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Origem Dos Motoclubes

Origem Dos Motoclubes.

Por Jack Bala

Depois da segunda guerra mundial, um grupo de aviadores da força aérea americana, sedentos pela adrenalina deixada nos céus, nas batalhas travadas principalmente contra a temida Lufwafe alemã, resolveram se juntar em terra firme para, literalmente, correr atrás daquela emoção deixada para trás.

É o primeiro moto clube de que se tem notícia na história do motociclismo. Não vou aqui citar nenhum moto clube especificamente, pois essa questão de moto clubes é um pouco mais complexa do que se pode imaginar.

Oriundo das fileiras militares, a maioria dos moto clubes adota uma doutrina baseada nas regras militares, onde existe toda uma hierarquia e uma série de requisitos para que as pessoas se tornem membros efetivos desses grupos.

Origem Dos Motoclubes.

Foto: Divulgação.

Alguns moto clubes adotam uma postura mais “light”, tem menos regras e, por vezes, praticam a filantropia como regra de conduta, adotando ações sociais em prol das comunidades onde vivem.

Alguns moto clubes são rigorosíssimos na aceitação de seus membros. Um verdadeiro “vestibular” é imposto aos que desejam estampar nas costas o brasão de seu grupo. O aspirante deve provar aos membros efetivos do clube que é merecedor de usar as cores de seu brasão. Para isso, passa por um período onde será avaliada a lealdade, a capacidade de conviver em  grupo e disciplina para aceitar o período de iniciação.

Você pode ter que fazer de tudo para se tornar membro. De tomar conta das motos em eventos, lavá-las, consertá-las ou até mesmo emprestar a sua a algum membro efetivo, que por algum motivo, está sem moto naquele momento. Enfim, é um ritual, no sentido literal da palavra. É como em uma estrutura militar, onde você começa soldado e se quiser subir, tem que mostrar o seu valor.

Foto: Divulgação.

Mas nem tudo são flores. Em alguns países, alguns moto clubes são acusados de se aproveitar de toda infraestrutura para cometer os mais variados crimes. Somado a rivalidade com outros moto clubes, uma séria de acusações foi feita a diversos grupos, indo do tráfico de drogas e armas, roubos de motocicletas até homicídios.

Essa rivalidade com outro moto clubes tem diversos motivos, mas como se pode ver, tudo vira uma bola de neve. Uma briga de bar vira um homicídio que, por sua vez, em busca de vingança, vira outro homicídio e por aí vai.

Nos EUA, num dos maiores encontros de motocicletas do mundo, o de Daytona  Beach, não se aceita membros de moto clubes em nenhum lugar. Nos bares, nas lojas, restaurantes é possível ver placas com a inscrição “NO COLORS”, que significa que não se aceita “nenhuma cor” ou brasão de moto clube.

Aqui no Brasil, há algumas décadas, com o advindo de moto clubes de fora do país, ocorreram alguns episódios de brigas entre grupos rivais, mas há muito tempo isso não acontece, para o bem de todos.

Como em todo segmento, existem os bons e os ruins. Existem moto clubes bons e existem moto clubes ruins. Felizmente aqui no Brasil, tudo corre na tranquilidade e mesmo grupos considerados violentos lá fora tem um bom comportamento, mas sem perder a essência de suas origens, exigindo o mesmo rigor de seus pares gringos para a admissão de seus membros, porém com uma característica mas tranquila.

Mas existe um porém. Com o “boom” nas vendas de motos, muita gente acha que ser motociclista virou moda. E os “Bikers” de fim de semana se espalham por aí. Pessoas “comuns”, mas que viram na moto uma moda, passam a semana que antecede os encontros deixando a barba crescer e tiram do armário calças de couro, bandanas que amarram no pé, no joelho, no braço e na cabeça, jaquetas com dois milhões de “pins” e “patchs” pregados e se acham os malvados de fim de semana. Acham bonito, por causa da moto, usar roupas e adereços que jamais usariam em dias normais. E que nem sabem para o que foram criados.

Foto: Divulgação.

Já vi muito marmanjo usando inclusive tatuagem de henna, achando que vai ficar mais bacana e se tornar um verdadeiro “Biker” só por estar fantasiado. Por que essa é a palavra certa para muita gente que só sai de moto nos fins de semana ou então juntaram alguns amigos, colocaram um nome na turma, arrumaram um desenho para o brasão e viraram moto clube. Sem nem saber por que.

O “Biker” de verdade você conhece só de olhar. Mesmo que ele não esteja de moto. E mesmo que ele não seja de um moto clube. Ser “Biker” é, antes de tudo, amar motocicleta e não ter uma por que está na moda e “seus amigos tem”.

 

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