DestaquesLivro DestrinchandoLucas Machado

O conquistador. Napoleão Bonaparte

O conquistador. Napoleão Bonaparte.

O conquistador. Napoleão Bonaparte

Por Lucas Machado

Ilustração: João Gabriel Jack

“Muitas batalhas são ganhas por uma simples lembrança de guerras passadas. A vitória tem mais de uma centena de país; a derrota, por outro lado, essa é órfã.”  Napoleão Bonaparte

A fonte da minha insistência é sempre querer entender o presente com vistas no passado. Acredito que só assim teremos mais chances de acertar no futuro. E, para saber um pouco do que se passa no chamado “velho mundo”, resolvi doar estas linhas a um dos maiores nomes da história mundial: o francês Napoleão Bonaparte.

A França dita tendências e influencia o mundo em vários segmentos, isso nós sabemos. Com a chegada, no início do século 19, de Napoleão ao poder e a invasão de parte da Europa, o país potencializou sua disseminação sociocultural.

Na gastronomia, os experts das antigas já se preocupavam com o tripé da boa alimentação: a riqueza dos ingredientes, a sabedoria ao utilizá-los e o requinte nos mínimos detalhes. Um exemplo disso é que o país apresenta, de uma forma peculiar, 297 maneiras de preparar um ovo e outras 125 de omelete.

Na moda a alta costura e seu império que perdura até os dias atuais, é preciso entender o fascínio de Bonaparte pela Roma Antiga. Com a abolição do espartilho, na época, as mulheres podiam e gostavam de exibir o corpo mais livre. A cor branca predominava em todas as classes sociais e, nesse momento da história, surgiram as primeiras coleções específicas para cada estação do ano.

Dirigente efetivo da França a partir de 1799, Napoleão colocou o país como um grande expoente econômico, bombou a indústria têxtil com a produção de tecidos de qualidade inquestionável e, usando todo o poder da moda, fez com que a elegância burguesa se tornasse uma grande propaganda de seus atos.

Mas, e o conquistador? Bonaparte é a prova concreta do pensamento de John Locke (1632-1704), filósofo inglês que, advogando a Tabula Rasa, defendia que as pessoas nascem livres de qualquer característica mundana como, por exemplo, serem boas ou ruins. Locke acreditava que, na verdade, elas são moldadas a partir da sua interação com a sociedade.

Desde o início de sua carreira militar, mostrou-se hábil numa qualidade que muitas vezes determina a diferença entre o sucesso e o fracasso: aproveitar oportunidades em primeira mão. Numa época em que dois mais dois, para muitos, era cinco, Napoleão dominava a matemática e dormia em cima dos mapas, qualidade de valor inestimável para seu futuro no exército e suas grandes conquistas.

Mas ele não se contentava e queria mais: em 1804, tornou-se impera- dor da França. No dia de seu coroamento, mostrou audácia, intimando o Papa Pio VII a ir à cerimônia e, mesmo assim, não deixou o pontífice coroálo, pois, para Bonaparte, não existia ninguém no mundo acima dele mesmo. Tempos depois, por volta de 1812, o império francês atingiu sua extensão máxima com quase toda a Europa Ocidental e parte da Oriental, com cinquenta milhões de habitantes, quase um terço da população europeia da época. Napoleão foi uma das mais importantes figuras da humanidade, ten- do milhares de livros escritos sobre ele ou que ao menos o citam, sendo uma das figuras humanas, segundo historiadores, mais estudadas no mundo.

Porém, tudo tem um preço. Napoleão foi derrotado pelo seu grande rival, o almirante inglês Horatio Nelson, na batalha de Waterloo, na Bélgica, em 1815. Foi preso e deportado para a Ilha de Santa Helena, onde morreu, em 5 de maio de 1821.

Quanto à cor de seu cavalo, reza a lenda que seriam dois: um preto e um branco. Sua mão sempre exposta abaixo do peito, uma mania que Napoleão tinha em suas aparições públicas, vou deixar para os universitários de plantão. Mas o certo é que, em uma guerra, todos perdem. Na minha opinião, Bonaparte foi um homem totalmente dedicado à busca constante do poder. Conseguiu. E certamente foi e é fonte de inspiração para diversos personagens, anônimos ou públicos.

Destrinchando – Guerreiro do Asfalto

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

Anterior

Preconceito

Próximo

Mães da Praça de Maio