DestaquesVictoria

Contos sobre a Scar Seventeen

Contos sobre a Scar Seventeen

Contos sobre a Scar Seventeen

Tattoodaze

Destrinchando

Por Victoria Wall

Ela era linda quando tinha 7 anos.
Em sua boca faltavam seus dentes da frente, ela era tão pequena, seu cabelo parecia uma cascata de pureza sobre suas costas.
Aos 10 anos de idade ela começou a me chamar de senhor Jones. Seus olhos brilhavam quando ela entrava na minha casa, suas bochechas se tornavam um tom de vermelho que me deixava sem chão. Ela era educada, era a minha boneca.
Aos 14 anos foi quando eu percebi que eu estava apaixonado. Ela tinha começado a usar maquiagem, tinha deixado suas unhas crescerem, a primeira vez que ela me olhou envergonhada por eu ter falando que ela era linda, foi ai que percebi que eu estava desesperadamente apaixonado por uma menina de 14 anos. Sua pele parecia neve, e como eu amava vê-la florecer aos poucos.
Aos 16 anos eu pude começar a ver a maldade no olhar dela, foi quando ela veio em seu maiô preto pedindo para que seu Tio Harry passasse protetor solar em suas costas.
“Eu gostei das sua nova tatuagem senhor Jones.” Ela saiu ainda de costas para mim, seu cabelo caindo por seu ombro, ela tinha um corpo perfeito, ela era perfeita.
” Scarlet, você sabe o significado de andorinhas?” Perguntei passando minhas mãos por suas costas sentindo a pele macia sob meu toque.
” não senhor.” Ela disse tão timidamente que meu coração se derretia.
” andorinhas são pássaros monogâmicos, eles só têm um parceiro pela vida toda. E quando acham o amor de suas vidas não o deixa ir embora.” Ela ainda estava virada de costas para mim.
“O senhor achou o amor da sua vida depois de tanto tempo?” Ela sorriu com esperança no olhar.
” eu já a encontrei há anos.” Sorri dando um beijo em seu ombro.
Ela era doce como chá, ela era azul como o céu, ela era transparente como o rio. Ela era minha como ninguém nunca foi.
Scarlet era a filha de um dos meus melhores amigos, ela tinha os olhos verdes, os cabelos como cascatas e adorava ficar com o “tio Harry” nas tardes que quentes de domingo.
Louis, seu pai, era meu amigo desde a infância. E aos vinte e poucos anos descobriu que uma das mulheres com quem transava estava grávida dele. Ela desde o começo não queria a minha doce Scarlett, e queria entrega-lá á ele.
A menina nasceu 9 meses depois, e ela em uma terrível depressão pôs parto se matou pulando do telhado da casa do Lou, deixando uma linda menina e um pai desesperadamente apaixonado pela sua garotinha.
Na época eu coloquei Louis para morar em minha casa, por conta da crise ele perdera o emprego, e não queria vê a minha bonequinha sofrer com a falta nada.
Os anos foram passando, Louis havia voltando a ter a sua casa, mas o meu neném sempre gostava de passar os finais de semana comigo. Ela vinha e não trazia nada, eu fazia questão de ter tudo que ela queria em seu lindo quarto. Ela adorava seu quarto, mas gostava mais do meu, todos os dias ela colocava sua camisola, escoava seus dentes, penteava seus longos cabelos e entrava de mansinho em meu quarto para me ver sempre com o abajur ligado, meus óculos de leitura e o livro sua vez.
Ela vinha até a cama, deitava em meu peito, se aninhava em mim e como uma tradição eu começava a ler em voz alta. Às vezes ficávamos a noite inteira assim, até que ela eventualmente caísse no sono e continuasse agarrada a mim, eu inevitavelmente ficava o resto do tempo a contemplar sua beleza.

 

Quando ela tinha treze anos, em um outubro maravilhoso ela veio sentar-se em meu colo no sofá da sala, seus olhos inocentes encarando meu livro.
– estou a me sentir tão sozinha.- ela disse deixando sua cabeça pousar em meu ombro.
– eu estou aqui meu amor.- beijei o topo de sua cabeça delicadamente.
Eu sempre estaria ali pra ela, ela era a mulher da minha vida, o amor de todos os tempos, ela era tudo que eu queria.
Eu iria fazer-lhe cookies e dar-lhe beijos nas bochechas gordinhas enquanto ela via seus filmes preferidos.
Ela era extremamente adulta para sua idade, sempre conversamos sobre o que ela queria fazer, sobre o que ela gostava de ver na tv, sobre o sentindo da vida e às vezes ela me lia alguns de seus poemas.
Ela era um anjo sem asas.

