Débora BlandaDestaques

O poder da Música

O poder da Música
Confesso que tenho procrastinado para escrever esse texto. E não é culpa da inércia, da preguiça ou das férias. É o peso da responsabilidade. Música é algo tão influente, de várias formas, que seria um pecado não escrever sobre ela com a maior dedicação. Já te preparo falando que não tenho a pretensão de escrever o melhor post, e falar de todas as razões que a Música tem para ser tão poderosa, mas vou falar pra você porque eu quis escrever esse texto, quando eu percebi o poder que a Música tem em minha vida.

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Eu já falei do poder da física e música é física também. São as ondas sonoras que viajam, os timbres que são inconfundíveis. Mas música é bem mais que física. Ela tem o poder de traduzir pensamentos e sentimentos, até então, indescritíveis. Música tem o poder de tirar o fôlego e mudar o nosso humor.  Foi assim que eu decidi que precisava falar dela, foram dois momentos em que a necessidade gritou dentro de mim.

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O primeiro foi em um concerto, dos alunos de música da minha universidade (UW-Milwaukee); eu tenho uma amiga, tão querida quanto talentosa, que é aluna de Piano e estava participando do coral nesse concerto. A música enchia o auditório, mesmo quando não havia palavras eu fui conduzida à alegria, apreensão, alívio, dependendo de como a melodia corria. Me tirou o fôlego nos momentos de apreensão.

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O segundo momento foi bem diferente. Era noite de quinta-feira e eu quis fugir um pouco, fugir da rotina, dos compromissos, esvaziar a cabeça… então eu fui. Fui andar de bicicleta aqui em Milwaukee.
É sempre um bom escape, pedalar com vista pro lago, nos parques, perto do museu, no centro. E pedalando eu senti na pele o efeito da música certa. A música certa para tornar uma voltinha de bicicleta em um episódio épico. A música certa determina a próxima cena. Quando a música que falava de frio enquanto eu lutava contra o vento. Aquele instante em que você é infinito. Esse instante tem trilha sonora.

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Sabe quem mais tem trilha sonora? A vida. A música que marcou um amor, uma viagem, um lugar, uma estação. A música (ou a banda) que você ouvia repetidas vezes, a primeira vez que você ouviu uma determinada canção que te fez descobrir um estilo ou uma banda preferida. Você certamente tem uma trilha sonora. Tem músicas que se repetem ao longo da nossa história. Tem músicas que você nem acredita que já fizeram parte da sua jornada. Música tem o poder de traduzir sentimentos, de caracterizar uma época. Tem o poder de mudar humores. Você fica mais apaixonado quando ouve as românticas, mais revoltado quando ouve as agressivas. E você pode ainda ser levado a estados mais profundos, seja de autorreflexão, ou mesmo em um estado de adoração. Você se abre, se entrega, se deixa levar pela melodia. Você se aliena, você se conscientiza.a6d3aeb3e1d90dc76712760b96e9365e

Música te faz dançar, faz você ser um com a canção que está tocando. Te conecta com outras pessoas, te conecta com quem fez a música, com quem tocou, com todas as outras pessoas que também foram tocadas por essa música. Você é levado para um outro lugar, seja através do auto-falante, tocando alto, seja quando você é quem está tocando, ou cantando, ou ouvindo baixinho. A música te liga, a música te apaga. Musica inspira. Então vamos parar por aqui e ouvir aquela música? A de agora ou a eterna preferida, no fone ou pra todo mundo ouvir, vamos só curtir o som…

Músicas que ouvi no meu rolê-fuga-épico:

 

Riptide – Vance Joy

Sweater Weather – The Neighborhood

Take a walk – Passion Pit

 

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