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Isabeli Fontana

Isabeli Fontana.

Isabeli Fontana

 

Por Lucas Machado

Foto: Bruno Senna

Jornal Estado de Minas

Saiba um pouco mais dessa top model que completa 20 anos de carreira.

Quem a chamava de Olívia Palito nos tempos de colégio não poderia imaginar que hoje ela seria uma das modelos mais requisitadas e bem pagas do mundo. Sem nunca ter sonhado com glamour e passarelas, Isabeli Fontana completa 15 anos de carreira na elite das top models.

Foi também com 15 anos, naqueles tempos em Nova York, que as coisas começaram a dar certo para essa garota de Curitiba. Cansada de tantas poses, ela até pensou em desistir e jogar tudo para o alto, mas a mãe, que a acompanhou em parte da temporada nos Estados Unidos, incentivou-a a continuar. Dizem que é bom ouvir conselho de mãe. Desde então, Isabeli Fontana já desfilou para estilistas do nível de Versace e Valentino, estrelou campanhas publicitárias das principais grifes e marcas do mundo e foi capa das mais importantes revistas de moda.

Enquanto este texto é escrito ao som dos tangos de Piazzolla numa noite de segunda-feira, Isabeli Fontana  completa 28 anos. E gosta dessa idade, se sente mais leve, aprendeu que a vida não pode ser mais tão corrida. Hoje mora em São Paulo com a avó, a mãe e os dois filhos – Zion, de 8, do casamento com o modelo Álvaro Jacomossi, e Lucas, de 4, da união com o ator Henri Casteli. Os filhos são a prioridade da modelo, que mantém o profissionalismo no lugar do deslumbramento e acha graça do jogo de aparências no mundo da moda. Entre risos fáceis, deixou claro que, apesar de encarar o trabalho com seriedade, se divertir é fundamental.

Isabeli Fontana planeja um futuro mais tranquilo com a família. Ela ainda sonha em estudar nutrição e artes plásticas. Romântica, confessa que, quando o assunto é relacionamento, já foi com muita sede ao pote, achou que tudo era para sempre. Decepcionou-se com algumas pessoas no caminho, mas hoje parece saber bem o que quer.

 

Como foi sua infância em Curitiba?

 

Foi boa, apesar das dificuldades dos meus pais, sempre foi muito boa, tenho boas lembranças. A gente morava em um condomínio grande, era bom. [Isabeli F Fontana cumprimenta a amiga Paola e começa a procurar a câmera para “mandar as fotos para vocês”]

 

Na época do colégio, você já se destacava pela beleza ou era alvo de brincadeiras por ser alta e magra?

Sempre fui muito magra, então meu apelido era “Olívia Palito”. Eu não gostava muito não, mas era verdade, era a realidade, né? [risos]

 

Se não fosse modelo, o que você seria? 

Naquela época, queria ser veterinária, uma coisa nada a ver comigo. Quando se é novinha, a gente quer fazer alguma coisa que os amigos querem, quer seguir uma direção dos amigos. Nunca na minha vida imaginei que seria modelo. Não era uma coisa que eu queria, aconteceu naturalmente. Aí vi que conseguia ganhar meu pão de cada dia sendo modelo, foi tudo acontecendo.

 

Você tem uma linha de esmaltes e, no ano passado, comentou sobre o desejo de abrir uma pizzaria vegetariana. Esse seu lado empreendedor é muito forte?

Ainda gostaria de fazer alguma coisa assim [como a pizzaria], mas quando tiver um tempo hábil para isso. Atualmente, não tenho tempo para nada. Minha vida passa tão rápido e daqui a pouco estou fazendo 30 anos. Quando tiver tempo, com certeza quero investir, ajudar a família.

 

Seu ritmo é esse mesmo, de cidade grande e agitada, ou você se vê morando numa cidade pacata do interior?

Gosto dos dois, quero muito ter uma casa onde tenha muito verde, natureza. Estou procurando uma casa para me mudar do apartamento, gosto muito de estar na paz. Se quero loucura, vou até o lugar.

 

O que de melhor aconteceu nesses 15 anos de carreira?

