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Zeca Perdigão

Zeca Perdigão.

Zeca Perdigão

Por Lucas Machado

Esta entrevista é imprescindível para iluminar e revelar ecos de um personagem que, em síntese, participou do início da moda mineira: Zeca Perdigão. “Tenho quase 40 anos de profissão, venho de uma família de tradição de moda, que era a rede de lojas Casas Rolla. Aos 12 anos, ficava na loja, desenhando para algumas mulheres interessantes da época, como a Sra. Gilda Couto.

Disso veio a paixão pela moda, apesar de ser autodidata, pois quando comecei a trabalhar aqui, em 1975, não existia indústria de moda, faziam-se roupas em costureiras e alfaiates”, comenta Zeca, que nasceu na cidade de São Domingos do Prata (MG), iniciou sua carreira como produtor de moda com o coreógrafo Luiz Otávio Brandão e Neneca Moreira, proprietária da primeira agência de modelos da capital mineira.

Com os dois, fez vários eventos no antigo Cine Palladium, entre outros lugares, e chegou a fazer uma temporada de desfiles com As Frenéticas. Depois disso, veio o Grupo Mineiro de Moda, composto por sete marcas, e Zeca trabalhou com todas elas. Em sua carreira, fez mais de duzentos desfiles, morou e trabalhou em São Paulo e no Rio de Janeiro. Adora uma boa música, jantar com amigos, viajar e trabalhar, o que, segundo ele, é sua grande paixão.

Sobre o atual momento da moda, Zeca não é de meias palavras: “Está passando por uma crise de identidade, a indústria engoliu a moda. O prêt-à-porter, o fast fashion e as confecções estão acabando com a moda. Hoje, quem você irá citar de estilista brasileiro de expressão mundial? A máfia siciliana compra um produto de 150 mil dólares e reproduz da noite para o dia. Mas não tem problema, quem tem passado garante o seu futuro”, dispara.

 

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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