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O amor e suas Lápides

O amor e suas Lápides

 

Por Fernanda Mello

A mágoa mata o amor aos poucos. E, quando você percebe, não tem volta. Li, em algum lugar, (talvez num livro de psicologia) que amor é igual copo de vidro. Jogou com força no chão, meu amigo, já era! Os cacos se espalham, muitos se perdem para sempre. E o acúmulo de mágoa, muitas vezes, é o que faz o copo cair.
Claro que copos sofrem quedas também por traição, mentira ou desrespeito, num fato isolado, muitas vezes sem volta. Mas os piores estilhaços – ao meu ver – são causados por mágoas do dia a dia que se juntam, causando os piores tombos. Aí te pergunto, antes de pegar pá e vassoura: dá para colar o amor? Dependendo, dá. Mas – de toda maneira –  o COPO nunca mais será COPO.  Pelo menos, não do jeito que era.
Fernanda Mello

Fernanda Mello

Escritora e compositora, Fernanda Mello ficou conhecida por seu blog Coração na Boca e por suas inúmeras letras para bandas como Jota Quest, Tianastácia, entre outros, incluindo sucessos como: “Só hoje, “O que eu também não entendo”, “Mais uma vez”. Autora de 4 livros (Princesa de Rua, O menino que queria abraçar o mundo, Amor na TPM e Amar é punk), Fernanda também conta com um canal de crônicas digitais no youtube, que somam mais de um milhão de acessos.

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