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Marilyn Monroe

Marilyn Monroe

Marilyn Monroe

Por Lucas Machado

Ilustração Anne Patrice

Norma Jeane Mortenson ou, simplesmente Marilyn Monroe

Marilyn Monroe sempre foi excêntrica e sua cinebiografia não é diferente. Blonde, que contará a vida da atriz nas entrelinhas, deveria ter começado a ser filmado pelo diretor Andrew Dominik em janeiro de 2012, mas foi interrompido por falta de patrocínio.

O galã Brad Pitt não perdeu a oportunidade e já está negociando a produção do filme junto a sua produtora, a Plan B. O longa é uma adaptação do romance homônimo da escritora americana Joyce Carol Oates, e deve começar a ser filmado em janeiro de 2013.

A vida de Norma Jeane Mortenson, nome de batismo da atriz, foi definitivamente cercada de mitos. Nasceu em 1926 na cidade de Los Angeles. Devido a conflitos de paternidade – não conheceu o pai biológico – e aos graves problemas psicológicos da mãe, a atriz passou a infância em casas de parentes e em orfanatos.

Aos 16 anos, sem muitas perspectivas, casou-se, em julho de 1942, com o então namorado Jimmy Dougherty. Conseguiu um emprego em uma fábrica de munições, em Burbank, nos arredores de Los Angeles, longe de todo o glam das telas do cinema.

Foi clicada pela primeira vez no próprio trabalho, descoberta pelo fotógrafo David Conover. Ainda não era loira, mas seu rosto já se distanciava de qualquer espécie de seres humanos vivos na terra. Em menos de um ano, já era o sonho de consumo de qualquer fotógrafo da época, tamanha era a desenvoltura da jovem diante das lentes.

Porém, ela queria mais e começou a estudar artes cênicas. Contratada pela 20th Century Fox, em 1946, iniciou ali uma trajetória que a consagraria como atriz. Pouco tempo depois, tingiu o cabelo de loiro. Norma se transformou em Marilyn Monroe, conheceu a fama, dormiu com os homens que quis, viveu a solidão e a morte prematura.

Suas primeiras fotos foram parar nas mãos de Hugh Hefner, que, por apenas cinquenta doletas, comprou os direitos de uso para fazer o exemplar da primeira – e uma das mais consagradas – revistas masculinas até hoje, a Playboy.

O sucesso veio no vácuo da atuação em ‘Niagara’ (‘Torrentes de paixão’),de 1953, que colocou Marilyn como estrela de Hollywood e lhe rendeu papeis principais em filmes como ‘Os homens preferem as loiras’ e ‘Como agarrar um milionário’. Pelo trabalho em ‘Quanto mais quente melhor’ de 1959, levou o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia.

Um momento ficou eternizado: sensual como sempre, Marilyn cantou parabéns para John Kennedy no Madison Square Garden, poucos meses antes de falecer – dizem que eles já eram amantes, antes de Kennedy pisar na Casa Branca. Na época, ele disse: “Já posso me retirar da política, depois de ter ouvido este feliz aniversário cantado para mim de modo tão doce e encantador”. Aí vem o dilema da sua morte, em agosto de 1962, aos 36 anos. Acidente, barbitúricos, suicídio?

De qualquer forma, Marilyn possui uma mística própria digna de grandes mulheres. Agora, nos resta esperar pela cinebiografia de Monroe. Está nas mãos de Brad Pitt. Quem sabe, teremos mais respostas.

 

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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