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Obesidade de crianças no Brasil. Como reduzir os riscos

Obesidade de crianças no Brasil. Como reduzir os riscos

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Obesidade infantil: Como reduzir o risco de que meu filho fique obeso?

 

Estilo de vida dos pais pode influenciar no excesso de peso dos filhos, aponta médico

 

Se não houver uma mudança de hábitos, em menos de uma década a obesidade pode atingir 11,3 milhões de crianças no Brasil, de acordo com o alerta divulgado pela Federação Mundial de Obesidade. Para chamar a atenção da população quanto à necessidade de se combater a obesidade e o sobrepeso que afeta milhares de crianças pelo mundo, foi celebrado na última segunda-feira (3), o Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil.

 

A obesidade infantil transpassa o problema estético e afeta a saúde dos pequenos. De acordo com o médico generalista Lucas Penchel, o excesso de peso pode provocar o surgimento de uma série de doenças. “Colesterol alto, diabetes, hipertensão e problemas osteoarticulares são alguns dos distúrbios que podem surgir já na infância devido ao sobrepeso”, aponta. Ele, que é diretor da Clínica Penchel, ressalta que o estilo de vida tem influência profunda no problema. “A obesidade pode se manifestar devido a diversos fatores. Contudo, a má alimentação e o sedentarismo estão se mostrando cada vez mais presentes em nosso cotidiano e estão se tornando uns dos maiores causadores da patologia”, conta.

 

O médico chama a atenção para a influência do estilo de vida dos pais na obesidade das crianças. “Os pequenos se espelham nos pais. Se eles se alimentam de maneira inadequada e não praticam nenhum tipo de atividade física, os filhos tendem a seguir os mesmos passos. Por isso é fundamental começar a mudança de hábitos pelos progenitores”, afirma Penchel. Além de causar problemas de saúde, a obesidade infantil pode atrapalhar no convívio social das crianças e influir na geração e desenvolvimento de sérias disfunções psicológicas. Segundo os números da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), de 2012, alunos acima do peso são mais propensas a serem vítimas de bullying na escola.

 

Para a nutricionista materno infantil da Clínica Penchel, Tarciana Teixeira, em um primeiro momento, o principal desafio é fazer com que os pais aceitem mudar suas rotinas. Após isso, já é possível começar a reeducação alimentar das crianças e a inserção de atividades em seu cotidiano. “Aconselho a retirada ou diminuição do consumo de Fast-Food, guloseimas e alimentos industrializados. Indico a introdução de alimentos in natura e frutas. Já para a adesão ao exercício físico, recomendo que a criança seja matriculada em aulas e esportes que sejam aptas a praticar e tenham maior interesse. Somente assim, a atividade será prazerosa e proporcionará os benefícios necessários”, conta Tarciana.

 

Para atrair o interesse das crianças pelas opções saudáveis, alimentos coloridos e em formatos de desenhos ou bichos podem ser boas opções. Além dessas estratégias, a adição de uma iguaria diferente por semana, a fim de ampliar o cardápio dos pequenos, também funciona muito.

 

Tarciana salienta que para proceder com uma criança já acima do peso, o tratamento deve ser rigoroso, com o intuito de reverter ou evitar problemas de saúde. Já para prevenir o sobrepeso, os pais devem investir na introdução gradativa da reeducação alimentar na vida de seus filhos, fazendo com que a criança entenda a importância do que está sendo feito.

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Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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