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Por Lucas Machado

Novas tendências e velhos comportamentos

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Nós somos seres humanos, criaturas sociais – não de vez em quando ou por acidente. A sociabilidade é uma de nossas capacidades fundamentais e revela-se tanto como causa e efeito em quase todos os aspectos de nossas vidas. A sociedade não é apenas um produto dos seus membros sociais. É também produto dos grupos que a constituem. A combinação entre indivíduos dentro de grupos e seus elementos formam uma forma assombrosa de complexidade.

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Sempre dependemos de esforço grupal para a sobrevivência: mesmo antes da invenção da agricultura, exigiam esforço coordenado e divisão do trabalho. Pode se ver um eco no nosso talento para sociabilidade. No vocabulário que usamos para grupos como uma versão para o mundo, para as místicas, dezessete palavras que os esquimós usam para designar a neve, possuímos um vocabulário extremamente rico para designar seres humanos. Somos capazes de estabelecer distinções refinadas entre uma congregação e uma corporação, um bando e um clube, uma multidão e uma corja. Compreendemos com facilidade rótulos transitivos como – o filho do amigo da minha mulher – e ou – a mulher do amigo do meu filho. Essa sutileza racional permeia as nossas vidas.

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Nossa natureza social manifesta-se até na nossa negação. Uma das punições mais severas que se pode infligir a um prisioneiro é um confinamento solitário, mesmo em um ambiente social tão rígido e limitado como a prisão, a completa privação do contato social é ainda mais rígida.

Enfim, nossa vida social é literalmente primal. Mas nós seres humanos, diferente até dos próprios animais, formamos grupos maiores e mais complexos, ordenados e duradouros que principalmente, transcendem laços de família para incluir categorias como : amigos, vizinhos, colegas, e muitas vezes até estranhos.

Construir uma catedral, executar uma sinfonia ou uma cirurgia cardíaca, erguer um celeiro ou destruir uma fortaleza – tudo isso requer a distribuição, especialização e coordenação entre muitos indivíduos. Temos aptidão inata para esforços em grupo que costumamos desconsiderar os grupos em nosso pensamento em grandes eventos do mundo.

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Muitos trabalhos que referimos a uma única mente requerem na verdade uma multidão. Michelangelo colocou parte do teto para pintar a capela sistina. Thomas Edson, que registrou mais de mil patentes no seu nome, administrava uma equipe de pelo menos 20 pessoas. Ate a escrita de um livro um empreendimento totalmente solitário, envolve o trabalho de preparadores originais, editores e designers. Por aqui no DESTRINCHANDO não é diferente, contamos com pessoas ímpares, para fornecer múltiplos conteúdos para vocês leitores, a sociabilização sadia na nossa visão é construir pontes indestrutíveis de individualismo dentro de um contexto social.. Abraços.

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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