DestrinchandoLucas Machado

Cultura Marginal

Cultura Marginal

Guerra de tintas, a nova geração de grafiteiros prometem atropelar o que a princípio era contravenção. É uma espécie de grito do mundo dos invisíveis, brado pintado, corre existencial, identidade. Tem quase 30 anos de idade, no começo da década de 80, recentemente ganhou galerias de arte e painéis em todo o mundo.

Com um cunho político dos anos 1960 para 1970, tipo: ”Abaixo a ditadura” ou como forma poética. ”É estritamente proibido proibir”. Pois agora pasmam os puritanos. Grafite vem da palavra ”Graffito” (Império Romano). Mas na minha opinião nada disso tira o teor do grafite anárquico, o gem rebelde que o difere de qualquer outra obra. Um dos maiores poetas da revolução Russa Maiakowski, dizia: ”Não existe arte revolucionária sem forma revolucionária”.

Qualquer objeto artístico adorado, qualquer intervenção urbana declarada, depende do olhar do espectador, do entendimento e sensibilidade de quem vê. Se agrada ou desagrada é outra questão. As classes sociais com certeza tem visões diferentes. A tribo dos escribas underground reivindica seu lugar ao sol na genealogia da arte pós-moderna.

Invocando as rupturas que invadiram o planeta, escatologicamente, os grafiteiros pedem passagem, pedem permanência. Como conceito e não como inconsequência. Salve Família de Rua, valew pelos e-mails, tamo junto… A conquista é nossa. Cultura Marginal

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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