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Galeria Celma Albuquerque completa 30

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Foto: Daniel Mansur

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Galeria Celma Albuquerque completa 30 anos como a mais importante da cidade

O desejo de uma mineira disposta a contribuir com o fomento artístico em Belo Horizonte foi o impulso propulsor para o surgimento da Galeria de Arte Celma Albuquerque. Quem vê o espaço localizado na Savassi, talvez não imagine a quantidade de artistas e obras que já passaram por ali, e que hoje, está entre as mais importantes do país.

A história começou em 1988, quando galeria fundada por Celma Albuquerque com o nome de “Cromos”, ainda era formada por um conjunto de duas lojas na Rua Pernambuco. Porém, Celma, cultivava o interesse em não somente comercializar as obras, mas, também, proporcionar  uma experiência artística mais abrangente para o visitante.

Seguindo este caminho, em 1998 o local expandiu e mudou-se para seu amplo e atual espaço na rua Antônio de Albuquerque, onde passou a receber o nome de sua criadora.

A mudança de espaço físico proporcionou não somente a realização de exposições de grande porte, cursos e palestras como, também, aguçou a percepção dos gestores da galeria, Flávia e Lúcio Albuquerque, filhos de Celma. Seria necessário ter uma visão tanto de galeristas, para incentivar e acreditar nos projetos dos artistas, como também de gestores, para adaptar propostas dos mesmos à realidade do mercado.

Os gestores e filhos de Celma cresceram vendo o amor da mãe por artes visuais e estavam sempre envolvidos com as atividades realizadas no espaço, assumir a direção foi bem natural.

Mas por serem novos, muitas vezes tinham que lidar com olhares desconfiados de quem estava há mais tempo no mercado, por isso foi necessário passar confiança diante dos críticos, mostrando competência para liderar.

Flávia Albuquerque explica que para garantir o sucesso do espaço é preciso “ manter um time de artistas coeso, estabelecendo um trabalho contínuo ao longo dos anos. Isso traz credibilidade ao trabalho do artista, da galeria e reverbera positivamente no momento da comercialização, uma vez que possibilita ao colecionador conhecer a trajetória dessa parceria”.

Além disso, a galeria também é um lugar democrático que abriga as mais diversas proposições de artistas, dos novos até os mais conceituados. “O nosso país é um celeiro de artistas. A cada ano surgem novos nomes no cenário nacional. Acredito que isso se dê pelo fato de termos hoje um maior incentivo à produção artística com um grande número de projetos de residências e bolsas, além de novos cursos de artes visuais que formam artistas mais atuantes, bem informados e conectados com a realidade.” explica Flávia.

Todo o trabalho realizado elevou a galeria ao reconhecimento nacional, tendo abrigado mostras de alguns dos mais importantes artistas contemporâneos brasileiros, como: Waltercio Caldas, Eduardo Sued, Nelson Leirner, Carmela Gross, Nuno Ramos, Eder Santos e José Bento.

Relembrando o legado que a mãe deixou para a galeria, Flávia finaliza “O lugar que ocupamos hoje no cenário das galerias de arte no Brasil é fruto do seu maior legado: determinação e dedicação incansáveis à galeria, bem como o respeito e amor à arte de modo geral.”

Em tempo, atualmente é possível conferir parte do acervo da galeria na mostra Casa Cor Minas.

www.galeriaca.com

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