Conheci muitas culturas, pessoas muito diferentes de mim. Uma vida que foi muito proveitosa.

 

Pensou em desistir em algum momento?

Muitas vezes pensei em desistir. Teve um momento, quando eu tinha 15 anos, que ficou difícil e falei para minha mãe: “Não aguento mais ficar tentando esse negócio, fazer pose”. A gente conversou, ela disse: “Tenta mais um ano, se não der a gente para, volta a Curitiba”. Por incrível que pareça, me dei bem. Aí fui para Nova York, onde tudo aconteceu na minha vida.

 

Sua mãe foi com você, ficou um tempo por lá?

Minha mãe sempre foi muito minha amiga. Ela disse: “Esse mundo é perigoso, vou deixar minha filhinha do coração sozinha nesse mundo afora?”. Ela ficou do meu lado, dando o apoio que eu precisava. Aí comecei a me dar bem na moda, com 15 anos, e ganhar bastante dinheiro. Já achava que era dona do meu nariz, que sabia tudo. Quem me colocou no chão foi a minha família.

 

No início de carreira, como era a relação dos familiares com o seu trabalho?

Meu pai e minha mãe sempre me apoiaram, desde lá atrás tive apoio deles. Naquela época era bem complicado, achavam que modelo era prostituta. Minhas amigas falavam: “Nossa, como o pai dessa menina deixa ela ser modelo?”.

 

O que mais te incomoda no mundo da moda?

As pessoas gostam muito de julgar, para mim o que importa numa pessoa não é nada relacionado à aparência. É engraçado, trabalho com isso, mas não vivo isso. Vivo feliz, me divirto com os meus filhos, vivo uma verdade tão absurdamente grande que esse meio de aparências, para mim, é muito pequeno. Encaro simplesmente como meu trabalho. Engraçado você perguntar isso, é uma coisa que não tem a ver comigo.

 

A Gisele Bündchen é a modelo perfeita?

Sim, porque ela tem o melhor corpo, o melhor perfil. Ela entende uma pose, sabe mostrar em um simples olhar esse sentimento tão importante de uma fotografia.

Você tem dois filhos e uma vida profissional muito agitada. Como concilia isso?

Tenho ajuda da minha avó, da minha mãe, senão… [risos]. Preciso do apoio da família. Sempre vivi muito de coração, tudo na minha vida foi muito intenso, vivi muito rápido. Hoje estou aprendendo como é a vida, não pode ser rápida, tem que viver com calma. Devagar e sempre é melhor. Com o trabalho, sempre tive a cabeça muito no lugar, já com minha vida amorosa não consegui, sabe? [risos].

 

Por quê?

Fui com muita sede ao pote. Me apaixonei e achei que ia ser aquilo para sempre, ia viver aquela paixão eterna e pronto. Vi que as pessoas não eram como eu esperava que fosse. Fui muito ingênua.

 

Você é muito romântica?

Sou, sou uma pessoa que gosta de amar, de fazer as coisas pelo outro, pensar nas outras pessoas.

 

Já se sentiu culpada por ter que ficar longe dos seus filhos, viajando tanto?

Muito, muito. Faço terapia para ver se começo a encarar isso de uma forma mais natural. Hoje em dia, aprendi a viver, aceito a vida que tive. Sempre fui fazendo as coisas de olhos fechados, sem pensar muito, sendo inconsequente. [Isabeli Fontana para a entrevista, conversa com sua amiga e procura alguma coisa. “Tenho uma caixinha com algumas coisas em Nova York. Tá vendo o problema de se ter duas casas?”]

Você fica muito nessa ponte aérea São Paulo-Nova York?

Até ano passado, sim. Hoje estou indo muito para a Europa.

 

Com essa rotina de viagens, usa muito a internet para se comunicar com a família?

Tive que aprender na marra, não gosto muito dessas coisas, essa vida social digital. Aprendi a gostar, senão o mundo te engole. Agora tenho Skype, resisti muito e só agora tenho. [risos]

 

Você participou de duas novelas e duas minisséries na Rede Globo. Como foi essa experiência?

