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O mito da moda

O mito da moda

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Por Rachel Capucio

Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em 1883. Ficou órfã de mãe e foi abandonada pelo pai aos seis anos de idade, sendo levada para um pensionato da cidade francesa Saumur, sua terra natal.

A ligação de Chanel com o mundo da moda começou em 1910, em Deauville, onde abriu a sua primeira loja de chapéu, que logo tornaria um sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris.

O estilo do século XX, no que teve de mais funcional, feminino e elegante, levou a assinatura de Chanel. Em quatro anos, já era dona de duas lojas, uma em Deauville, outra em Paris. As primeiras roupas criada por ela começavam a aparecer, revelando traços marcantes de
simplicidade e conforto.

Assim, foram surgindo as peças clássicas: vestidos chemisiers soltos, amplos cardigãs, peças em jérsei (que até então só eram utilizadas em lingerie) e os twinsets. Chanel passou a usar o suéter masculino sobre saias lisas e retas.

Em 1920, demonstrou a sua maior ousadia, lançando calças masculinas para mulheres, inspiradas nas calças largas usadas por marinheiros. Suas inovações, deram uma repaginada na silhueta feminina. O novo comprimento de saias mostrava os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços das mulheres e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca, o eterno corte Chanel.

Também eternos tornaram-se o “pretinho”- vestido reto, simples, num bom tecido de cor preta que, como ensinou Chanel, é a elegância em qualquer situação , bem como, o Chanel nº 5, que até hoje é o perfume mais vendido em todo o mundo. Não podemos esquecer também, das tradicionais e práticas bolsas Chanel, com modelo a tiracolo, feitas em matelassê, com correntes douradas.

A mulher que incansavelmente criava estilo e elegância para outras mulheres era, antes de tudo, uma perfeccionista. Era capaz de passar até dez horas seguidas em busca do exato efeito de um modelo e recomeçá-lo quantas vezes fossem necessárias, até atingir o ponto que considerava ideal.

Seu sucesso decolou definitivamente ao longo da década de 20. Em 1929, Chanel criou em Paris uma butique especial para a venda de seus acessórios. Um ano depois foi para os Estados Unidos, onde desenhou roupas para diversos filmes da United Artists. De volta à França, dedicou-se basicamente à sua confecção, até 1939.

Com o início da 2ª Guerra Mundial, fechou o seu salão parisiense que só foi reaberto em 1954. Já com 71 anos, seu prestígio permaneceu intacto. Suas criações continuavam a, ser uma direção segura para a elegância da melhor qualidade. Passou a dar ênfase à criação de acessórios, vislumbrando o futuro de sua linha de perfumes e cosméticos e insistindo sempre no corte impecável de suas roupas e em suas cores básicas: o cinza, o azul-marinho e o bege, além do “queridinho” preto. Verdadeiro mito, Chanel mantém milhões de fiéis seguidoras em todo o mundo. Mulheres que não deixam de reconhecer nas suas criações, uma classe inigualável.

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Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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