As coisas às vezes não são como queremos. E meses depois desse dia, Louis sofreu um acidente de carro.
Ela chorou tanto que seus olhos viraram bolas verdes, vê-la daquele jeito foi a pior coisa que eu já havia visto na vida.
Em seu funeral ela estava usando um vestido que eu havia lhe dado de presente, e eu sabia que eu era um fodido por ficar excitado por vê-la tão bonita. Tristemente bonita.
Naquele dia depois de tudo eu a peguei deitada em minha cama abraçada ao bichinho de pelúcia que Louis lhe deu quando ela nasceu. Ela usava uma das blusas de Louis, uma que eu havia lhe dado de presente há sete anos atrás, lágrimas silenciosas desciam por seus olhos, eu nunca havia visto uma mulher chorar tão belamente. Ela era linda quando chorava.
Eventualmente eu entrei no quarto e a coloquei em meu colo, onde ela continuou a chorar, ela amava seu pai como ninguém. Eu também amava meu melhor amigo. Mas uma vozinha no final da minha mente se sentia bem.
Scarlet agora era somente minha.

Dias depois, meu advogado me ligou, o testamento iria ser lido, e teria que ser lido em minha presença e de Scarlet.
“Deixo a guarda integral e total de minha filha Scarlett para meu amigo Harry Jones.
Deixo todos os meus bens para Scarlett e sob o cuidado de Harry.”
Ela estava triste por ouvir as últimas palavras de seu pai, mas parecia imensamente feliz por saber que ficaria comigo. Eu também estava.

