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Destrinchando

Skatista profissional Vitor Sagaz leva projeto Skatepoesia a diversas cidades do país.

Skate e poesia combinam? A princípio pode parecer uma mistura inusitada, mas o skatista profissional Vitor Sagaz mostrou ser possível combinar esse estilo de vida com produção literária e lançou o livro Skatepoesia, dando início a um projeto do mesmo nome.

Sagaz formatou uma apresentação que tem percorrido o Brasil entretendo jovens e adultos em variados ambientes. “Recito alguns poemas e interpreto os contos do livro. Dependendo do local, promovo interação entre os presentes estimulando a leitura e interpretação dos poemas pelo público. E também ando de skate, pois foi graças a esta minha vivência que adquiri toda informação que transmito”, diz Sagaz.

Skatista desde 1987, Vitor ‘Sagaz’ Oliveira, 39 anos, começou a rimar há cerca de quatro anos e formou seus primeiros versos baseados em experiências de vida. Para rechear as 88 páginas do livro, transformou sentimentos em palavras, agregou fotos de profissionais renomados do mercado e gravuras para fortalecer ainda mais o mix de cultura urbana da publicação. “Tanto minha trajetória de vida, quanto minha experiência no skate serviram de inspiração para os poemas. Além do amor pela minha família e amigos”, explica Sagaz.

Essa vertente poética permitiu que o skatista presenciasse situações de vida enriquecedoras. “Consegui unir ao skate e ir em escolas de crianças especiais, no Mato Grosso do Sul, além de ONGs como a Casa de Ensaio e em unidades da Fundação Casa (SP) para recitar e andar. Ultimamente, tenho frequentado saraus e promovido eventos de skate com batalhas de rimas e poesias em várias regiões do país”, destaca ele.

O projeto ganhou corpo e Sagaz musicalizou diversos poemas e em breve lançará Poesia Cantada, uma coletânea de 10 músicas com vários estilos musicais. “Unir poesia ao skate é novidade e isso tem atraído muito a galera. As pessoas se identificam com o que escrevo e falo. É importante esse contato direto com os jovens. Passei muitas dificuldades, mas nunca perdi a fé e a esperança. Cresci, evolui e sinto-me honrado por conseguir expressar minha vivência. O Skatepoesia veio para somar, se for para dividir que seja apenas o conhecimento”, completa.

Trajetória no skate – Aos 39 anos, com 30 de skate Vitor Sagaz já percorreu praticamente todo Brasil (faltam apenas cinco Estados), além de países como França, Espanha, Alemanha, Holanda, República Tcheca, Inglaterra, Suíça, Argentina e Estados Unidos (Nova York, Boston, Califórnia e Miami). Suas manobras estamparam as capas das principais revistas nacionais (Tribo -3 e Rio Skate Mag – 1), comandou durante 17 anos anos uma skate shop em Manaus (AM), além de participar de um blog no site da revista 100%Skate.

De férias aos sete anos, em Capão da Canoa (RS), teve o primeiro contato com o skate de amigos. Dois anos depois, ganhou o seu quando morava no Rio de Janeiro. “Desde que subi em um skate pela primeira vez, nunca mais esqueci a sensação”. Em solo carioca, desenvolveu a base em mini rampas e transições presentes por toda cidade. A trajetória nas competições foi interrompida quando Sagaz quebrou o pé em 2001.

Uma cirurgia mal feita limitou os movimentos do pé direito e acabou um ano parado. Aos poucos, foi retomando o skate, mas teve de readaptar seu estilo para continuar andando. “Foi difícil, pois eram duas dores. Além da física, tinha a limitação de não conseguir manobrar como antes. Tive de me adaptar para conseguir fazer as manobras”.

Recuperado, profissionalizou-se em Manaus em 2002, aos 24 anos. Disputou o circuito profissional, mas foi nas ruas que desenvolveu seu estilo. A partir daí, focou em produzir material multimídia para manter-se em evidência.  No cinema, participou do filme “O Magnata”, produzido e escrito pelo músico e skatista Chorão.

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Vitor Sagaz

Vitor Sagaz

Skatista há 31 anos, o manauara Vitor Sagaz rodou o mundo em cima do skate. Há seis anos desenvolveu uma outra faceta ao deixar-se levar pelo universo das palavras. Escreveu o livro Skatepoesia e desde então, Sagaz roda o país com o projeto Impulso Lírico, unindo poesia e skate em apresentações carregadas de sentimento e muita vivencia.

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