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Como é o turismo na Índia

Como é o turismo na Índia

Fotos: Alfredo Savi

Cores, luzes, sabores e fé. A Índia que poucos conhecem. Um outro planeta na Terra, incrível o que se passa por lá. Shiva, criador da Yôga !

Pousei às 3h40 no aeroporto de Delhi, a capital da Índia. Já pude ver as diferenças para nosso Brasil, a temperatura nessa hora era nada mais nada menos que 39 graus! Um calor sem igual! Colar de flores de boas vindas, uma imigração pior que fila do INSS, às tantas da madrugada já mostrava o que vinha pela frente.

Peguei o traslado e fui ao hotel, até ai tudo bem. Passamos então ao lado de uma estação de trem onde o movimento de carro naquela hora parecia hora do rush. No canteiro central havia inúmeras pessoas dormindo em sacos enroladas, uma coisa estranha (no meio do barulho?). Foi aí que perguntei ao guia o que era aquilo e porque dormir no caos? Resposta: ali no meio os ratos não os pegam, pois não atravessam a avenida!

Como é o turismo na Índia

Os ônibus tem dois tipos de buzina. E para quê? Uma para avisar que estamos chegando e outra para avisar que estamos passando! O barulho infernal, sem direção, sem sinal, camelos, carroças e elefantes no meio da rua é o que enfrentamos na confusão. À noite, quando coloquei minha cabeça no travesseiro, a buzina soava dentro do ouvido!

 

 

Assim como no Brasil, as favelas são enormes e estão por todos os lugares, sem falar que os sem teto são em  milhões como tudo na Índia.

Pessoas sem teto esperando comida que é distribuída em templos religiosos.

 

O luxo e o lixo 

Assim como qualquer país de terceiro mundo, a Índia tem seus extremos. Lugares sem nenhuma higiene e condições e lugares com altíssimo nível e torneiras de ouro nos banheiros, os dois extremos tipos de hotéis. E assim é também a população que se divide nas altas e baixas castas!

 

Shiv Villas Hotel.

Piscina do Shiv Villas Hotel.

 

País com uma cultura gigantesca, as religiões não podiam ficar de fora.  Abaixo, uma muçulmana ora na maior mesquita da Índia  Jama Masjid.

 “As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo?”. Mahatma Gandhi

Com uma populaçãode 1.210.000.000aproximadamente, o país é enorme e tem de tudo um pouco, além de sua cultura que é uma das mais ricas e milenares do mundo. Brahma, Shiva e Ganesha são as principais e mais conhecidas divindades.

Shiva, Deus hindu: que destrói para construir algo novo e melhor, “renovador”! É o criador da Yoga que produz a transformação física!

Ganesha, semideus hindu: corpo de gente cabeça de elefante, é de onde vem a lenda “memória de elefante”. Deus da sabedoria.

Brahma: deus com quatro ou cinco cabeças. Criador do universo !

 Dicas de viagem:

– Voar para a Índia tem que ser via Europa ou Oriente Médio;

– Documentos: passaporte válido por seis meses, visto retirado no aeroporto U$65,00;

– Certificado de vacina contra Febre Amarela;

– Seguro: Nunca vá sem um seguro de viagens;

– Moeda: Rupia;

– Cartões de crédito e traveller checks são pouco aceitos, a não ser em lojas de tapetes ou lojas maiores;

– Roupas: mesmo no inverno faz calor. Leve roupas leves e confortáveis;

– Gorjetas: são quase que uma instituição na burocracia indiana. É uma cultura sempre dar uma gorjeta e um “agrado” às pessoas ao seu redor;

– Comida: mesmo deliciosa, é muito apimentada para nosso paladar. E não se esqueça: carne bovina só na volta;

– Nunca beba nada com gelo, nunca é com água potável e limpa. O Gelo é feito para gelar as coisas não para colocar nas bebidas;

– Cultura: o povo indiano é muito agradável, mas pode ser pegajoso quando se trata de pedintes e vendedores. Tenha paciência e leve numa boa, essa é a cultura local;

– Esmolas: verá muitos pedintes e pobres. Caso opte em dar, separe muito troco e tenha mais paciência;

– Segurança: é um país seguro. Mesmo com tanta pobreza e miséria, as pessoas não são agressivas. O pior é o trânsito que pode ser violento, já que não existem regras.

– Voltagem: 220 v

– Clima: evite maio a setembro que são os meses mais quentes e o período das monções.

Sem mais… NAMASTÊ!

No próximo post, falaremos de Taj Mahal.

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