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Fórmula 1

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Polêmica e regras na Fórmula 1.

Há muito tempo esse assunto é tratado pela mídia, pelos “experts” de boteco e por todo mundo que acompanha a Fórmula 1. E eu vou aproveitar esse espaço e tentar explicar como funciona essa situação que, a princípio, incomoda a alguns, que com certeza se esquecem de vários detalhes do que é esse circo chamado Fórmula 1. Estou falando do polêmico jogo de equipe que, não sei se por coincidência ou não, acontece justamente com os pilotos brasileiros.

Desde a época do Barrichello e do mestre Schumacher, os brasileiros assistem desolados às ordens dos boxes da Ferrari para que deixasse o Schumacher passar. Fica todo mundo indignado.  “Putz, mas o Barrichello tá na frente! Por que não o deixam ganhar?”, perguntam indignados os fãs brasileiros. “Isso é sacanagem!”,  bradam outros. “Estão querendo ferrar com o brasileiro!”, exclamam, entre outras manifestações.

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Foto: Divulgação.

Bom, vou tentar explicar um pouco da dinâmica desse jogo de equipe que, por um momento, tentou ser proibido, mas com as devidas explicações, voltou a ser aceito pela FIA, órgão máximo que regulamenta a Fórmula 1.

Então, vamos lá. Quando alguém procura um emprego, entende-se que ele terá um chefe. Você só não é chefe se for o dono da empresa. Toda empresa tem uma hierarquia, que deve ser respeitada. Toda relação patrão/empregado é regida por um contrato. E quando você assina esse contrato aceita os termos de trabalho que estão contidos nele.

Você, depois de empregado numa empresa, não pode sair fazendo o que bem entende, mesmo que suas intenções sejam as melhores. Você deve se submeter ao seu patrão e ao seu contrato de trabalho, respeitando as cláusulas desse contrato.

E é justamente aí, que começa a falta de entendimento dos espectadores, que não enxergam  a coisa por essa ótica e veem o “seu” piloto ser “injustiçado” pela direção da equipe.

Os “nossos” pilotos, nesses casos, como aconteceu com o Barrichello e agora acontece com o Massa, sabem desde que entraram na equipe que somente um piloto pode ser campeão, por mais óbvio que isso possa parecer. Por questões contratuais, de patrocínio ou mesmo de desempenho, as equipes definem quem será o “primeiro” piloto e quem será o “segundo” piloto. E salvo por questões alheias a vontade das equipes, mas que nunca vai acontecer, normalmente o desempenho do escolhido “primeiro piloto” se faz prevalecer.  Como sempre aconteceu no caso Rubinho/Schumacher e agora no caso Alonso/ Massa.

E isso tudo é muito óbvio. A equipe é como uma empresa e os pilotos são os funcionários. Eles são obrigados, ao contrário do que muita gente pensa, a acatar as decisões da “empresa” em que trabalham. E não faz sentido, a não ser que o piloto principal não esteja na pista brigando pela vitória, que o segundo piloto o atrapalhe, mesmo que ele tenha um desempenho melhor naquele momento, como foi o caso de recente corrida na Coréia do Sul, onde Massa tinha carro para chegar em Alonso, mas recebeu ordens para “tirar o pé”  e em várias outras corridas, onde mesmo andando na frente dos primeiros pilotos, receberam ordens da equipe para dar passagem.

Foto: Divulgação.

Pode parecer cruel, mas é assim que funciona uma empresa e a Fórmula 1 é composta de várias empresas, que lutam pelos seus objetivos e não pelos objetivos dos pilotos.

Os pilotos, e é isso que parece que as pessoas não entendem, não são donos de suas ações em uma equipe de Fórmula 1. Eles são empregados muito bem pagos, para fazer o que lhes é mandado e não o que querem. Quando assinam com uma escuderia, já sabem disso tudo.

E aceitam porque, mesmo sabendo que terão que acatar as ordens da equipe, estão numa posição privilegiada, num mundo milionário, que mesmo sem serem campeões, serão projetados e respeitados no mundo do automobilismo para sempre.

“Por que será que, mesmo tendo que ‘tirar o pé’ ou abrir caminho para o primeiro piloto, o Massa quer continuar na Ferrari?”. Por que de bobo ele não tem nada.

Fica aqui um bordão, que ilustra bem essa situação e espero ter explicado a todos que se indignam com essa situação, como a coisa funciona: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Foto: Divulgação.

 

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