Entrevistas

Pitty

Pitty

A PRINCESA DO ROCK

Por Lucas Machado – Destrinchando
Fotos: Diego Moreira – Site Muza

 

Pitty (Priscilla Novaes) baiana de salvador em entrevista com Lucas Machado falando sobre o rock no cenário nacional e na mídia, mudanças, vaidade e elementos do seu novo Álbum Sete Vidas.

Pitty

LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: Na sua opinião você acha que o Rock perdeu o contato com a mídia em geral e até mesmo com as de maiores audiências?

PITTY: Acho que existem ciclos, os estilos musicais vão se alternando na grande mídia. São as ondas. O rock no Brasil tem seu público cativo e volta e meia aparece alguma banda que faz o que a gente chama de “crossover”, que sai do gueto e extrapola o segmento, tornando-se popular. Mas na verdade isso não importa muito, quem gosta de rock vai continuar gostando independentemente de estar na mídia ou não. E as bandas tem é que fazer, sem ficar nessa nóia também.

LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: A banda passou por algumas transformações nos últimos anos. Isso de alguma maneira mudou a rotina e a trajetória, ou apenas um deles?

PITTY: Mudou pra melhor, na minha opinião. Estamos musicalmente e pessoalmente mais entrosados do que nunca, todo mundo a fim de dar o melhor de si. E no palco tem sido incrível.

LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: Nos clipes e em algumas músicas, o tema mais pautado é a loucura, o descontrole, a incompreensão. Com tanto sucesso, você se sente ainda com muita vontade de falar sobre isso nas letras é talvez algo que te incomode?

PITTY: O sucesso não tem nada a ver com isso, eu acho. Os temas são reflexões profundas e muito internas, questões a serem destrinchadas, resolvidas. Não tem a ver com nada externo. Mas não são apenas esses assuntos, as coisas vão mais além. É existencialista, é coisa de gente. Eu gosto de falar sobre gente.

LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: Na sua opinião, há uma pressão para que a mulher que deseja ser levada a sério expresse menos a sua vaidade e exiba menos a sua beleza? Você sente pressão pra domar a beleza e a vaidade para ser levada a sério em um mundo tão masculino?

PITTY: Não mais. E é uma faca de dois gumes, porque na verdade algumas de nós sofrem pressão exatamente pelo oposto: para serem perfeitas, magras, gostosas, unha feita, cabelo escovado. Então, de todo lado há pressão. A luta é exatamente para que nenhuma dessas coisas aconteça, para que a mulher expresse ou não sua vaidade quando quiser, do jeito que quiser e se quiser.

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LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: Segundo grandes nomes da música com as diversas formas de divulgação de músicas vemos uma mudança e amadurecimento por parte dos artistas e do público, como você enxerga isso na sua carreira?

PITTY: Acredito que sim, é consequência natural do tempo, da estrada e da vivência. Mas nunca acaba, o aprendizado nunca tem fim.

LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: Falando no ultimo álbum Setevidas vimos um maior refinamento da sua voz, isso é devido a sua proporia mudança ou a introdução de novos instrumentos?

PITTY: Acho que é a mudança mesmo, o aprendizado que falei acima. Com o tempo, vai se aprendendo a colocar melhor a voz.

LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: Sua letras trazem problemas de anomalias sociais vistas no Brasil a muito anos. Mas como você vê essas revoluções nas ruas, como em “Á MASSA”. Você acha que houve realmente um despertar por parte das autoridades?

PITTY: Acho que no mínimo se assustaram, o que é ótimo. Vamos ver se há algum reflexo nas urnas agora.

LUCAS MACHADO – DESTRINCHANDO: Como não poderia deixar de faltar, você já tem seus votos definidos?

PITTY: Não.

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Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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