Agora com 16 anos ela era uma beldade em corpo miniatura, com seus 1,60, olhos verdes, cabelos castanhos claros que agora estavam na altura de seus ombros, sua pele alva como a neve, coxas grosas, ela era maravilhosa.
Depois da morte de Louis ela não quis ir mais a escola, então eu havia contratado professores para que a ensinassem em casa, ela adorava ficar, fazer suas coisas, ir a aulas de dança, ler, comer cookies, beber chá a tarde inteira e depois me esperar. Sempre que eu chegava em casa ela me recebia com vários beijos doces na bochecha e abraços ternos.
Louis havia deixado pouco para ela, talvez o suficiente para pagar-lhe a faculdade, mas dinheiro não era problema, devido a uma herança gorda e meu trabalho como empresário ela nunca precisaria se preocupar com nada na vida.
– você está especialmente linda hoje Scar.- sorri ao beijar sua bochecha ao ve-lá ler um livro na sala de televisão.
– obrigada H.- ela sorri timidamente olhando para mim com doçura. Depois de algum tempo depois de fazer 15 anos ela não me chama mais de senhor Jones, normalmente me chamava de tio Harry ou somente de H.
– estava pensando em ir comprar algumas roupas para você amanhã.- falei puxando-a para o meu colo enquanto trocava de canais na grande televisão.
– seria ótimo, estou precisando comprar desesperadamente mais calças e vestidos.- ela também precisava de mais lingerie mas isso eu sempre a deixava comprar sozinha, dava-lhe o dinheiro e mandava o motorista levá-la.
– o que vai querer comer hoje?
– talvez um pouco de comida chinesa?- seus olhos brilham para mim enquanto acaricio suas costas.
– como desejar.- digo pegando meu celular e discando o número do delivery. Ela continuava a ler enquanto um daqueles programas idiotas de reality show passavam, eu e ela adorávamos passar as noites de terça-feira vendo esses tipos de séries, mas, estranhamente ela não queria ver hoje, estava estranhamente desligada e reservada.- você está bem Scar?- pergunto puxando seu queixo obrigando-a a olhar em meus olhos.
– só um pouco cansada.- ela claramente mente e continua a me olhar. Seu olhar era triste e distante.
-não minta para mim Scarlett, mentiras não são aceitas dentro desta casa.- falo rígido e baixo.
– eu só sinto falta do meu pai.- ela admite suavemente, mesmo assim eu via que ela mentia.
– isso pode ser verdade, mas ainda está escondendo algo.- agora falo mais nervoso do que antes, desde que ela se mudou para cá eu lhe disse “essa casa tem regras, e a maioria delas você já sabe, mas agora que é uma residente temos que deixar as coisas bem claras.
Primeiro, nunca minta para mim. As consequências podem ser terríveis.
Segundo, nunca se esconda ou tenha vergonha de me dizer as coisas que sente.
Terceiro, me obedeça.”
– eu não quero dividir isso com você Harry. É íntimo demais por ora.- ela fala olhando para baixo.
– não vou te obrigar por agora. Mas quero saber quando se sentir mais confortável.- ela sorriu levemente.
Me lembro de uma das noites em que ela dormiu comigo depois que seu pai havia morrido. Ela me abraçou e sussurrou levemente em meu ouvido “eu te amo tio Harry.” Ela pensava que eu dormia, mas depois daquilo eu não conseguia olhar para ela da mesma forma.
Eu era contido, sempre demostrava carinho e afeto, sempre a tocava, mas, sempre me continha com demonstrações mais sexuais, tentava ser o máximo “tio” possível. Mas acho que lá no final ela sabia que eu a amava de uma forma completamente diferente. Eu amava a alma dela e seu corpo também. Era um amor que me transbordava o coração, eu queria dar para ela tudo que eu tinha, tudo que eu era, eu faria qualquer coisa por ela. Ela era a salvação para minha alma pecadora, desde que eu a vi na maternidade eu sabia que ela seria a minha salvadora. Eu sabia que ela era pura, ela sempre foi. Ela tinha que ser amada, desde pequena sentia essa necessidade, não digo que Louis não era um bom pai, mas ele às vezes não era tão paciente, não conseguia dar atenção o suficiente para uma garota tão necessitada como ela.
Quando ela soube que sua mãe havia pulado do telhado de sua casa quando ela tinha somente 6 meses, ela ficou terrivelmente perturbada, não dormia e se culpava todos os dias ao olhar-se no espelho. Em um certo final de semana ela estava em seu quarto a chorar vendo uma foto de sua mãe. cheguei devarinho e deitei ao seu lado, dizendo:
– ela era linda. Mas você é muito mais que ela Scar.- ela se virou para mim com os olhos inchados.
– eu sou a razão por ela ter suicidado.- sua voz era um fio.
– nunca diga que você é a razão disso.- segurei em seu rosto colocando uma mecha de cabelo atrás de sua orelha.- ela não batia muito bem da cabeça, seu pai a conheceu em uma boate. Ela não era feliz, e nunca foi. E depois que você nasceu ela não deu mais conta. Você era boa demais para ela.
Ela sorriu tristemente e aconchegou mais seu rosto em minha mão.
Depois de mais alguns minutos a campainha tocou e ela se levantou do meu colo saltitando.
-pode pegar o dinheiro na minha carteira Scar.- falei ainda sem olhar para ela.
-sim senhor.- ela falou rapidamente.
Logo ela estava com a comida dentro de casa e já estava na cozinha a colocar a mesa.
A casa era bem grande, dois andares, 4 quartos, 4 banheiros, uma biblioteca e o andar de baixo com 3 salas grandes, uma de estar, uma de televisão e uma de jantar, uma grande cozinha, meu escritório e um quintal onde Scarlett adorava ficar.
– H, venha comer.- ela grita da sala de jantar, ando lentamente até lá e me sento na cadeira onde sempre sentei, ela vem me trazendo uma cerveja e se senta ao meu lado.
-obrigada Scar.- digo beijando sua bochecha.
Ela usava uma de minhas blusas que ficavam enormes nela, somente ela e sua calcinha por baixo. Ela nunca teve vergonha de andar assim pela casa, sempre me deixava vê-la. Ela seguia a segunda regra muito bem, ela não se escondia de mim.
– estava pensando, talvez nós pudéssemos visitar o túmulo do meu pai amanhã também.- ela diz ainda com a boca cheia.
– não fale com a boca cheia Scar, mas podemos.- limpo o canto de sua boca e acabamos de comer em silêncio.
Depois de mais algumas séries e ela acabar de ler seu livro, ela me informa que vai subir e se deitar. Hoje em dia ela não dormia mais comigo, algumas vezes ela vinha no meio da noite, às vezes passava meses sem aparecer ou passava uma semana comigo.
Depois de mais algumas horas subi para meu quarto e entrei no banheiro, escovei meus dentes e me deparei com ela me esperando no batente da porta.
Ela era linda como uma flor e seu jeito me atraía como uma abelha é atraída pelo pólen.
Eu somente pude ver o que ela vestia quando cheguei mais perto.
Ela estava trajada em uma calcinha vermelha de renda que me deixava vê-la completamente, estava com uma de suas camisolas que me deixava ver seus seios fartos, esta que mal tampava sua bunda, ela era o inferno do meu paraíso. Ela era o meu fim e o meu começo.
– você não deveria estar dormindo Scar?- pergunto tentando não olhar tão pecaminosamente para ela. Ela era tentadora demais, e pela primeira vez se vestia assim perto de mim.
– estou aqui para te dar boa noite.- ela sorriu vindo até mim. Aos poucos meu corpo começa a se enrijecer ao vê-la chegar mais perto de mim.
– você é muito bonito H.- ela diz tocando meus lábios com as pontas de seus dedos finos.
– você também é muito bonita Scar.- sorri tenso pela proximidade.
– eu tenho me sentido estranha. Como se tivesse algo estranho dentro de mim todas as vezes que você se aproxima de mim. Como se um fogo me queimasse. Algo se contrai todas as vezes que você me pega no colo, que me dá seus abraços diários, quando você beija a minha bochecha…- ela para de súbito, como que se algo a parece, ela era tão pura, tão inocente que não sabia o que realmente era quando ela sentia tudo isso.- eu na verdade queria que você fizesse isso.- ela diz selando nossos lábios.
Eu gelei, e ao mesmo tempo foi a melhor sensação que eu já havia sentido. Minhas mãos foram para sua cintura, segurando-a intensamente. Ela abre a boca desajeitadamente dando passagem para minha língua. O beijo era dramático, lento, cuidadoso e a sensação que eu tinha era que eu havia esperado toda a minha vida de 38 anos para isso.
Ela se separa para tomar fôlego mas mesmo assim mantém seus olhos fechados encostando sua cabeça em meu peito.
Meus braços estão ao seu redor mantendo-a bem perto de mim. Finalmente o dia em que esperei desde quando ela tinha 15 anos chegou.
– seu coração está disparado Harry.- ela sussurrou.
– você faz isso comigo.- digo beijando o topo da sua cabeça.
– o meu também está.- ela pega minha mão e coloca por cima de seu peito, seu coração estava mais disparado que o meu.- você foi o meu primeiro beijo.- ela diz olhando em meus olhos, um sorriso aparece em seu rosto.
– você é muito bonita.- pego em seu queixo e depósito um beijo suave em seus lábios. Ela sorri largamente debaixo do beijo. Suas mãos em meu peito espalmadas.- vamos dormir?- ainda estou a segurar em sua cintura. Ela balança sua cabeça positivamente e se deita na cama, dou a volta e me aconchego abraçando-a por trás.
– boa noite Scar.
-boa noite H- esse era o melhor dia que eu poderia ter na minha vida toda, mas, mesmo assim não sei o que fazer no dia seguinte.

