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Como a morte revela as preciosidades da vida

Era um dia banal, o dia que a morte decidiu me explicar a sua grandeza. A sua força. Confesso que até aquele dia eu vivi minha vida sem pensar que um dia tudo iria acabar.

Mova-se, viva!

Eu passava meus dias tentando atingir a perfeição, por isso buscava a melhor forma para tudo e quase me crucificava todas as vezes que eu cometia um engano. Se eu cometesse um erro, nossa, aí sim eu estaria me infernizando com um monte de críticas falsas ditas como melhorias que na verdade eram apenas censuras bem duras.

Então, de repente tudo mudou. Ela apareceu poderosa, forte, direta e tirou tudo do lugar. Tirou o chão principalmente, destruiu as certezas e eternizou a saudade.

Sempre penso na morte como uma mulher linda, cabelos longos, pele clara, fala mansa que ninguém jamais é capaz de não ver.

Quando ela chega, preenche o espaço, entretanto logo sua beleza cansa por ser tão impecável e nós queremos algo mais real; verdadeiro, talvez como bebês cheirosos e fofinhos que enchem de afeto, graça e esperança.

O poder da morte me fez desarrochar os laços, recalcular a rota e tomar decisões de vida que hoje pautam todas as minhas ações. Fiz uma longa lista mas vou discorrer aqui apenas de algumas.

Somos pessoas falhas. A perfeição não existe, ou seja, cedo ou tarde tudo que um dia você julgou perfeito vai desmoronar porque não existe perfeito. Isso é só uma ideia na sua cabeça. Sendo assim, poupe seu tempo, aceite as falhas busque aprimorar suas habilidades, mas não sofra por isso.

Ninguém é obrigado a te amar e gostar de você. Ninguém! E nessa lista inclui sua família. Sei que essa é pesada, mas é a verdade.

Cultive seu jardim interno para que as pessoas te amem pelo que você é. Não trabalhe na ideia mimada de que está tudo resolvido e as pessoas te amam. Não!

Não está nada resolvido. Amor é um exercício diário de conquista, sendo assim todo dia é dia de conquistar o amor das pessoas que são importantes para você.

Você vai morrer enquanto isso não acontece; Viva!

Se conecte com a vida, com as pessoas e com a natureza. Viva!

Aprenda a ser feliz com seu cotidiano, sua rotina. Se não está feliz com sua vida mude-a.

Você não é uma árvore, portanto mova-se! Vá atrás de uma vida que faça sentido para você.

E para finalizar sorria, beije, abrace e elogie alguém todos os dias.

Seja generoso com as pessoas.

Aprenda a amar a vida e a vida é feita todos os dias pelas pessoas, dessa forma se jogue nesse convívio.

A morte bagunçou minha vida e sangrou lugares inimagináveis, mas também me trouxe de volta a vida. Hoje eu sou grata a ela.

 

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Todos os dias divido insights pela manhã que farão total diferença no seu dia.

Larissa Batista

Larissa Batista

Larissa Batista é mineira, filha de terapeuta holística e descendente de índios. Toda a sua criação foi baseada na espiritualidade e no autoconhecimento.

Graduou-se em Marketing, cursou Produção de Moda na Anhembi Morumbi, e Consultoria de Imagem no Senac SP e MG. Atuou em grandes publicações, como Vogue e Marie Claire.

Morou por oito anos na Europa onde exerceu a carreira de cineasta, produzindo documentários na África e América do Sul para empresas como Kanakna-Zodiak, Eyeworks e Canvas.

Após decidir resgatar sua ancestralidade terapêutica, certificou-se em Life Coach pela Slac e pela Evercoach by Mindvalley. Fez mentoria com Lisa Nichols (filme O Segredo), Marisa Peer e possui amplo conhecimento nos preceitos de ThetaHealing, Metafísica, Mindfulness, Access Bars, All Love, Meditação e Chakras, Xamanismo e Sagrado Feminino.

De volta aos Brasil, gerenciou os departamentos de Turismo e Eventos do Inhotim, Instituto De Arte Contemporânea E Jardim Botânico.

Atualmente, reside em Belo Horizonte onde transmite técnicas de autoconhecimento e desenvolvimento físico e emocional para mulheres e homens que desejam se libertar de crenças e hábitos limitantes, bloqueios emocionais e, assim, viverem uma vida em alta performance e plenitude.

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