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Gonzo Jornalismo

Gonzo Jornalismo

Gonzo Jornalismo

Por Lucas Machado

Imagine vc chamar um subeditor, um chefe de redação, ou até mesmo um repórter. Entrega uma pauta e pede um prazo para a entrega. Ele pede o dinheiro para a alimentação e hospedagem e é atendido. O problema é que o repórter se chama Hunter S. Tomphson, um caipira do Kentucky, completamente avesso às regras.

Ele usava a verba para alugar carros conversíveis, apostar em cavalos. E o pior, de uma hora para outra, desiste da matéria e resolve morar um ano com uma gangue de motoqueiros fora-da-lei. Os Hell’s Angels.

No mundo dos manuais de redação, seria fácil resolver, era só demiti-lo. Mas o fato é que Thompson voltava para a redação com profundos retratos da vida marginal norte-americana, mostrando personagens descontrolados, complexos e verdadeiros.

Os pesadelos do chamado American Dream. Reflexões ácidas se escondiam em textos com muito humor, ironias, gírias e palavrões – uma espécie de lado negro do new jornalism, técnicas diferentes de literatura para fazer jornalismo.

O Dr. Thompson como ficou conhecido – rompeu com a leis de que o jornalista tem que buscar uma suposta objetividade. A partir daí surge então e stilo GONZO, ao qual sou totalmente à favor, vc vive e conta. Não estuda, vê filmes e outras coisas habituais de um jornalista, vc simplesmente vive sua pauta.

Thompsom, morou ao final da sua vida, em uma praia na Califórnia e escrevendo textos para um canal de TV e jornal esportivo, mas na minha opinião foi o grande criador de um jornalismo sem regras e de maiores resultados. Mas gonzo nos deixou em 2005 e ficará na história do jornalismo mundial.

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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