DestaquesDestrinchandoExtreme

Pezão

Pezão

Você conhece o pezão? Muita gente conhece um pezão. Aquele amigo, gente boa, normalmente o maior da turma e com uma “chulapa” que gerou o apelido. Nesse caso não é diferente.  A denominação é gringa e, na tradução literal, quer dizer a mesma coisa. Ele é o “Big Foot”, ou “Pezão” em português.

 

Pezão

Foto: Divulgação.

Como não poderia deixar de ser, os Big Foot, hoje chamados também de Monster Truck, apareceram primeiro na terra do Tio Sam e viraram uma febre por lá. No começo, camionetes comuns eram transformadas, na época  usando apenas kits que elevavam a altura dos carros e usando pneus agrícolas ou de tratores. Ficou uma coisa desproporcional e junto veio o nome.

Foto: Divulgação.

Os pneus de trator, gigantes, se destacavam do resto do carro, que tinha a carroceria em tamanho normal. O visual é único, agressivo e diferente. E o destaque fica por conta dos “pés” que geraram a denominação.

Foto: Divulgação.

Aos poucos, as modificações foram aumentando e hoje são construídos praticamente do zero, usando carrocerias em fibra de vidro, chassis feitos especialmente para eles e usando poderosos motores similares aos usados nos Dragsters de arrancada, porém usando uma transmissão reduzida, para que os monstros possam esmagar carros como se andassem por uma rua asfaltada e usando toda essa potência para manobras para lá de radicais.

Foto: Divulgação.

Esmagar carros? Isso mesmo. Em competições ou demonstrações, uns dos obstáculos a serem vencidos são vários carros, por vezes enfileirados ou apenas espalhados pelos percursos onde os gigantes têm que passar. Os carros são esmagados sem dó, numa das rotinas exigidas nas competições.

Foto: Divulgação.

Nas competições, os veículos têm duas rotinas. Uma, é um circuito oval de velocidade, onde os participantes têm duas voltas contra o relógio e vence que fizer as duas voltas no menor tempo. A outra é o “free style” ou estilo livre. Essa é uma das preferidas do público, pois os carros também têm um tempo pré-estabelecido para fazer o maior número de manobras possíveis, as quais são avaliadas por uma banca de juízes, que vão avaliar o grau de dificuldade e o número de manobras.

Foto: Divulgação.

Por incrível que pareça, já tem gente mandando “back flip”, ou seja, um giro completo para trás e caindo com as uatro rodas em pé com esses monstros, uma das manobras mais apreciadas pelo público, que delira, não apenas com as manobras, mas também com as capotagens e quebras desses veículos que, de tão exigidos, não é raro ver um motor estourando, rodas se soltando ou mesmo as carrocerias em fibra de vidro se despedaçando, numa capotagem ou manobra mais agressiva.

Foto: Divulgação.

Um dos grandes nomes dessa modalidade nos EUA é na verdade um furgão Chevrolet Delivery, 1951, chamado de “Grave Digger” ou Coveiro, que hoje tem mas de dez veículos prontos para as competições. São tantas nos EUA que esse time tem vários carros e vários pilotos, buscando participar do maior número de eventos possíveis, sendo um dos mais carismáticos carros a correr nessas provas.

Foto: Divulgação.

Derivado de um veículo original, logo ele fez sucesso entre o público, que entre muitos marmanjos, tem também nas crianças uma grande parcela que consomem tudo que é relacionado a essa modalidade, do vestuário às cópias em miniatura do veículo, entre os mais diversos itens.

Nos EUA já é uma febre e a Europa também já importa os shows com os Monstros, levando as competições para os países do velho continente.

Foto: Divulgação.

E como toda moda que pega lá fora, aqui no Brasil também já começam a aparecer alguns modelos do estranho veículo. Usado apenas em apresentações ou feiras automotivas, o Brasil ainda está tímido em relação a essa modalidade. Os altos custos de construção desses veículos aliados à falta de provas e patrocínio ainda inibem os Brasileiros a se aventurarem nos Big Foot, ao contrário dos EUA, onde as provas estão sempre lotadas de um público cada vez maior e que são amantes da destruição em grande escala.

Zerinhos, saltos em alturas inimagináveis,  carros esmagados e manobras cada vez mais ousadas fazem a alegria do público, que delira também com o potente som dos motores que, aliados a grande capacidade dos americanos de fazer um grande show, vem alegrando as noites dos amantes de veículos e destruição, pois é disso que se tratam os Big Foot.

 

Destrinchando

Destrinchando

Anterior

Hard as a Rock

Próximo

Sorum