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Cleópatra: Amor, Traição, Paixão e Poder

Cleópatra: Amor, Traição, Paixão e Poder

Cleópatra: Amor, Traição, Paixão e Poder:

Por Lucas Machado

Ilustração: Ataíde Miranda

Acredita-se que Cleópatra nasceu em frente ao porto de Alexandria, em 69 A.C. Seu nome significava “glória de sua raça”; depois ficou conhecida como Rainha do Egito. Desde sua infância foi acostumada ao luxo e era conhecida por excentricidades, como ter sempre ao seu lado 20 damas de companhia, quase todos os dias tomar banhos de seis horas com ervas aromáticas extraídas de plantas exóticas e testar todos os tipos de venenos nos animais e nos escravos.

Há muitas controvérsias em relação à sua aparência física. Enquanto uns dizem que ela era uma mulher belíssima, tinha o rosto fino e sabia usar a maquiagem com maestria, outros afirmam categoricamente que ela era uma mulher feia. Contudo, existe uma unanimidade: a sensualidade. Cleópatra era considerada uma especialista na arte do amor e da conquista e aprendeu vários segredos do erotismo em suas escondidas escapadas a um bordel que frequentava em Alexandria.

Mas que tipo de rainha foi Cleópatra? Foi uma mulher que manteve sua mística por meio de shows de esplendor e uma das governantes mais conhecidas na história da humanidade. Sempre ditava regras apesar de nunca governar, pois sempre tinha um testa de ferro, ou melhor, um homem, ou homens: seu pai, seu irmão (com quem se casou) e seu filho. Isso, além de seu amante Julio César, em Roma.

Cleópatra estava determinada a fazer qualquer coisa para governar o Egito, à época a nação mais rica do Mediterrâneo, e conseguiu isso seduzindo Marco Antonio, que acredita-se ter sido seu grande amor, com a dança do ventre e outras manipulações. Era uma amante do disfarce, se reinventava para qualquer ocasião. Inteligente, falava seis línguas e negociava de igual para igual com os homens, coisa incomum em sua época.

Embora nas versões de Hollywood suas histórias sejam recheadas de anacronismo, enfeites, exageros e imprecisões, as Cleópatras de Elizabeth Taylor, Vivien Leigh e Claudette Colbert mostram a vida de uma rainha verdadeira, sem evidenciar suas maldades.

Seu relacionamento e sua história com Marco Antônio foram eternizados pelas artes. Sem dúvida é uma das mais belas jornadas de amor que, infelizmente, teve um final trágico – há várias versões, uma das mais conhecidas é que ela teria envenenado Marco Antonio e depois morreu com seu próprio veneno. Casamento, amantes e filhos, ela era uma mulher que usava o charme para conquistar o que queria.

Guerreiro do Asfalto

Lucas Machado

Lucas Machado

Escritor, profissional de Marketing e Comunicação.

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