Foi mais uma brincadeira para mim, foi interessante, curti. Resolvi aceitar para ver se é legal. Para mim tem que ser divertido, senão não tem graça. Gostei muito de trabalhar com o [Miguel] Falabella, foi bacana.

 

O que você diria para quem está começando na profissão de modelo e faz de tudo na busca pela perfeição, fica com aquela paranoia de comer pouco e acaba se esquecendo da saúde?

É complicado, quando você trabalha com estética as pessoas não querem saber como você está, se você está bem. Querem te ver bonita na foto. Isso é muito banal, muito pequeno. Ninguém pode te forçar a ser o que não é, encaro como uma brincadeira, como uma coisa legal. Ao mesmo tempo, sou muito regrada e profissional. Se me sinto gorda ou que não estou legal, nem de cabeça nem de corpo, começo a fazer alguma coisa para melhorar, começo a malhar. Tenho essa responsabilidade de estar bem. Primeiro lugar é estar bem de saúde, de cabeça. Tem muitas meninas que vejo por aí se matando para estarem magras, ficam se forçando para ficarem magras, mas não é por aí. Temos outras opções na vida. Escolhi ser feliz, me faria muito mais feliz ser outra coisa, não depender da minha imagem. Não é o sonho, nunca tive esse sonho de ser modelo. Tinha sonho de conquistar minhas coisas, de comprar minha casa. Ser modelo eu nunca sonhei, é engraçado isso.

 

Existe muita pressão?

Onde estou, onde consegui chegar, não. Tenho que ser profissional o bastante para estar na medida certa, comer bem. O meu metabolismo ajuda muito, sempre fui magra. Meu porte é magro. Foi uma coisa que Deus quis que eu fosse modelo. Claro que fiz bastante para estar onde estou, mas encarei como uma coisa profissional.

 

Pergunto porque li numa entrevista você dizendo que alguns agentes te incentivaram a fazer aborto durante a sua primeira gestação.

Eu tinha 20 anos, estava no auge, lá [nos Estados Unidos] é legalizado. Queriam ganhar dinheiro em cima de mim, uma coisa normal. Falei “claro que não”, a coisa que mais queria era ser mãe.

 

Você é a favor da legalização do aborto?

Sim, claro que sou a favor. Botar um filho no mundo e fazer mal para a criança? Ou quando não quer, quando for um acidente, um estupro, sei lá… Vai saber a vida dessa pessoa. Para homem é muito fácil, né? Homem não se cuida, não engravida. Imagina uma menina muito nova, preocupada, aconteceu na primeira vez, às vezes nem tem penetração e a menina engravida. Sou a favor, sim. Se a mãe não quer, por que ela vai ser obrigada a ter? Para não cuidar bem, para maltratar?

 

O assédio da imprensa te incomoda?

Não, não deixo de viver menos ou mais por isso.

 

Nunca passaram dos limites?

Não, acho que eles vão com a minha cara. [risos]

 

O que toca no seu som?

Gosto de reggae, rock, hip hop, gosto de um monte de coisa. Adoro Beatles, The Doors, rock clássico.

 

Já levou algum cano na carreira?

Já. [risos] Confiei em um cabeleireiro, que era meu amigo, e ele não apareceu no trabalho. Fiquei na mão, sem maquiagem. Tive que chamar outra pessoa em cima da hora. Pega mal, é muito chato. Fiquei tão sentida que nunca mais trabalhei com ele. Sou muito sentimental.

 

E proposta indecente?

[Para um pouco e pensa] Que eu me lembre, não.

 

Sentiu algum preconceito por ter namorado um cara negro [Falcão, vocalista d’O Rappa]?

Não no quesito de racismo. Mas no quesito de “ah, ele não combina com você”, muito.

 

Mas este “não combina com você” pode ser pelo lado do racismo, não?

Acho que não, porque as pessoas pensam “ah, ela é uma princesa, precisa namorar um príncipe”, o tal príncipe dos olhos azuis, e nunca gostei do cara perfeitinho. Gosto de homem mais estiloso, diferente, acho lindo homem exótico. Gosto do cara mais macho. O que mais importa é como a pessoa é.

