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LOUIS VUITTON

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LOUIS VUITTON Por Maria Laura – Londres

Louis Vuitton apresenta uma extravagância japonesa para o novo desfile, lançando bolsas com inspiração anime.

Fora de Kyoto, no topo de uma ponte entre dois vales, Nicholas Ghesquière realizou seu quarto show da coleção Cruise para Louis Vuitton. Os hóspedes viajaram por 24 horas para assistir a um carnaval de 20 minutos de estilo. A imaculada passarela de carpete branco era tão longa que tiveram que ser instaladas o que parecia ser passarelas rolantes em estilo de aeroporto acelerando as coisas.

Ghesquière sempre escolheu edifícios modernistas para suas coleções, mas profissionais da área afirmar ter se superado com essa edição, batendo até mesmo a casa de Bob Hope em Palm Springs – lar do show Cruise há dois anos – ou o Museu Niterói do ano passado no Rio de Janeiro. Este novo desfile era simplesmente uma espaçonave pousada sobre uma rocha junto ao mar. Este ano foi estabelecido em uma calçada entre uma floresta que parecia um covil de vilão Bond. Ninguém consegue dizer quanto a extravagância custou, mas outros projetistas estimam que ficou em cerca de 20 milhões de reais aqueles poucos minutos teatrais.

Estavam em exposição os mini vestidos Sparkly de setin, que foram brasonados com máscaras do kabuki. A Manga japonesa foi introduzida em calca de ternos e haviam casacos e calças feitas a partir do material de cintos de obi – o tradicional cinto que amarra um quimono. Bordados também estavam presentes em uma série de casacos e vestidos que faziam o desfile se parecer com uma paisagem japonesa clássica de nuvens e pinheiros.

Ja que a mulher Vuitton é desafiadoramente urbana, o estilo de rua estava marcante nos vestidos com cintura de gravata, estampas de leopard e calças de couro. Pra finalizar, sendo um desfile Vuitton, haviam belíssimos acessórios – bolsas pretas em correntes fazendo um link ao anime, bem brincalhonas com recortes de olhos.

O edifício I. M. que hospedou esta excursão japonesa abriga o Museu Miho de antiguidades. É o projeto pessoal de uma das mulheres mais ricas do Japão, Mihoko Koyama, que também fundou um movimento espiritual onde tem um templo no fundo da floresta próxima.

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