Alexandra SantosDestaques

Crianças e adolescentes em vulnerabilidade social

Crianças e adolescentes em vulnerabilidade social

 

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Fomentar a reflexão para uma compreensão mais ampla acerca das muitas situações vividas por crianças e adolescentes que sofrem pelo abandono ou afastamento do convívio familiar, e entender como essas situações se relacionam com as possibilidades de um trabalho por parte dos diferentes atores implicados neste contexto: crianças, adolescentes, família, escola, comunidade, serviços de saúde, Serviços de Assistência Social, Justiça da Infância e da Juventude, Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente, Conselho Tutelar, serviços de acolhimento institucional (Abrigo, Casa-lar, Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora e República) e demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos (responsáveis pela execução de serviços nas áreas de cultura, lazer, geração de trabalho e renda, habitação, transporte, capacitação profissional e pela garantia do acesso das crianças, adolescentes e suas famílias a estes serviços).

Crianças e adolescentes em vulnerabilidade social

As desigualdades sociais não são mais suficientes para explicar as situações de risco e abandono em que vivem crianças e adolescentes em nosso país, e que propiciam marginalização, exclusão e perda dos direitos fundamentais. Estas situações repousam principalmente sobre os fenômenos de vulnerabilidade social, crise de identidade pelos quais passa a sociedade, ou seja, estão relacionadas ao enfraquecimento e, portanto, há um forte sentimento de solidão e vazio de existência.

As crianças e adolescentes que se encontram em situação de vulnerabilidade social são aquelas que vivem negativamente as consequências das desigualdades sociais; da pobreza e da exclusão social; da falta de vínculos afetivos na família e nos demais espaços de socialização; da passagem da infância à vida adulta; da falta de acesso à educação, trabalho, saúde, lazer, alimentação e cultura; da falta de recursos materiais mínimos para sobrevivência; da inserção precoce no mundo do trabalho; da falta de perspectivas de entrada no mercado formal de trabalho; da falta de oportunidades, da entrada em trabalhos desqualificados; da exploração do trabalho infantil; da falta de perspectivas profissionais e projetos para o futuro;do alto índice de reprovação e/ou evasão escolar; da oferta de integração ao consumo de drogas e de bens, ao uso de armas, ao tráfico de drogas.

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Por isso, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei no. 8.069/90), a falta de recursos materiais por si só não constitui motivo suficiente para afastar crianças e adolescentes do seu convívio familiar, encaminhá-los para serviços de acolhimento ou inviabilizar sua reintegração (Art.23). O afastamento apenas é justificado quando o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores é descumprido (Art.22) (BRASIL, 1991).

Portanto, para se trabalhar com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, marcadas pelo abandono ou afastamento do convívio familiar, deve-se compreender antes de tudo que esta “vulnerabilidade” aborda diversas modalidades de desvantagem social, mas principalmente a fragilização dos vínculos afetivos, relacionais, de pertencimento social ou vinculados à violência. As relações em contexto de vulnerabilidade social geram crianças,adolescentes e famílias passivas e dependentes, com a autoestima consideravelmente comprometida.

Estes jovens e suas famílias tratados como atributos negativos pessoais as falhas próprias de sua condição histórico-social. De forma circular e quase inevitável, este ciclo se instala reforçando-se a condição de miséria, não só no nível material, como no nível afetivo. As pessoas, desde muito jovens, percebem-se como inferiores, incapazes, desvalorizadas, sem o reconhecimento social mínimo que as faça crer em seu próprio potencial como ser humano.

Todas estas questões sociais devem ser consideradas no trabalho com pessoas que vivem em contexto de vulnerabilidade, pois exercem forte influência sobre o comportamento das famílias e da comunidade em geral. Infância e adolescência na perspectiva sistêmica

A infância e adolescência devem ser compreendidas como fases do Ciclo de Vida familiar as quais envolvem tarefas específicas a serem desempenhadas por todos os membros da família no processo de construção de identidade, a criança e ao adolescente constroem sua autoimagem, seus valores, sentimentos e opiniões e, a partir disso, diferenciam-se dos outros.

E as mudanças físicas/biológicas que vão ocorrendo no decorrer do seu desenvolvimento também exercem influência sobre sua autoimagem e em como os outros os percebem. A construção de trajetória própria que envolve novas responsabilidades visando à inserção na vida adulta.

Este processo implica em um desequilíbrio familiar, o que requer da família adaptação e a capacidade de compartilhar com esse adolescente, que passa a ocupar diferentes papéis e também novos direitos e deveres. “Autonomia não significa desconectar-se emocionalmente dos pais, mas significa na verdade que um indivíduo não é mais dependente dos pais em termos psicológicos, e que tem mais controle sobre a tomada de decisões em sua vida”

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Alexandra Santos

Alexandra Santos

Certificada PMD-Pro - Gerenciamento de projetos profissional de desenvolvimento internacional. PM4NGOS/ Word Vision Internacional / CARE Internacional

Certificada RARO PROJECT -Training Center - Gerenciamento de projetos com PRINCE 2 - FATEC Faculdade de Tecnologia DP Comércio

PRINCE 2 - RARO PROJECT Training Center.

Diretora de Projetos de Desenvolvimento Social - Instituto Relute

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