 

O que você pensa sobre cotas para negros em universidades?

Acho que todo mundo é igual, não tem essa coisa de ficar dividindo nada. O ser humano é igual, independente da cor, da raça. É estranho isso. Alguém sabe se tem mais negros ou brancos no Brasil? Ficar falando “precisa de ter tantos negros, precisa de ter tantos brancos”, acho que isso é discriminação. Tem que saber quem é mais inteligente e dar preferência aos mais inteligentes.

 

Temos uma mulher como presidente do país. O que isso significa para você?

Significa muito. Mulher tem um sentimento diferente do homem, é muito sentimentalista, vê de um outro ângulo, é mais cuidadosa, detalhista. Boto muita fé [no governo Dilma].

 

Você, que já morou na Itália, nos Estados Unidos e já rodou o mundo, acha que o Brasil dará conta de realizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas ou vamos passar vergonha?

Acho que o Brasil precisa ter mais estrutura, como aeroportos, hotéis. No Rio de Janeiro, para um simples Fashion Week, a gente fica sem lugar, sempre tinha problema para achar hotel. O Brasil deixa a desejar nesse sentido. Os aeroportos deviam ser maiores, mais agilizados, deveria ter mais metrô. Fazer o que? Tudo demora tanto.

O nome do seu primeiro filho é Zion, que é de origem hebraica.

É um nome bíblico, significa o paraíso, é também o Monte Zion, que é um lugar precioso da reza, onde não existe dor.

 

Você tem religião? Se liga em assuntos esotéricos?

Sou católica, mas tenho a minha religião, que é acreditar em Deus e na energia positiva do ser humano, acreditar no bem. Aprecio estar num momento de reza. Gosto de umas imagens, tipo Buda, acho muito legal. Tudo que bato o olho e sinto uma coisa positiva, gostaria de ter na minha casa. Adoro cristais, coisas que acendem a luz para acalmar, tem tudo isso na minha casa. Hoje é tudo tão eletrônico, isso causa uma energia tão pesada, que gosto de ter uns cristais em casa, umas coisas que atraem energias positivas. Sou esotérica nesse sentido.

 

Tem-se discutido sobre a regulamentação da maconha, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entrou nesse debate, participou de um documentário sobre o assunto. O que você pensa a respeito?

Acho que tem que conversar com quem entende, com os médicos. Se for uma coisa que vá fazer bem para o ser humano, acho que deveria [regulamentar], por que não? Mas como não sou médica, não estudo sobre neurônios, tem que conversar com uma pessoa que entenda.

 

Fala-se muito sobre o fato de a droga rolar solta no mundo da moda. Teve aquela imagem da Kate Moss cheirando cocaína, a Naomi Campbell já esteve em centro de reabilitação, já fez serviço comunitário por portar e usar.

A Naomi mais porque ela batia nas pessoas [risos]. Como em todos os mundos, a droga rola solta por aí. No mundo do meu irmão, no mundo da adolescência, na escola, na moda, no mundo dos atores. O ser humano tem duas direções: seguir o certo ou o errado. Ele tem esse livre-arbítrio na mão. Sempre segui o caminho da felicidade, do futuro e da minha família.

 

Você já usou?

Tudo pode ser uma droga quando é usado demais. Tive curiosidade de experimentar algumas coisas na minha vida, mas como curiosidade mesmo, o ser humano é curioso. Tive curiosidade, sim, e vi o que é bom para mim e o que não é. Adoro tomar um champanhe, por exemplo, mas se você beber três garrafas vai ficar, entre aspas, drogado. E não é bacana, alcoolizado para mim é drogado, a mesma coisa. Não gosto de ficar inconsciente, gosto de saber o que estou fazendo. Me divirto tomando águas com gás, que adoro.

 

O que você lê?

Ultimamente estou lendo sobre o comportamento humano. Passei por muitas e boas na minha vida por confiar nas pessoas. Sou uma pessoa do bem, acredito que todos também sejam. Quando você pensa, não pensa o mal, mas precisa se proteger.

