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Madeleine Vionnet

Madeleine Vionnet

Por Lucas Machado

Madeleine Vionnet nasceu em Aubervilles, na França, e ainda adolescente começou seu aprendizado como costureira. Foi para Paris, passou algum tempo em Londres e, em 1901, aos 25 anos, estava de volta à França. Seis anos mais tarde, estava trabalhando na Maison de Jacques Doucet, muito conceituada no final do século 19 e no começo do século 20, onde permaneceu por cinco anos.

Em 1912, afinal, Madeleine Vionnet inaugurava sua própria casa. Fechou-a durante a 1ª Guerra Mundial, e quando a reabriu, pouco tempo depois, começou a ganhar a preferência de muitas atrizes da época. Com um estilo inovador, costumava criar seus modelos diretamente em um manequim em miniatura.

 

Duas de suas principais características eram o drapeado e o corte enviesado, para os quais encomendava tecidos com o dobro de largura do que o habitual – seus tecidos prediletos eram o crepe, a gabardine e o cetim, que ela manejava com maestria, a ponto de ser considerada a estilista que mais contribuições técnicas deu à alta costura. Descartou o espartilho e usou costuras diagonais e bainha aberta, para obter formas simples e helênicas. As aberturas de suas roupas eram sempre surpreendentes, laterais, ou na parte de trás, mas também criou peças sem qualquer fenda e que precisavam ser vestidas com cuidado pela cabeça. Seus taillerurs possuíam saias nesgadas ou enviesadas.

 

Seus períodos de maior sucesso foram o final dos anos 20 e o começo da década de 30. Atribui-se a ela a divulgação da gola capuz e da frente-única. Forma e caimento suaves eram seus objetivos para conseguir o máximo do estilismo, ou seja, vestidos que se amoldavam com perfeição ao corpo. Madeleine Vionnet aposentou-se em 1939.

 

”Madeleine Vionnet foi a primeira a utilizar o corte em viés para criar roupa. Até então esta técnica só tinha sido usada para fazer golas. Desenvolvia as suas criações num pequeno manequim de madeira,  criando os cortes mais requintados a partir de formas básicas como quadrados e triângulos. Para conseguir cortar os vestidos em viés, mandava fabricar os tecidos com dois metros de largura. Comparada a Chanel, Vionnet é ainda hoje uma desconhecida, talvez porque produzia Rolls Royces, enquanto Coco foi o Ford da moda”. LUCAS MACHADO

 

Madeleine Vionnet

 

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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