Entrevistas

Ivo Mozart

Cantor e compositor de MPB brasileiro, estourou com a música “vagalume” junto do filho do KL Jay dos Racionais MC´s.

“Acredite nos seus sonhos. O que difere uma pessoa de sucesso é a persistência”.

Ivo Mozart

Ivo Mozart Ávila de Castro tem 27 anos, é paulista, nascido no bairro de Pirituba. “Só percebemos a loucura de São Paulo e o tanto que a cidade é frenética quando viajamos para o interior e conseguimos ver uma certa tranquilidade”, diz. Surfista e skatista, apesar de ter se encontrado em Barcelona, seu point predileto, seu refúgio é surfar no litoral paulista nos fins de semana.
Formado em publicidade, aos 15 anos largou seu curso para ir tocar em uma banda de forró no Nordeste. Depois voltou para Sampa, formou-se e montou uma empresa de direcionamento artístico. Seria um músico normal se sua última música, “Vagalume”, não tivesse quase 26 milhões de acessos e ser tema da novela das sete da Rede Globo. Composta por Ivo, a música é tocada com a Banda Pollo, que tem como um de seus integrantes o DJ Kalfani, filho do rapper KL Jay, dos Racionais MC’S.


Quando você começou na música?

Apesar de não ter ninguém na minha família inserido no mundo artístico, quando eu tinha doze anos meu pai me deu um violão. Aprendi quatro notas e compus quatro músicas. A partir daí eu percebi que tinha uma forte relação com a música. Com quinze anos tive minha primeira banda, a Marvin. Era formada por três pessoas: eu, o Conrado do NX Zero, e o Teco da
Rancore, uma banda estourada no Brasil, mais undergraund, isso há doze anos.

Como você define o seu som?

Meu som é pop. No pop existem várias vertentes. A primeira música que lancei, ”Mocinho do cinema, em que toco ukulele e gaita, realmente parece surf music, mas é só essa música. Já na minha segunda canção, “Vagalume, misturei o meu som com o da banda Pollo. O rótulo pop eu consigo distrinchar em qualquer vertente.

Qual estilo de música que você mais ouve quando está em casa ou na estrada?

Eu gosto do pop mesmo, sou muito radiofônico, gosto de referências gringas como Jonh Mayer e Just Timberlake. Acabei de lançar na internet uma música chamada “A festa”com o NX Zero, gosto de fazer músicas atuais e misturar com coisas antigas, mas com referências gringas.

Como é a relação do seu som com a internet?

A internet é uma loucura, a gente não tem noção do que ela proporciona. Quando chegamos nas cidades é que entendemos um pouco como ela chega em todos os lugares. Um artista pode ter seus projetos tocando na MTV, mas mesmo assim o mundo virtual é incrível.

Você tem um projeto de tocar em praças e ruas? Conte um pouco sobre isso.

É uma apresentação como se fosse uma palestra mostrando um pouco das mensagens que passo nas minhas músicas, falando da corrente do sorriso, que é um convite para as pessoas sorrirem mais, dos meus valores. Não é apenas uma música, é um ideal, afinal sou um artista. Não é uma ideia rasa. Como estou tendo essa oportunidade de falar com esse público jovem, quero usar isso para o bem, pois eles vão dividir e passar as mensagens de coisas que eu já passei na vida. Nas cidades pequenas não dá tempo de fazer isso, só nas capitais.


Você tem algum projeto social?

Acabei de gravar uma música com o Conrado do NX Zero, que foi feita dentro do Graacc, Hospital de câncer infantil, e a partir disso faço campanhas na internet para as pessoas saberem um pouco mais. Por exemplo, troco um ukelele ou um chapéu para as pessoas entrarem no site do hospital e saberem mais sobre o assunto, aprederem a responder alguma enquete. É uma forma de jogar a informação para o jovem para que ele tenha vontade de participar de algum projeto social.

A gente que de certa forma vive a moda musculina percebe que existem estilos diferenciados na maneira de falar e de vestir. Você gosta de moda?

Eu curto muito a moda, sim, e me preocupo muito com a imagem não só por ser um publicitário, mas passar um visual legal. A roupa e o conceito são 50% da imagem de uma pessoa. Eu tenho um estilo para cada circunstância.


Como você define estilo?

Cada um, por mais diferente que seja, tem o seu estilo. Por mais que a pessoa tenha o seu próprio estilo ela pertence a um determinado grupo. Do roqueiro, surfista, moderno ao hyper, o estilo na realidade potencializa o que você é por dentro, os seus valores, o seu jeito de ser.

Mas como foi a sua trip por vários países tocando na rua? Fale um pouco disso para os nossos leitores.

Eu viajei por vinte países tocando na rua, quando voltei fiquei tocando na frente de bares e baladas em São Paulo para construir meu público. Eu chegava para as pessoas e falava: “Posso tocar uma música?”. A pessoa já respondia: Puxa, esse cara vai me pedir dinheiro”. No final eu me apresentava e agradecia, pois queria apenas que eles conhecessem o meu trabalho. É o jeito mais honesto e sincero de um artista mostrar o seu produto.

Por que ukulele um instrumento havaiano?

Na verdade não lembro onde vi esse instrumento, só sei que pedi pela net e quando ele chegou eu comprei uma passagem de ônibus para o Chile. Lá aprendi a tocar. Foi quando lancei minha primeira música, “Mocinho de cinema”, que hoje tem mais de um milhão de acessos na internet.

Planos para o futuro?

Hoje sou um artista independente, fiquei um ano e meio na gravadora com o Rick Bonadio, mas ele achou que não era a hora certa de me lançar. Consegui fazer uma música por fora e estava disposto a mudar. Eu não tenho medo de mudanças e encontrei uma produtora independente que vestiu a camisa.

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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