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Comida como recompensa

Comida como recompensa

Comida como recompensa

Por Blenda Girardi

Aniversário tem? Bolo de chocolate! Casamento tem? Bolo de casamento também! E com toda a decoração e pompa que o acontecimento merece. Seguiu à risca a dieta passada pelo nutricionista? Come um doce ou aquela cervejinha, – só dois copos, claro – no fim de semana com os amigos pra comemorar.

Ops! Não, esse não é nenhum método novo de saber recompensar nossos amados pets por algo bacana que eles aprenderam, por exemplo. É o que nossa cultura apregoa a respeito da comida ser uma forma de recompensa por cada vitória por nós conquistada, sobretudo na dieta.

Treinadores de animais de diversas espécies usam essa tática, a de recompensar novos aprendizados, conquistas e progresso em uma atividade com meta proposta presenteando um petisco suculento para os bichinhos. E conosco, seres humanos, não tem sido diferente não.

A cultura da comida como recompensa tem estado silenciosa em muitos comportamentos e sabotado dietas e sonhos do corpo desejado. Ouvi uma vez alguém dizer que, enquanto tivermos um pensamento ‘obeso’, será dificílimo seguir uma dieta e mudar o hábito daquilo que colocamos para dentro da nossa boca.

Na minha faculdade de Educação Física, lembro-me como hoje, quando em minha primeira aula de anatomia me deparei com um cadáver e ligeira camadas de gordura na região abdominal. Esta gordura ali, na minha frente, sem máscaras ou filtros, parecia uma placa, que interrompia o fluxo saudável dos órgãos. Saí de lá com outra cabeça em muitas coisas, inclusive que se todo mundo tivesse a oportunidade de ver como o excesso de gordura pode ser maléfico à nossa saúde, poderia ser um forte incentivador no controle do peso, por exemplo.

E hoje, em nosso texto, levanto a reflexão de, além desse fator, acrescentar até onde estamos usando a comida como um recompensador e não como alimento fisiológico para dar prazer sim, claro, mas também, talvez principalmente, matar a fome, e não a ansiedade, nutrir nossos músculos, tecidos e demais órgãos, ou saciar a gula, tendo a comida como recompensa e o que é pior, esta comida quase nunca é aquela saladinha e sim, um pacote de chips ou doces repletos de açúcar.

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Blenda Girardi

Blenda Girardi

Bailarina profissional há mais de 20 anos. Primeira bailarina clássica em sua companhia em Belo Horizonte/MG aos 19 anos e posteriormente, dedicou-se a todos os outros estilos de dança. (Jazz, contemporâneo, jazz funk, hip hop,
samba, musicais, etc). Formada também em Educação Física, estudante de teatro e canto atualmente.

Trabalha em programas de tv, como o ‘Domingão do Faustão’, da Rede Globo de Televisão, nos quadros que necessitam de bailarinos., fotografa como modelo para campanhas, etc.

Tem um solo show intitulado ‘Samba De Ponta’; que é um misto de samba com ballet nas sapatilhas de ponta, fazendo apresentações em eventos nacionais e internacionais. Destaque para o encerramento da Copa do Mundo de Judô, transmitido ao vivo pelo SPORTV, canais Globo.

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