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Corrida e meditação

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Por Saulo Arruda

A Corrida: Uma forma natural de meditação

Não é novidade que a corrida praticada de modo adequado e espontâneo, ou seja, sem agressão ao físico traz grandes benefícios ao corpo e a mente.

Além disso, nestas condições amenas, ela pode nos levar ao estado de meditação, permitindo-nos correr sem perceber, suportar possíveis dores e avançar sem nos cansarmos.

Antes de seguir, considere o citado modo adequado e espontâneo, aquela corrida em que, passado um tempo maior de atividade, começamos a exercitar o sistema cardiovascular de forma totalmente automática, ou seja, mesmo diante de um intenso esforço físico, a circulação sanguínea consegue manter-se muito eficiente em transportar e distribuir nutrientes, oxigênio e hormônios para as células.

Mesmo não sendo psicólogo, minha experiência com as longas distâncias e as literaturas que aprecio indicam que, enquanto movimentamos, o nosso cérebro realmente se tranquiliza diante deste equilíbrio cardiovascular. Verdadeiramente, paramos de pensar; o que deixa nossa mente livre e absolutamente relaxada.

Nos dias de hoje, diante de tanta agitação, insegurança e pressão praticar corridas buscando esta harmonia entre os limites físicos e o equilíbrio de oxigênio é muito gratificante e também um diferencial competitivo, afinal esta conciliação nos torna profissionais mais positivos, resilientes e inteligentes emocionalmente.

Mas tudo acontece no momento certo! Conquistamos esta habilidade de concentração somente depois de algum tempo correndo de forma asseada e equilibrada.

Percebemos que a corrida desfila, sem esforço, solta e muito prazerosa. Atingir esta dádiva é como receber um certificado por “horas de voo”.

Além deste estágio de plenitude, vale relembrar que a dedicação ao esporte nos favorece pela produção de hormônios que nos tornam mais bem-humorados e em estado de completa satisfação; desenvolvem o nosso cérebro com a produção de novos neurônios, sem falar dos benefícios de um corpo em forma e um sistema imunológico mais eficiente como cita o consagrado Nuno Cobra, treinador físico e mental e autor do best-seller A semente da vitória.

Enquanto ultramaratonista e executivo que fui por muitos anos complemento que este estado meditativo torna os dramas sociais, pessoais e profissionais bem menores, o que é muito relevante.

Diante deste mérito, conseguimos ao mesmo tempo inspirar as pessoas do nosso convívio através de uma mente mais equilibrada, experiente, humana e feliz.

Por fim, segue algumas indicações para atingirmos esta condição meditativa:

– Insira corridas tranquilas e prazerosas em sua planilha semanal de treinos.

– Faça alguns treinos longos de forma solitária, inclusive sem músicas, para estimular a mente e o corpo.

– Prefira realizar provas desacompanhado, afinal todos nós temos “momentos de baixa e de alta” num percurso. Sozinhos evitamos negligenciar os sinais do corpo e da mente. Óbvio que algumas competições de caráter social devem ser feitas com os amigos e de modo festivo.

– Mesmo cansado, exercite manter o corpo ereto e um perfeito sincronismo entre pernas e braços.

– Exercite a consciência corporal, identificando os pontos de tensão durante o exercício e concentre-se em alterar a dinâmica dos movimentos para aliviar os incômodos, mesmo que temporariamente.

– E, tome consciência destas possibilidades que relatei. No mínimo, você confirmará que uma corrida serena e equilibrada nos revigora, tranquiliza e permite uma sensação de paz, satisfação e autoconhecimento.

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