DestaquesLivro Destrinchando

Disco Voador

Disco Voador

Por Lucas Machado

Ilustração: Tiago Lopo

“Alô, alô, marciano, aqui quem fala é da Terra’’. Apalavra ufologia vem da sigla UFO (undefined flying object), que corresponde a OVNI (objeto voador não identificado). A ufologia é a área que estuda a possível existência de seres em outros planetas. Relatos de aparecimento de OVNIS, nos dias de hoje, já não são novidade para nós, seres humanos.Disco Voador

No Brasil, a história do ET de Varginha, em 1996, é considerada por muitos ufólogos o mais importante e intrigante caso sobre o assunto. O fato alarmou as autoridades nacionais. Três jovens teriam visto, próximo a um terreno baldio, uma criatura com características físicas totalmente anormais: cabeça grande, olhos vermelhos, pele marrom, língua preta, estreita e cumprida, entre outras estranhezas. Tempos depois, elas afirmaram ter recebido um suposto suborno para não levar o caso adiante. Um casal de namorados, no entanto, sem nenhuma ligação com as garotas, disse ter visto um OVNI iluminado e esfumaçado nas redondezas, no mesmo dia e horário. Era setembro de 1967, quando o publicitário Fábio J. Diniz, então com 16 anos, ao chegar a um campo de futebol, nas proximidades do Hospital da Baleia, Região Leste de BH, avistou um objeto enorme, que tinha na sua base raias luminosas, totalmente coloridas e piscando intermitentemente. O fato foi pesquisado por grupos de ufologia, ganhou notoriedade e ficou conhecido como “Caso Baleia”.

Esse assunto é polêmico, mas falar de vida em outros planetas não foge dos assuntos da ordem do dia de diversas pessoas. Alguns acreditam, outros não aceitam a hipótese e o assunto continua sendo um mistério para a maioria. O fato é que as notícias na mídia são tão contraditórias que grande parte da população não sabe em que(m) acreditar. Porém, pensem comigo: será que não é muita arrogância confiar que a Terra é o único planeta que semeia vida? Estamos ou não sozinhos?

big_thumb_909a51d004f30d8bd7d5a6be146ad1b3
Ao longo da história, em todas as partes do mundo, as provas desses acontecimentos nunca foram realmente tangíveis. Por outro lado, algumas manifestações de instituições que nunca se pronunciaram sobre o assunto estão mostrando ao mundo que é tempo de observar.

Durante a Semana da Astro biologia, que aconteceu no Vaticano, em novembro do ano passado, cientistas e religiosos debateram sobre a existência de vida fora da Terra. O que aconteceria se finalmente encontrássemos vida em outro planeta? A pergunta foi apresentada ao Pe. José Gabriel Funes, diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, durante uma coletiva de imprensa. “Aconteceria com a humanidade o mesmo que aconteceu quando os europeus encontraram outras populações”, respondeu o religioso.

Em 2002, um projeto audacioso e muito polêmico chamou a atenção de todo o país. Em Bocaiuva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, o então prefeito, Élcio Berti, anunciou a construção de um “ovniporto” isto é, um local de pouso e decolagem para discos voadores. Quanto aos investimentos, ele garantiu que não saíam do caixa da prefeitura. “Acredito que o oviniporto custará cerca de R$ 1,5 milhão. Não sei a que valor isso corresponde na moeda dos extraterrestres”, disse na época. O oviniporto seria o único “oficial” a ser construído no mundo, o único projeto sob encomenda e com orientação direta dos ETs. Berti morreu em janeiro de 2009 e o projeto não saiu do papel. A pergunta que fica é a seguinte: Será que a solução para frear essa destruição do nosso planeta pode estar nas mãos da civilização extraterrestre? Se conseguirmos clarear o passado e observar as evidências que o mundo esta nos revelando hoje, prestaríamos mais atenção na degradação do Planeta Terra? E por falar em conservação – ou na falta dela – aqui, nas Minas Gerais, essa “papeta” de sustentabilidade corporativista, na qual as mineradoras “adotam” as plantinhas e as praças enquanto arrebentam nossas montanhas, realmente não cola mais né, irmãozinho? É melhor seguirmos o conselho do nobre Raulzito, olharmos para as estrelas e pedirmos uma carona ao moço do disco voador, pois, por aqui, a coisa tá feia.

Destrinchando – Guerreiro do Asfalto

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

Anterior

Sobre Inteligência

Próximo

Macau