-H.- uma pequena mão me sacode levemente. Abro meus olhos para vê-la, ela estava vestida e com o cabelo já arrumado.
– bom dia Scarlett.- digo sorrindo.
– estou te chamando por causa do seu trabalho, já são 8.30, meu professor já está lá embaixo.- ela sorri colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
– obrigada, não sei o que me deu.- me sento na cama passando a mão em meus olhos e cabelos tentando acordar.
– você vai vir me buscar de tarde?
– estarei aqui às quatro horas. Coloque aquele vestido vermelho da Chanel.- ela me ouvia e me obedecia, sim eu era controlador, controlava desde o que ela vestia até o que ela tinha que fazer todos os dias.
– okay.- ela diz e se levanta.- fiz seu café, está em cima da mesa de jantar.- ela já estava a sair do quarto mas veio correndo rapidamente até mim por cima da cama, e surpreendente me beijou de forma rápida, saindo em seguida.
Um sorriso bobo apareceu em meu rosto.

” ele é como uma brisa de inverno, é frio mas ao mesmo tempo acolhedor.
O jeito como ele me olha me enlouquece, me tira do chão, me joga nele e depois me eleva novamente.
Todas as noites em que seus braços me rodeiam eu me sinto segura, me sinto no céu.
Levemente livre em sua loucura controlada, tempestade que me leva e me joga, boca doce e macia que me leva para onde nunca deveria ir.”

– gosta desse?- ela sai vestida em um vestido que acentuava mais ainda suas curvas, ela tinha um quadril bem avantajado, seios fartos e uma bunda bem grande, o que eu mais gostava em seu bum-bum era como ele caia com uma dobrinha no final.
– você está linda meu amor.- olho para ela e minha vontade era de sentir seu corpo contra o meu, enquanto sua boca parte da minha.
– eu gosto desse, gosto do azul e gosto daqueles sapatos vermelhos.
– pode dar todos para a atendente, estarei pagando o restante.- me levanto e ela fecha a cortina de veludo, ao passar vejo que ela deixou uma fresta aberta, me pego observando ela tirar o vestido, seu corpo refletido no espelho, ela percebe e sorri para mim e segura sua roupa contra o corpo.

– o que você fez hoje Scar?- pouso minha mão em sua coxa e faço círculos com meu polegar.
– depois que você saiu eu tive aula de inglês, estamos trabalhando literatura e poemas, li um dos meus poemas, depois tive aula de matemática, biologia, e por fim francês. Tomei meu chá da tarde com Rosalie, conversamos sobre ela me ensinar uma nova receita de cookies que ela tinha visto na televisão nesse final de semana, tomei um banho coloquei o vestido que você me pediu e te esperei, logo você chegou e fomos comprar.- ela sorriu arrumando seu cabelo.- fico feliz pelo nosso passeio de hoje.
– eu também fico feliz por hoje. E por ontem.- pego em sua mão apertando-a forte.
– estou especialmente feliz, vamos ver o meu pai hoje.- ela sorri largamente e não entende o que eu disse, ela é tão pura que não entende nem uma indireta.
– eu também estou, sinto saudades do Lou.
– Harry, eu queria me desculpar por ontem. Não sei o que aconteceu comigo.- ela não olhava em meus olhos, parei o carro no cemitério, me virei a ela segurando seu queixo para que ela olhasse para mim.
– não se desculpe Scar, eu também quis isso. E ainda quero.- digo por último bem devagar com medo do que ela iria pensar de mim.
– você está falando sério?- seus olhos até brilhavam.
– estou sim.- seguro sua pequena mão entre a minha.
Ela rapidamente vai de encontro aos meus lábios, me dando um beijo delicado enquanto eu seguro em seu rosto delicadamente.

