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Materiais sustentáveis ganham espaço no mercado

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Foto: Reprodução

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Sabe-se que as notáveis mudanças climáticas e no meio ambiente são consequências, em sua grande maioria, da ação humana. A construção civil, apesar de ser um dos setores mais importantes na economia, é também uma das que mais contribui para a degradação do meio ambiente, devido ao grande número de resíduos. De acordo com pesquisas, estima-se que mais de 50% dos resíduos sólidos gerados pelo conjunto das atividades humanas sejam provenientes da construção. Brasil no ranking de construções sustentáveis

No mesmo compasso que as consequências ambientais se tornam perceptíveis, mudanças no segmento da construção civil são notadas. É que, em 2016, 192 empreendimentos brasileiros haviam sido registrados no United States Green Building Council – USGBC em busca da certificação. Ao mesmo passo que a demanda aumenta, empresas que oferecem alternativas sustentáveis também crescem.

Segundo o empresário Renato Las Casas, a percepção das pessoas em relação aos reflexos ambientais tem crescido junto com a globalização da informação. “Hoje em dia é possível ter mais noção dos reais impactos causados ao meio ambiente. Apesar de não ter como voltar no tempo e mudar o que foi feito, é possível adotar medidas para estancar e amenizar os problemas ambientais”, afirma. Ele, que é diretor comercial da empresa Ecogranito, trouxe ao Brasil um modelo de revestimento sustentável criado no Japão.

Apontado pelo Conselho Internacional da Construção – CIB, a indústria da construção é o setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva, gerando impactos ambientais. Partindo deste princípio, o material desenvolvido pela Ecogranito – que leva o mesmo nome da empresa – é criado à base de resina acrílica aquosa e possui a mesma aparência do granito. De maneira oposta à rocha ornamental, o ecogranito não necessita da exploração de jazidas e do corte de rochas. “O revestimento é uma das etapas da obra que mais demandam material. Sendo assim, a adoção de estratégias que preservam o meio ambiente torna-se tão importante”, aponta Las Casas.

Além de não utilizarem o corte das rochas, o material é fixado com um produto específico, que funciona como se fosse uma cola, desta forma descarta-se a necessidade de areia e cimento para assentamento, como é usado nos casos de mármore e granito.

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