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Mark Zuckerberg na mira do senado americano

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Foto: Divulgação

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Seu partido político, sua comida preferida, seus melhores amigos, seus parentes mais próximos, seu gosto musical. O quanto será que o Facebook sabe sobre você? E onde uma rede social, aparentemente inocente, poderia chegar na utilização dos dados que você fornece a ela?

Mark Zuckerberg, presidente-executivo do Facebook, compareceu esta semana ao Congresso e à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos para responder questionamentos sobre como a rede social protege a privacidade dos seus usuários.

Antes de começarmos a explicar como ele foi parar lá, vale a pena relembrar que em fevereiro, os EUA aprovaram uma lei que mudou um dos grandes paradigmas da internet: a responsabilização judicial de grandes empresas em caso de ações ilícitas praticadas por usuários. Assim, sites conectados com o tráfico sexual poderão ser levados à justiça. Na lei anterior, somente os que promoviam tais conteúdos é que poderiam ser processados.

Esse é apenas um exemplo de como o cerco da regulamentação das redes que possuem grande quantidade de conteúdo começa a se fechar. Em março, os jornais  “New York Times” e “Guardian” revelaram que os dados de mais de 50 milhões de usuários do Facebook foram usados sem o consentimento deles pela Cambridge Analytica.

A Cambridge é uma consultoria política que trabalhou para Donald Trump nas eleições em 2016, nos EUA, e Brexit, com o plebiscito do ano passado que levou o Reino Unido a deixar a União Europeia. A empresa se utilizou de um teste psicológico viralizado para coletar informações pessoais. E o pior: os dados recolhidos não eram apenas dos usuários, mas também dos seus amigos.

Com esses dados, a Cambridge agiu para influenciar os resultados, manipulando propagandas eleitorais altamente personalizadas de acordo com o perfil de usuário.

O Brasil é o 8º país na lista de países com maior número de usuários cujos dados podem ter sido usados, com 443 mil. Os Estados Unidos aparecem em 1º lugar, com 70,6 milhões de usuários, seguido por Filipinas (1,175 milhão), Indonésia (1,09 milhão) e Reino Unido (1,079 milhão).

Tanto o depoimento no Senado quanto na Câmara dos Deputados durou cinco horas cada. Zuckerberg demonstrou que o Facebook está disposto a discutir uma regulamentação de empresas que lidam com grandes bases de dados. “Esse episódio (Cambridge Analytica) claramente nos machucou e evidentemente tornou mais difícil para nós alcançar a nossa missão social. Nós agora temos muito trabalho para reconstruir uma confiança”, disse Zuckerberg.

Ele também disse que a empresa está fazendo investimentos para reforçar a sua segurança, o que vai impactar significativamente a rentabilidade no futuro. “Proteger nossa comunidade é mais importante do que maximizar lucros”.

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Sandro Dias

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