 

“Os lábios do pecado são os mais atrativos,as mãos que lhe tocam são as mais macias possível e é assim que o que não é dito acontece.
Desde pequenos aprendemos que certas coisas não devemos falar, e realmente isso é verdade.
As coisas mais bonitas e boas acontecem em silêncio, os sentimentos são silenciosos dentro do peito e é a mente barulhenta que quer dar voz a todos eles. O que é muito errado.
Agora é uma pergunta, o que é errado?
O que existe de errado em desejar, amar e ir até o final?”

As poesias que eu lia para ela todos os dias de noite não se compravam com o que ela é.
Eu a amo, amo com todo o meu ser. E me pergunto o que há de errado em amar incondicionalmente, completamente e obsessivamente?
Uma voz no final da minha mente diz que não há nada de errado.
Eu gosto de beber, e gosto de drogas. Mas depois de alguns acontecimentos em minha vida, prefiro ficar só com bebedeiras casuais e alternadas.
Scarlett havia se tornado a melhor cocaína que eu já tinha experimentado, ela era mais viciante, era mais gostosa e eu tinha controle sobre ela. E por fim, eu a amava mais.
Eu sei, eu sou doente. Eu tenho algo que nenhuma médico me disse o que era. Quando eu começava a fazer algo eu não parava, nada me detia, eu ia até o final de tudo.
Todas as vezes que eu olhava para ela meu coração se enchia de amor, meu corpo se sentia adormecido, meus dedos paravam de sentir, meu coração falhava e eu me sentia um adolescente apaixonado de novo.
– venha comer seus cookies Scar!- grito da cozinha colocando os cookies em um prato e colocando um copo de leite perto. Hoje era sábado, o que significava uma noite de leitura e reality shows.
Ela veio correndo deixando que seu vestido mostrasse mais de suas coxas. Ela se sentou no banco alto da cozinha e começou a comer.
– você está aprimorando cada vez mais seus cookies H.- ela diz com um sorriso brilhante no rosto.
– obrigada Scar.- digo beijando sua testa chegando bem perto dela. Comecei a fazer carinho em seu rosto, ela instintivamente deitando seu rosto contra minha mão, atravessei a bancada e parei ao seu lado, ela girou o banco e abriu suas pernas para que eu pudesse ficar entre elas. Mesmo sentada em um banco mais alto ela ficava mais baixa que eu, me abaixei e segurei seu rosto elevando-o.
Meus lábios encostaram levemente nos dela, somente encostando. Suas mãos estavam na cintura me trazendo para mais perto.
Ela abre a sua boca me deixando explora-la com a língua e o que era um beijo terno se torna algo quase violento, ela brigando comigo por espaço em nossa bocas, em exato momento eu pego-lhe pelo braço levantando-a para depois jogar-lhe em cima da bancada com certa violência fazendo com que os cookies e o leite caíssem no chão espatifando o prato e o copo de vidro.
Ela tinha me envolvido com suas pernas o que me dava um enorme prazer por poder ter contato com seu sexo. Minhas mãos já estavam descendo por suas costas enquanto as dela estavam agarradas aos meus cabelos.
Nossos corpos em sincronia, a união de todos os meus sonhos, beijar a pequena garota do Lou, te-la em meu total e completo controle, ser responsável por ela. Ser minha.
Ela separou nossas bocas para tomar fôlego mas seus olhos estava fixos nos meus, levei minha mão até sua bochecha encaixando-a em seus cabelos, acariciando-as com o polegar. Dei um beijo lento e terno em seus lábios. Eu nunca havia beijando ninguém com tanto amor.

“Todas as vezes que eu olhava para o futuro eu não sabia o que eu faria. Todas as vezes que eu via as oportunidades passarem por mim eu morria de medo de perdê-las por entre meus dedos feitos de areia.
Eu derretia todas as vezes que alguém percebia que meu sorriso de fachada não era tão real assim, essas pessoas olhavam as rachaduras da minha máscara e às vezes me perguntavam o motivo de tantas, mas às vezes, simplesmente ignoravam-as. Negar sempre é mais fácil do que aceitar.
Todas as noites que eu me sentia excluída eu pensava em quando um dia eu fui incluída. E até mesmo pensava no que me tornava uma desencaixada, talvez a minha forma era diferente demais do resto, um pouco demais de sinceridade, uma pitada extra de insegurança mascarada com palavras sem destino. Acho que nunca achei a foto do quebra cabeça do qual eu pertenço, talvez queimaram a caixa.
Mas em um beijo eu descobri a foto da qual eu pertencia, e em braços de 38 anos eu descobri onde era a minha casa.”

