DestaquesDestrinchando

Dor de amor

Dor de amor

Dor de amor

Por Amanda Ferr

Por Marcela Chirardelli

Dor de dente dói, bater o dedinho na quina dói, quebrar o braço dói, mas a dor que dói mais é aquela que não se pode engessar, fazer obturação e não há remédio que alivie, que é a dor de amor.

Eu, você é todos nós já a sentimos, mais de uma vez, e quem ainda não sentiu, vai sentir, porque não há como passar ileso a ela nessa vida.

A dor de amor acontece quando dois corações que seguiam compassados saem do compasso, um acelera demais e o outro breca.

Descompasso, curto circuito, e alguém vai embora. E deixa pra trás um outro alguém que ainda está com seu coração aos pulos. O que foi, pode até sentir uma dorzinha, mas sente alívio, tem um caminho pela frente, está liberto e descoberto.

O que fica, para. Estaciona. Não sabe o que fazer com os planos não cumpridos, com os sonhos, com a falta. Dói.

Uma dor profunda e silenciosa. Um amor cura o outro? Sim, mas antes é preciso viver o luto, pegar todos os planos e sonhos e jogar fora, varrer a casa, limpar a alma, ouvir o silêncio, deletar o telefone e se acostumar com a ausência.

Depois disso, da casa limpa, o coração arejado, há de se abrir as portas para um novo amor e quem sabe, pela centésima vez, viver tudo novamente.

Há quem não a abra nunca mais, há quem fique com um pé atrás da porta, mas eu a escancaro, porque sou movida a vida e a vida não se justifica sem amor.

Destrinchando

Destrinchando

Anterior

Camarão com alho e alecrim

Próximo

fortalecer os braços