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DESTRINCHANDO – FACÇÃO CENTRAL

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DESTRINCHANDO – FACÇÃO CENTRAL

Por G Leonardo.

Que música mano, Eduardo é mito, não tem pra ninguém, é o Rap Gangstar verdadeiro, o melhor do Brasil, em quesito de inteligência, postura, coerência, ética, respeito, e um dos mais importantes: O cara é politizado e tem consciência social.

Essa música faz referência ao cara da favela, que vence na vida através do crime e fica rico através do mesmo. Por isso ele chama de “Rei da montanha” (fazendo menção as barreiras das periferias brasileiras). Porém, na contrapartida, Eduardo faz uma crítica a essa “vitória” na vida, ele mantém a postura de que o crime não compensa, e que as demais pessoas da periferia, principalmente as crianças, não devem se espelhar nesse tipo de pessoa, porque provavelmente não terão a mesma sorte, consequentemente, ou morrerão, ou irão para a cadeia.

Por isso que no fim da música ele diz “Cuzão não deixa minha Uzi ser o sonho das crianças”, afirmando que as crianças não devem tomar o crime como exemplo.  Na música “Don Corleone do Gueto”, do disco “A Fantástica Fábrica de Cadáver”,  Eduardo aborda as mesmas idéias desta música. Don Corleone foi um homem que ficou rico através do crime, virando um verdadeiro chefão. E no contexto da música faz referência ao homem pobre da favela, que venceu na criminalidade. Por isso ele fala Don Corleone do Gueto, dizendo que é o cara da favela que se deu bem no crime.

Mas como de costume, Eduardo diz que a periferia não deve seguir esses exemplos. Ele diz as seguintes frases na música “Don Corleone do Gueto”: “Quem dominava 12 milhões, de metros quadrados, agora carrega os bens, numa sacola de mercado”. – “Quando sua mãe te manda, fazer lição, quer evitar você ouvindo, ordem, palavrão, não quer filhinho de papai que virou delegado, te golpeando com  toalha cheia de cadeado”. Entre várias outras mensagens de apologia total a valorização da família, da liberdade, da ideologia, da saúde, da paz, etc…

Enfim, Eduardo é simplesmente a maior lenda do Rap, símbolo de ideologia muito grande. De 1989 até 2015, vida longa ao rei do rap nacional, muita saúde e prosperidade. Em pleno 2017, e as mensagens desse mano continua firme e cada vez mais brilhantes. PARABÉNS EDUARDO.

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