Estávamos a entrar em um dos restaurantes preferidos de Scar, ele ficava no centro eu a levava-lá desde pequena. Ao fundo estava tocando Billie Holiday sua cantora preferida. Seu rosto era resplandecente, um sorriso esculpido pelos anjos.
– então senhor Jones…- ela disse pegando em minha mão com um sorriso sedutor e ao mesmo tempo inocente no rosto.- o que faz o senhor me trazer em meu restaurante preferido?- suas olhos brilhavam, sua língua dançava esperta entre seus dentes e seu sorriso.
– eu gosto de agradar a minha pequena princesa.- falei bebendo um pouco do meu champanhe.- você é o meu anjo e tem que ser tratada como tal.- falei beijando sua mão o que causou arrepios em seu braço.
– você que é o meu anjo, Jones .- seu sorriso não era mais presente mas sim um olhar de admiração profunda.- se não fosse você não sei quem eu seria.- ela sorri mostrando seu anel que eu havia lhe dado quando ela fez 15 anos. Um diamante enorme, um solitário com outros vários diamantes. Ela não tirava aquele anel do dedo, e isso me enchia o coração.
– você seria você, mas você é melhor comigo.- as palavras saíram de minha boca como uma cascata. Eu sei, eu me aproveitava de sua inocência, do controle que eu tinha nela, eu me aproveitava dela, fazia-lhe a cabeça sempre que possível. E devo admitir até 3 meses atrás quando ela me beijou pela primeira vez eu não consigo parar de manipula-la, sempre que saio de casa fico com o coração apertado com medo que ela se machuque ou que alguém tire-a de mim.
Eu sou fodidamente doente, eu sei.
– eu gostaria de começar a trabalhar H.- ela diz tomando um gole de sua água, eu quase cuspo meu champanhe na cara dela, como ela tem coragem para me dizer tal coisa, me pedir tal coisa.
– você ficou maluca?- falo baixo e ameaçadoramente, ela se encolhe em seu lugar e fica com medo de falar.
– eu só pensei que talvez seria bom para mim ter um contato com o mundo.
– você não vai trabalhar nem agora e nem nunca na sua vida. Nunca.- olho firme para ela, seus olhos se tornam marejados e tristes.
– eu só queria fazer algo além de dança e estudar.- ela diz com um fio de voz. Pego em sua mão e aperto-a firme.
– você tem a mim. Tem sempre o que fazer comigo, tem seus professores, tem a Rosalie, e se quiser compro-lhe um cão.- ela sempre foi louca por um cão mas nunca achei que ela seria responsável o suficiente para ter um.
– você tem razão, mas gostaria muito de um cachorrinho!- ela se ilumina com a ideia de um cão, e até eu gostava da ideia, talvez ele iria afastar-lhe essas ideias lunaticas da cabeça.

O jantar correu bem, dançamos algumas musicas lentas que ela gostava e agora estávamos dentro de meu carro indo para casa.
– você está linda Scarlett-pego em sua coxa firmemente enquanto ela me olha apaixonada.
– você é lindo Harry.- ela fala com um fio de voz e então paro o carro na garagem. Pego seu maxilar com uma mão e a puxo para mim afastando o banco do carro fazendo com que ela se sentasse em meu colo.
Seu corpo fazendo peso sobre o meu, suas coxas grossas fazendo contado comigo, eu já me sentia ganhar vida ao descer minha mão até sua calcinha de renda banca.
– você vai me enlouquecer Scar.
– eu já sou louca H, sempre fui, só falta você.- ela diz com um olhar sombrio nos olhos mas com a boca a sorrir.

“A pergunta maior é:
como um dia vamos fazer isso se resolver?
Ninguém sabe e nunca vai saber em nenhum momento da vida.
Todos os momentos antecedem grandes coisas e grandes coisas antecedem o fim, a final, o império sempre cai após seu apogeu.
Sempre parece que nada se encaixa e em segundos tudo desmorona, tudo acaba.
Esquecemos de todo tiro que um dia feriu, e de toda maldade que já machucou, de toda verdade que na feriu como navalha no pescoço, esquecemos só para ter mais um momento bom, que “talvez” nos redime do redemoinho que somos.
A inconsistência frenética do universo nos faz ser jogados no buraco negro do ser, a alma nunca morre, somente a vontade.
E infelizmente esse buraco negro é amável e dócil, é como um abraço quente, é como chá no final de tarde, doce e reconfortante. A morte deve ser acolhedora por isso alguns adoram-a tanto. Amor infindável que não tem fim e nem começo.
Acho que o paraíso de cada um deve ser reviver um momento que tanto amou durante a vida, viver eternamente na paz.”

