olhos.

Após a febre que se alastrou com a inovação, que, além da correção da visão, fazendo com que pessoas que quase não enxergavam direito passassem a ver de longe e de perto e terem acesso a uma boa leitura, aos poucos, os óculos foram sendo conhecidos, permitindo que o acessório passasse a ser visto não só como uma forma de correção da visão, mas também como um acessório de moda das sociedades seguintes.

Nos anos 1920, após a Primeira Guerra Mundial, a indústria de aviões americana estava preocupada cada vez mais com a construção de aeronaves mais modernas para o alcance de melhores performances. No entanto, quem sofria com a modernidade das aeronaves eram os pilotos, prejudicados pela claridade do sol. Muitos, por consequência disso, passaram a ter problemas de visão.

Com a necessidade de acabar com esse impasse, os Estados Unidos, maiores fabricantes de aviões da época, começaram a procurar uma forma de não deixar com que o problema se alastrasse. Foi quando contrataram a Bausch & Lomb, empresa óptica americana fundada para criar uma solução para o problema.

Após 10 anos de pesquisa, foi criado um modelo nomeado Anti-Glare Aviator, que passou a ser chamado de Ray-Ban (do inglês Ray-Banner, ou “raios banidos”). O design era baseado nas antigas máscaras dos pilotos de avião. Depois disso, ficou conhecido como Aviator, com lentes verdes de cristal especial, capazes de ofuscar o brilho dos raios solares.

Foi a partir de 1937 que o Ray-Ban ganhou as ruas e o mundo da moda, tendo sido também usado por personalidades do cinema como Audrey Hepburn no filme ‘Bonequinha de luxo’, Sylvester Stallone em ‘Cobra’, além de Matthew McConaughey, Penélope Cruz, Tom Cruise, Alyssa Milano e o jogador David Beckham, já clicados e flagrados com os modelos mais excêntricos e famosos de Ray-Ban no rosto.

Depois de mais de 70 anos de sucesso absoluto no mercado, a empresa foi comprada pela italiana Luxottica Group. Além do modelo Aviator, o Wayfarer também atingiu grande sucesso, e hoje conta com diversos modelos para os mais variados gostos e rostos: Shooter, Small Metal, uma espécie de miniatura do precursor Aviator, Ambermatic, Wings e Street Neat.

Com sede em Milão, a italiana Luxottica possui capital aberto, é comercializada em mais de 130 países e tem 55 mil funcionários. E a empresa não para. Na sua última campanha, lançou na Europa a coleção com o slogan: “Rare Prints, uma verdadeira explosão de cores que vai do preto ao rosa, transformando os novos modelos em verdadeiras pequenas obras de arte”.

Você pode até encontrar os óculos em várias versões falsificadas, mas, depois que você coloca um Ray-Ban no rosto, com certeza, sempre será um Ray-Ban.

 

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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