 

Como reagiria se um filho seu for homossexual?

Apoiaria, mesmo não querendo que ele fosse. Apoiaria porque, em primeiro lugar, sou a mãe deles, nunca daria as costas para meus filhos, mesmo se eles fossem drogados ou presos. Mãe é para sempre.

 

Você tem medo de envelhecer?

Olha que estou gostando de envelhecer, estou com quase 30 anos, faço 28 daqui três dias [em 4 de julho] e estou muito feliz com a minha idade, mesmo. Estou gostando de amadurecer, de ver a vida por outro ângulo. Estou me divertindo mais, me sentindo mais leve, mais paciente. É engraçado o que a idade faz com a gente. Mas, por outro lado, não gosto das sobrinhas da barriga, da celulite que aparece, das linhas de expressão. [risos] Por isso, fui à minha dermatologista e colhi a célula tronco. Não vejo a hora dela injetar. [risos] Mas tenho tempo ainda.

 

Faria cirurgia plástica, colocaria botox?

Total, acho que a mulher quer ficar bonita. Tem que se preocupar com a aparência, homem já é mais tranquilo. Só que homem com barriga ninguém merece, né? É legal ter uma saúde bacana, fazer um exercício físico. Não consigo fazer todos os dias, mas gostaria. O ser humano tem que se sentir bem. Se eu tivesse um narigão enorme, faria uma cirurgia, com certeza. Não ia gostar de me olhar no espelho com aquele nariz horroroso. Deus foi tão bom que me deu uma cara boa e não precisei fazer nada disso. O ser humano tem que ser feliz, a nossa única obrigação é ser feliz.

 

E você é?

Sou, sempre fui.

 

No seu caso é um pouco difícil, até pelo meio que frequenta, mas você namoraria um anônimo, um cara que não está nessa roda dos famosos?

Pode ser. O problema de me namorar é o seguinte: preciso que a pessoa tenha filho, então não pode ser qualquer um. [risos] Gostaria muito que meu próximo namorado já tivesse filhos, porque não quero fazer tudo de novo. Um dia poderia acontecer, mas não quero a pressão de ter que ter um filho se o cara não tem. E tem que ser bem-sucedido no trabalho dele, para alguma coisa a gente conversar em casa. Estou mais velha e muito chata. A pessoa já tem que ter filho, ser bem-sucedida. Fica cada vez mais difícil arrumar um cara perfeito [risos].

 

Mesmo mais chata com a idade, como você disse, alguma cantada cola em você?

O cara tem que saber dar a cantada certa, senão é broxante.

 

O que seria a cantada certa?

Ficar falando “ah, você é bonita, isso e aquilo” é meio chato, é passado. É muito chato, cantada errada. Tchau! [risos]. Primeiro tem que ser legal, mostrar o que a pessoa tem e ser amigo, as coisas vão acontecendo. “Ah, mas o seu corpo é bonito”, isso, para mim, não é cantada, é tão over! [risos].

 

Você é ciumenta?

Tenho ciúme normal, não é doentio. Sempre fui uma pessoa muito liberal. Ninguém é dono de ninguém. Se a pessoa quiser trair, vai trair de qualquer maneira. Ficar preocupando com isso é besteira.

 

Pensa em ser mãe novamente?

Eu seria, adoro criança, tenho que esperar meus filhos crescerem, tiverem uns 15 anos.

 

Você se dá bem com os pais deles?

Hoje a gente se dá superbem, mas já nos demos muito mal. [risos] Os anos passaram,amadurecemos, só queremos paz. Procuramos a mesma coisa: o bem estar da criança e paz entre a gente. Meus dois ex-maridos adoram ser pais, querem ser presentes. Quantos pais não querem assumir a paternidade, né?

 

Você disse em uma entrevista que quer trabalhar mais cinco anos na pauleira e depois descansar. O que pensa em fazer depois disso?

Daqui a pouco estou com 30 anos. Quero pagar as minhas contas, em primeiro lugar, depois fazer artes plásticas e tirar um diploma de nutrição. Aí já posso fazer uma pizza light “da hora”. [risos]

 

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Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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