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O fim

O fim

O fim

 

Por Amanda Ferr

Todos sabemos, aliás a única certeza que temos é que um dia ela chegará, pra você e pra mim também. Ela, que inspira livros, poesias, filmes, que tira o chão dos que estão ao redor, que vira o mundo de cabeça pra baixo. Ela que ironicamente, é onipresente, onisciente e polêmica.

Sábios, bruxos, filósofos, médicos, padres vivem a divagar sobre ela: a morte. Ela que não dá as caras mas, rouba a respiração, a frequência cardíaca, o calor da pele, o funcionamento do organismo na maior cara de pau e da mesma forma que chega, vai, quase despercebida, se não fosse o estrago que causa.

Do morto pouco se sabe, ou nada. Mas dos que ficaram, sobra um buraco, um vazio, uma chaga, uma dúvida que doem fisicamente.

Existe a morte anunciada, aquela que dorme na cabeceira dos doentes terminais, que passeia nas utis, que segura os bisturis junto com os médicos em cirurgias arriscadas.

Mas existe uma morte pior, a que te pega de calças curtas. A pessoa acorda bem, abre o jornal, toma café da manhã e pluft, cai. Mau súbito, infarto, chamem do que quiser, mas é um susto. Atravessou a rua e … lá vem um carro em alta velocidade e joga um motoqueiro pro alto.

Outro susto. Alguém dorme no volante e esvai- se a vida. Outro desce uma escada atrasado, tropeça e fim. Mais cruel ainda são mortes coletivas é prematuras.

Quem não se lembra do incêndio na boate Kiss? Pois é, e nessa madrugada, de forma menos trágica, mas não menos impactante um grupo de jovens universitários, foram tragados por ela num acidente na estrada de São Paulo.

Há sangue por todos os lados, ambulâncias, e a emergência de ao menos tentar salvar a vida desses jovens a quem a morte buscou com urgência. Todos ao redor estarrecidos, todos em choque, todos enlutados pelo fim, que fica logo ali.

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