– senhor Jones, creio que o senhor está se enganando, não tenho interesse nenhum em Scarlett.- ele diz tentando se esquivar de minhas acusações, estávamos sentados em meu escritório, as gravações da casa passando na televisão a nossa frente. Ele colocava a mão nas pernas de Scar regularmente, colocava-lhe os cabelos atrás da orelha e dava-lhe beijos na bochecha sempre que ia embora. Eu ia acabar com a raça desse maldito professor de inglês.
– eu nunca estou enganado senhor Miles, nunca. E não estou enganado em lhe informar que vou te dar cinco segundos de vantagem para correr, mas saiba que as portas estão trancadas, e que não temos ninguém em casa para te salvar.
Em meio segundo eu estava em cima daquele homem metendo a mão na cara lavada dele. O sangue saia cada vez mais e espirrava em minha blusa, ele nem reagia, meus socos indo de encontro ao seu rosto com tanta violência que eu já pensava que ele estava morto. O barulho de minha arma me fez não escutar Scarlett chegar atrás de mim, somente de sutiã e calcinha a sorrir no batente da porta.
Ela era maligna.

“Eu sempre o amei.
Sempre o desejei.
Sempre o tive.
É ruim falar que eu posso estar errada, e que sorrio para as coisas ruins que faço, não me demoram nem dois segundos para decidir fazê-las.
Saiba que quando o mal sorri para você, você deve sorrir de volta, deve estender sua mão e tocar seu lindo rosto, seus olhos negros que refletem o quão certo você é, o quão ruim você é e o que você tem que enfrentar.
tudo que eu já fiz, fiz por amor. Fiz pelo sentimento que me consumia todos os dias de noite, por todas as dores que meu corpo possuía, por todos os tiques que minha mente tinha. Você era o meu único remédio.
O sexo selvagem que éramos, os animais que dão a própria vida pelo o que querem, os pulsos latejantes que escorrem sangue, os olhos virados, a boca espumando por mais. Cada vez mais.
Cada vez mais quero você, de todas as formas doentias, sujas, limpas, amorosas, carnais.”

Scarlett, doce Scar. Amor da minha vida, fim do que eu sou, começo do que eu vou me tornar. Doce veneno que me intoxica.
Desde nosso primeiro beijo não penso em nada mais do que te-lá somente minha. E finalmente pude.
Ela foi doce, foi deliciosa, foi mortal para mim.
Ela era melhor que cocaína, melhor do que qualquer uísque, ela era 100% Scarlett, a droga mais mortal que existe.
seu toque, seus lábios, suas mãos, pernas, costas, tudo em uma harmonia perfeita, ela era perfeita. O jeito em que ela dizia meu nome, a forma em que seus lábios se curvavam ao falar, como sua língua umedecia o meio de seus lábios carnudos e inchados.
Eu sou realmente o maior doente que já existiu.

“Um para dois, em quatro anos me apaixonei por você, mas em nove dias você me destruiu.
Eu matei por amor, ou o que acredito ter sido.”

 

Ela me jogava para cima, ela me abaixava aos seus pés, ela pisava em mim enquanto eu beijava sua sombra, ela me beijava quando eu tentava sair de sua teia, ela me prendia em suas pequenas mãos como se eu fosse nada, talvez eu realmente fosse.
Ela era sexo coberto de amor falso, ela tinha olhos verdes que na verdade eram como as labaredas do próprio inferno. Ela me fazia desejá-la, mas eu sabia que eu nunca poderia te-la verdadeiramente. Scarlett não pertencia a ninguém.
– você é um pecado..- sussurrei dando um chupão em seu pescoço.
– eu sou o inferno todo senhor Jones.- ela sorriu ofegante enquanto o vermelho dava lugar ou roxo em seu pescoço.
– com certeza meu amor.- puxei seus lábios aos meus fazendo-a suspirar enquanto suas mãos puxavam meus cachos.
– eu quero aquela bolsa da Prada que vimos outro dia H.- ela disse entre os beijos.
– tudo que você desejar Scar.- ela sorriu e começou a descer o zíper da minha calça se ajoelhando a minha frente.
Ela iria me levar ao inferno.
Ou talvez eu já estivesse lá.

“Loucamente de ninguém, te enlouqueço no meu nada enquanto te levo ao paraíso que há entre as minhas pernas. Não tente mudar o que já é bom, aceite e aproveite.”

