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O outro lado do carnaval

O outro lado do carnaval

O outro lado do carnaval 1

Destrinchando

Por Blenda Girardi

“Não me leve a mal, mas eu não curto carnaval. Peço bênção pros meus pais. Eu acredito na família. Eu tenho um coração moderno à moda antiga”, assim diz a intérprete da canção, Marcela Tais. Não haveria melhor jeito de começar a coluna de hoje. Sim, vamos falar do feriado e festas de carnaval. Mas não o que a mídia tradicional vende, e sim, o que pesquisas realizadas por instituições brasileiras alertam.

Segundo o site ‘Hoje Em Dia’, o ano de 2017 foi o recorde em casos de doenças sexualmente transmissíveis. É meus caros, a campanha pelo uso de preservativos parece não ter dado muito certo. De acordo com as informações deste site, a semana pós-carnaval, somente em Belo Horizonte, apresentou o salto assustador de 76% a mais de casos que no ano de 2015: “o salto, segundo especialistas, demonstra o tanto de aumento do sexo desprotegido.”

Mas os dados que muitas das grandes mídias não publicam não estão somente nas DSTS. A taxa de divórcios aumenta no período de carnaval também. Bom, partindo do raciocínio de que ninguém casa querendo se separar, isso também é outro dado para ninguém sair pulando de alegria, não é mesmo? Vamos aos profissionais: “pessoas imaturas se deixam seduzir pela alegria momentânea ou hiper sensualização das comemorações e largam tudo para viver a euforia”, afirma o especialista em direito da família Luís Fernando Gevaerd. “A causa esmagadora é a infidelidade explícita de ambos os lados”, esclarece o advogado.

O número de mortos em acidentes no período de carnaval também é tristemente considerável. Segundo a informação do site ‘Agência Brasil’, os acidentes de trânsito aumentam, em média, 40% a mais durante o carnaval. Vale ressaltar, queridos leitores, que ainda que pesquisas apontem diminuição de óbitos ou traumas por acidentes entre um carnaval e outro, estamos falando de uma época em que, no Brasil, durante os 365 dias do ano, existe um aumento considerável.

Mas ainda não acabou. Número de roubos e furtos também aumentam de uma forma avassaladora durante a folia. De acordo com a Delegacia de Apoio ao Turismo, só no Rio de Janeiro, as ocorrências aumentam em 700%. É isso mesmo que você leu: 700 e não 70%.

Isso porque não citaremos a circulação de drogas e prostituição infantil nesse período. Deixemos para um outro texto, quem sabe. Acredito que por isso tudo aqui em cima, já é no mínimo suficiente o questionamento a respeito da tal festa da carne.

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Blenda Girardi

Blenda Girardi

Bailarina profissional há mais de 20 anos. Primeira bailarina clássica em sua companhia em Belo Horizonte/MG aos 19 anos e posteriormente, dedicou-se a todos os outros estilos de dança. (Jazz, contemporâneo, jazz funk, hip hop,
samba, musicais, etc). Formada também em Educação Física, estudante de teatro e canto atualmente.

Trabalha em programas de tv, como o ‘Domingão do Faustão’, da Rede Globo de Televisão, nos quadros que necessitam de bailarinos., fotografa como modelo para campanhas, etc.

Tem um solo show intitulado ‘Samba De Ponta’; que é um misto de samba com ballet nas sapatilhas de ponta, fazendo apresentações em eventos nacionais e internacionais. Destaque para o encerramento da Copa do Mundo de Judô, transmitido ao vivo pelo SPORTV, canais Globo.

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