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Copos de Cristal para vinho

Copos de Cristal para vinho

Copos de Cristal para vinho

Por Lucas Machado

Desde o século 18 a mesma família de vidreiros está por trás de um negócio milionário. Copos de cristal.

Para se chegar mais perto da perfeição, os sommeliers só tem um nome na cabeça: Riedel Elas chegam a ser a Ferrari das taças de cristal. O conceito é simples e revolucionário: o formato do recipiente melhora e expressão de cada uva e influencia no sabor da bebida.

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Na cabeça da Riedel tudo é uma questão de física e química se apropriando do design, além de muito experimentalismo, que é a parte mais agradável da ciência que perambula todo o conceito.

Segundo explicação dos especialistas nos quais tive a oportunidade de falar, a lógica é a seguinte: para se sentir toda a textura de um Savignon Blanc, é preciso que o vinho vá ao centro da língua. Assim a taça proposta por Riedel tem uma forma alongada, com abertura pequena.

Os grandes vinhos mais maduros e complexos, exigem mais espaço para a liberação de aromas e aprimoramento do seu potencial gustativo.

Embora orgulho dos Austríacos e xodó do Chanceler Alemão Konrad Adenauer, amante de vinhos a empresa ainda era uma de fundo de quintal. Para ganhar o mundo tinha que invadir o maior mercado consumidor do planeta a os E.U.A.

Ai veio o encontro entre George Riedel e o falecido Rovert Mondavi, ícone da vinicultura americana que havia ganhado diversos prêmios e homenagens perto da década de 1980. Old Bob como era chamado, sempre foi um cara prático e cético com relação a copos.

Os caminhos de Riedel e Mandovani foram se encontrar  em Londres em 1987. Mandovani trouxe para a barca de Riedel outro crítico de vinhos Robert Parker, até então o maior crítico de vinhos do mundo. A partir daí a marca caminhou sozinha, até se tornar mundialmente a Ferrari das taças de Cristal.

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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