Poesia é como fumaça, é opaca, te leva a ver o que ela quer que você veja, ela desaparece rapidamente.
Parei meu carro na garagem, mais um dia infernal e o que eu mais queria fazer era ver minha Scar.
Ao passar pelas portas da casa vi peças de roupa fazendo um caminho até a cozinha.
Ela estava com uma garrafa de uísque entre as pernas, sentada na bancada de pernas abertas somente usando uma calcinha de renda azul bebê, um cigarro pendendo de seus lábios.
O ar não existia mais em meus pulmões.
– quer se juntar a mim H?- ela sorriu soltando fumaça pela boca, sua voz rouca e bêbada.
– o que você pensa que está fazendo?- minha voz saiu bem mais ameaçadora e grave do que o normal, eu não gosto de quando ela bebe.
– adoro quando você fica agressivo.- ela rosnou pegando na garrafa e bebendo mais.
– não me teste agora Scarlett.- rosnei de volta.
– eu adorei quando você matou meu professor de inglês.- seu rosto se contorcendo em um sorriso maligno.- você me mostrou que somos bem parecidos.- ela sorriu colocando a mão em sua coxa.
– não estou entendendo onde você quer chegar Scarlett.
– você não acha realmente que meu pai sofreu um acidente sem explicação nenhuma?- ela riu jogando a cabeça para trás.
– como assim Scarlett? Ele morreu em um acidente de carro e só isso.- dei dois passos para trás.
– ele era um bêbado ignorante. Presta bastante atenção, como ele perdeu o controle do carro em uma decida? Talvez alguém tenha cortado os freios dele não?- ela deu mais uma tragada.
– eu não acredito no que você está me contando.- engoli a seco.
– então acredite, vou te contar toda a história. Bom, seu amigo Louis era um bêbado, ele engravidou a minha mãe, ela mudou para a casa dele, ele a obrigou a ser boazinha na sua frente, ela me teve e queria me tirar dele, com isso, ele a ameaça me matar se ela não se matar então ela pula do telhado. Depois de um tempo vamos para a sua casa, moramos lá, e depois voltamos para aquela pocilga que eu morava, ele me agredia, brigava comigo por tudo, a minha única solução? Meu tio Harry. Um dia depois de voltar da sua casa ele descobriu que dormíamos juntos, ficou muito nervoso e ameaçou nunca mais deixar que você me visse, em uma dessas ele saiu para beber e voltou aos gritos, e foi aí que ele caiu na bobagem de me contar das chantagens e da minha mãe. Depois desse dia eu tramei cada dia, cada coisa que eu iria fazer. Eu cortei os freios do carro dele e depois vim para cá e antes disso forjei um testamento que me deixado com você para sempre.- ela sorriu abrindo mais as pernas, eu não tinha palavras, não sabia o que falaria, o que iria fazer. Ela havia matado o meu melhor amigo e o pai dela.
– eu não acredito que você fez isso Scarlett.
– pois então comece a acreditar. Fiz tudo isso por você.- ela sorriu perversamente.
– isso não era para mim. Eu não mataria por você.
– mas matou, matou o meu professor, acho que o nome dele era Miles. Mas também acho que aquilo era culpa minha, eu o manipulei, você acha realmente que eu não sabia que você tinha colocado câmeras na casa toda?- o cigarro já tinha acabado e ela estava jogando-o dentro da garrafa quase vazia.
– eu o matei em um impulso, não planejei tudo como você.
– mas matou Harry, você o matou de tanto bater naquele rosto imaculado. Você não foi o meu primeiro Harry, ele foi.- um sorriso mais perverso ainda apareceu em seu rosto, ela desceu da bancada e chegou perto de mim.
– você mentiu para mim.- minha voz saiu em um fio. Eu não acreditava que o meu anjo tivesse feito tudo aquilo.- você é o meu anjo, o meu destino, o meu amor, você não fez tudo isso.- passei a mão em seu rosto angelical.
– eu o seu anjo, mais de ninguém. Para você eu faria tudo.- ela recostou seu rosto na palma da minha mão.
Peguei-a pelo braço virando-a de costas para mim.
Lágrimas escorriam pelos meus olhos enquanto eu sentia o que eu teria que fazer, quando a coragem crescia dentro de mim, seu cabelo caia pelas suas costas e seu coração batia calmo, ela se esfregava em mim enquanto eu sentia sua pele macia e quente contra meus dedos.
Em uma fração de segundos minha mão estava segurando sua boca enquanto a outra encostava o metal frio da arma em sua cabeça.
Baixei minha boca até seu ouvido enquanto as lágrimas dela molhavam minha mão que estava sobre sua boca.
– você não é mais o meu anjo Scarlett.

” Querido H,
Espero que você esteja bem.
Eu te amo com toda a alma que não tenho, com todo o meu coração frio e duro que existe dentro do meu peito. Eu te amo com as pontas dos meus dedos, com a minha boca que só reconhece a sua. Te amo com todos os crimes que cometi por você, com todas as seduções que já fiz.
Te amo com todo o meu ser, doentio, amoroso, e tenho que confessar que mesmo te ouvindo que eu vou para o céu um dia, sei que meu lugar é no inferno, ao seu lado.
Amor da minha vida, fogo dos meus pecados, entra na minha vida e arranca todo esse mau que existe dentro de mim.
Não importa em que lugar eu esteja, sempre vou estar com você.
Te amo como o fogo ama as florestas dos seus olhos.
Com amo,
Scarlet Jones.”

Leia mais:

Contos sobre Scar

Cultura Marginal

Victoria Wall

Victoria Wall

Olá, posso dizer que atendo por muitos nomes. Nomes dos quais as vezes me perco. Ora sou Victoria Wall, ora Scar ou ate mesmo Angie. Moro no Canada, sou estudante, poeta, escritora, amante da beleza e observadora do mundo."A maior beleza que existe no universo reside na pequena fração do momento”

Vidas cruzadas
Anterior

Vidas cruzadas

Design e Artesanato
Próximo

Design e Artesanato